segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Sinais nos céus e na terra (sinais dos tempos)

MUITOS SINAIS NOS CÉUS DE TODO O MUNDO OCORRIDOS NOS ÚLTIMOS TEMPOS. ESTES SINAIS TEM SIDO FOTOGRAFADOS E FILMADOS E ESTÃO AQUI ALGUNS DELES.

Observado em Goiás, Brasil, num domingo, 11/09/2011 às 14:00hs.
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"Um halo é um anel de luz que rodeia um objeto.
Os halos se formam a 5-10 quilômetros (3-6 milhas), na troposfera superior. A forma e a orientação particulares dos cristais são responsáveis para o tipo de halo observado. A luz é refletida e refractada pelos cristais de gelo e pode dividir em cores por causa da dispersão, semelhante ao arco-íris.
Um fenómeno natural que ocorre quando existem cristais de gelo na atmosfera e a luz do sol os atravessa, e é relativamente comum, até é possível vê-los em redor da lua às vezes."




RAIO DE LUZ ESTRANHO NO CÉU OCORRIDO NO BRASIL A 17 DE DEZEMBRO DE 2012, (PELAS 20h00 LOCAIS) NA REALIDADE FORAM VISTAS DUAS ESTRELAS, O PÔR DO SOL NO POENTE E O NASCER DO SOL NO NASCENTE.





Fenômeno estranho em Carapicuíba-SÃO PAULO, BRASIL

Publicado às 11/11/2012
estranho demais. parecia que tinha outro sol atras das nuvens.. e não era reflexo por que o sol já estava se pondo.
"E haverá em vários lugares grandes terremotos, e fomes e pestilências; haverá também coisas espantosas, e '''grandes sinais do céu" assim, disse nosso Salvador em Lucas 21:11





MAIS UM FENÓMENO SOLAR OCORRIDO NO CÉU DA RÚSSIA



quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Meteorito - prenúncio do fim do mundo?


A dias contados para o anunciado "fim do mundo", foi registrado em Palermo um estranho evento.

Na capital da Sicília foi encontrado um objeto brilhante, que caiu direto do céu. O objeto foi encontrado por uma menina pequena, que diz ter visto quando ele caiu na terra. Aliás, muitos moradores locais juram que viram o objeto a cair do céu. A própria menina, junto com seus pais, tentou embrulhá-lo num jornal, mas, naturalmente, o papel logo pegou fogo. As primeiras hipóteses são variadas: uns consideram que o achado é fragmento do asteróide Toutatis, que voou perto da Terra há alguns dias. Por outro lado, nas redes sociais já dizem todos (talvez com uma parcela de ironia) que se trata de “mais um sinal do fim do mundo que se aproxima e que os maias tinham razão”.

Rocco Favara, dirigente científico do Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia em Palermo, para onde levaram o objeto misterioso, contou à Voz da Rússia em que etapa se encontra a investigação do objeto desconhecido:

"O objeto descoberto foi entregue ao nosso Instituto em 17 de dezembro. Neste momento estamos fazendo a perícia. Mas depois da primeira análise geral os especialistas tendem a excluir a versão de meteorito, porque nos parece que se trata de um pedaço de madeira queimada. Durante 24 horas nós realizaremos todas as pesquisas necessárias e informaremos oficialmente nossa conclusão."

No Instituto foi realizada a perícia em estereomicroscópio, que revelou a presença de elementos fibrosos de origem vegetal de madeira. Foi confirmado que nós tratamos com um pedaço de madeira. Foram registrados altos índices de carbono e oxigênio, componentes que não têm nada a ver com a estrutura de meteorito. Agora Rocco Favara prometeu informar oficialmente os resultados da pesquisa a todos os interessados:

"Em breve nós publicaremos um comunicado oficial, também serão apresentadas imagens do objeto. Nós colocaremos em nosso site fotografias do objeto."

Parece que fracassou mais um sensacionalismo. A história do “adventício celeste” de Palermo estourou como uma bolha de sabão. E o que fazer agora com as previsões dos maias?



Fonte: http://portuguese.ruvr.ru

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Mulher de 33 anos vivia 'isolada do mundo' e num estado 'quase animal' no Alentejo


Uma mulher, de 33 anos, que vivia "completamente isolada do mundo" desde os 10 anos, foi encontrada num estado "quase animal" num monte isolado do concelho alentejano de Serpa, onde residia com os pais idosos e uma irmã.
"Em pleno século XXI, é uma situação chocante. Só vendo mesmo o rosto e o comportamento dela. Não dá para descrever", disse hoje à agência Lusa a directora do Centro Distrital de Beja da Segurança Social, Helena Barreto.

A responsável contou que teve conhecimento do caso através do presidente da Junta de Freguesia de Vale de Vargo (Serpa), onde vivia a mulher num monte isolado, durante uma visita que efectuou, no passado dia 23 de Novembro, a uma instituição daquela aldeia.

No mesmo dia, Helena Barreto, junto com técnicas da Segurança Social, o presidente da Junta de Freguesia de Vale de Vargo, Francisco Godinho, e o director do Centro Social e Paroquial de Brinches (Serpa), Nuno Sousa, deslocou-se ao monte isolado.

Ao chegar ao monte, Helena Barreto deparou-se com um casal de idosos de fracos recursos económicos e que vivia com duas filhas, uma de 33 anos, a mulher em causa, e outra de 43, numa casa com "um espaço muito pequeno", ao qual foi "vedada a entrada".

A mulher, que tem "comportamentos desajustados à idade e dificuldades em comunicar" e "come com as mãos", foi encontrada no "espaço muito pequeno" da casa num estado "quase animal", contou Helena Barreto.

Segundo a responsável, a mulher frequentou a escola até à antiga 4.ª classe, ou seja, até aos 10 anos, e, desde esta idade, "parou no tempo, não teve qualquer contacto com o exterior" e viveu na casa com os pais e a irmã e "completamente isolada do mundo".

"Disse-lhe: Eu vou tentar tirar-te daqui, não sei muito bem quando, mas vou tentar tirar-te daqui", contou Helena Barreto, referindo que a mulher, em reacção, bateu palmas, baixou a cabeça e disse-lhe: "Agora, agora".

"De imediato", Helena Barreto e as pessoas que a acompanhavam falaram com o pai da mulher, o qual autorizou a ida da filha para o Centro Social e Paroquial de Brinches, onde vive desde 23 de Novembro.

Actualmente, a mulher "está estabilizada e já comunica melhor", mas ainda "come com as mãos" e está a ser avaliada por técnicos para se perceber se tem alguma deficiência ou se o seu comportamento decorre dos anos de isolamento, disse Helena Barreto.

"O pai acha que a filha tem alguma deficiência" e, por isso, "não estava em condições de viver sozinha e de ter alguma autonomia e para a proteger decidiu mantê-la isolada em casa", contou Helena Barreto.

Segundo a responsável, a irmã manteve-se a viver com os pais e a Segurança Social está a tentar retirar da casa e alojar numa instituição a mãe, que já sofreu um acidente vascular cerebral (AVC).

Helena Barreto espera que não existam mais casos do género "encapotados" no distrito de Beja e apelou a quem tiver conhecimento de algum caso semelhante para o comunicar às forças de segurança e à Segurança Social para se poder intervir.



Fonte: Lusa/SOL

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Desenho de Rafael leiloado por 36,5 milhões de euros é o mais caro de sempre

Obra pertence a uma série de esboços preparatórios da última pintura deste mestre do Renascimento, A Transfiguração, hoje nos museus do Vaticano. Estava há séculos na colecção de desenhos do duque de Devonshire, uma das melhores do mundo.



É um esboço da cabeça de um apóstolo, com 38X28 centímetros e quase 500 anos. Na noite de quarta-feira, em Londres, criou grande adrenalina na sala em que a leiloeira Sotheby’s levava à praça parte da colecção da Chatsworth House, casa do duque de Devonshire. Bastaram 17 minutos de licitações intensas, segundo a BBC News, para que o desenho de Rafael duplicasse as estimativas de venda.

Com este apóstolo que foi arrematado por 36,5 milhões de euros, o artista da Renascença supera-se: em 2009, uma das suas cabeças de Medusa fora vendida por 36,1 milhões na leiloeira concorrente, a Christie’s. O apóstolo vence a Medusa na corrida ao desenho mais caro de sempre vendido em leilão.

“Se tivermos sorte, chega uma altura na carreira em que uma obra destas aparece”, disse à BBC o responsável da leiloeira pelos desenhos dos mestres da pintura antiga, Gregory Rubinstein. “Houve um número razoável de alguns dos maiores coleccionadores do mundo que deram a cara esta noite, em reconhecimento do génio de Rafael, da beleza extraordinária deste desenho e da excelência da sua proveniência.”

O acervo de Chatsworth inclui 3000 desenhos dos mestres antigos, como Rubens, Van Dyck e Rembrandt. A Cabeça de Apóstolo (1519-1520) é (era) um dos 14 Rafael do duque. A Sotheby’s garante que, nos últimos 50 anos, apareceram apenas dois desenhos desta qualidade em leilões.

A colecção Devonshire, uma das mais importantes do mundo no que diz respeito aos desenhos dos grandes mestres, foi reunida, em grande parte, por William Cavendish (1672-1729), o segundo duque. Em Inglaterra, segundo o diário espanhol El Mundo, só o Museu Ashmolean de Oxford e o Museu Britânico têm mais desenhos de Rafael do que Chatsworth House.

O duque diz que o dinheiro desta venda vai agora ser investido “no futuro” da sua colecção.

O desenho de Rafael (1483-1520) agora vendido – especula-se que para um coleccionador russo – é particularmente simbólico porque se trata de um estudo feito para a sua última pintura, A Transfiguração, que, aliás, deixou inacabada. Esta obra, que hoje pertence aos museus do Vaticano, é considerada uma das mais importantes do Renascimento. Era também ela que estava pendurada no estúdio do pintor, quando o seu corpo ali foi velado. Rafael tinha apenas 37 anos.

“Este estudo comovente é um exemplo excepcional da produção de Rafael e mostra porque é respeitado como, provavelmente, o maior mestre do desenho de todos os tempos”, acrescentou Gregory Rubinstein, da Sotheby’s, desta vez citado pelo El Mundo. “A beleza deste trabalho é impressionante.”



Fonte: PUBLICO

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Investigadores identificam zonas de alto risco para sismos de grandes dimensões


Investigadores internacionais divulgaram hoje ter identificado zonas da crosta terrestre que estão mais expostas a ocorrência de sismos de grandes dimensões, como foi o caso dos terramotos que devastaram a Indonésia e o Japão nos últimos anos.

"Descobrimos que 87% dos 15 sismos mais fortes registados no século passado [com uma magnitude igual ou superior a 8,6] estão associados a regiões localizadas na intersecção entre uma zona de fratura oceânica e uma zona de subducção [também denominada zona de Benioff-Wadati ou depressão tectónica, é uma zona onde convergem duas placas tectónicas]", referiu Dietmar Muller, investigador da Universidade de Sidney, Austrália.

Esta correlação com as fraturas oceânicas, uma espécie de "cicatrizes" localizadas no fundo dos oceanos, e as zonas de subducção foi verificada em 50% dos casos analisados, que englobaram os 50 sismos mais devastadores do século XX (com magnitude igual ou superior a 8,4).

Para a realização deste estudo, hoje publicado na revista europeia "Solid Earth", os investigadores analisaram um total de cerca de 1.500 sismos.

Após essa análise, os peritos cruzaram os dados cartográficos com recurso a um algoritmo idealizado inicialmente para analisar as preferências dos utilizadores de Internet.

Esta descoberta poderá permitir aperfeiçoar a fiabilidade das cartas das zonas de forte risco sísmico.

Idealizadas a partir de dados reunidos desde 1900, estas cartas muitas vezes não referenciam regiões que podem ser zonas de alto risco.

Foi o caso da zona onde ocorreu o tremor de terra de Tohoku-Oki (com uma magnitude de 9), seguido de um tsunami, que devastou o Japão em março de 2011. O sismo fez mais de 15 mil mortos.

Alguns meses depois, um grupo de cientistas divulgou que a intensidade do sismo tinha sido tão violenta que teria afetado o campo gravitacional da Terra.

"Mesmo que não consigamos compreender completamente a física dos ciclos sísmicos longos, qualquer melhoria na análise dos dados estatísticos deve ser levada em conta, uma vez que pode contribuir para reduzir os danos e a perda de vidas humanas", concluiu Muller.



Fonte: http://www.ionline.pt

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Na Polónia foi descoberto um enorme meteorito


Cientistas poloneses (polácos) descobriram um meteorito de grandes proporções nos arredores de Poznan.

A pedra tem peso de 250 kg, sendo um dos maiores meteoritos já encontrados na Terra.

Segundo astrofísicos, o meteorito pode ter caído há 5000 anos e foi descoberto por meio de um detector eletromagnético à profundidade de 2,5 metros em uma floresta local.
Como se sabe, a maioria de meteoritos que se dirigem à Terra se queima nas camadas atmosféricas antes de atingirem a superfície terrestre.


Fonte: Voz da Rússia

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Meteoritos raros surgem após colisão com protoplaneta


Os meteoritos palasitos parecem mel em um favo, vindos diretamente do espaço. Essas rochas são formadas por belos e translúcidos cristais verdes encrustados numa estrutura esponjosa que parece ser um favo, compostos de ferro e níquel.

Esses raros e belíssimos meteoritos fascinam pesquisadores e curiosos desde que foram identificados pela primeira vez, mais de 200 anos atrás.

Apenas 61 palasitos foram registrados no mundo. A beleza desses meteoritos é tanta que muita gente paga caro por pedaços mínimos dessa rocha espacial em leilões.

Só agora os pesquisadores começam a entender de onde surgiram esses meteoritos. E essa origem é bem mais dramática do que se imaginava, conforme aponta um novo estudo publicado no periódico Science.

Utilizando um laser de dióxido de carbono e outros dispositivos sofisticados, uma equipe de geofísicos, coordenados por John Tarduno da Universidade de Rochester (EUA), descobriu que os palasitos provavelmente foram formados quando um pequeno asteroide colidiu com um corpo planetário, cerca de 30 vezes menor que a Terra. Isso teria resultado na mistura de materiais que compõe esses distintos meteoritos.

Pesquisadores acreditam que o objeto que colidiu com o meteoro tinha um raio de cerca de 200 quilômetros, o suficiente para ser considerado um protoplaneta, ou seja, um pequeno corpo celeste com potencial para se tornar um planeta.

Esse estudo mostra que é possível compreender como esse tipo de objeto cósmico é formado nos primórdios do sistema solar. O trabalho ajuda também a esclarecer como pequenos objetos celestes podem ter uma atividade dinâmica no universo.

[ScienceDaily/El Mundo]
Fonte: http://hypescience.com


quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Descoberto planeta gigante 13 vezes maior que Júpiter


O gigantesco planeta, que pode ser observado de forma direta, encontra-se a 170 anos luz da terra.

Uma equipa de astrónomos descobriu um novo planeta gigante, um "super Júpiter", em órbita da estrela Kappa Andromedae, a 170 anos luz da Terra, avança o diário espanhol "ABC". Os astrónomos não só foram capazes de detetar este novo planeta, como o observaram de forma direta, algo que é muito raro. O planeta está a uma distância da sua estrela semelhante à que Neptuno mantém em relação ao Sol, o que, segundo os astrónomos, parece um sinal evidente de que se terá formado de forma similar à de outros mundos rochosos mais pequenos. O artigo que descreve a descoberta deste super planeta será publicado na "The Astrophysical Journal Letters".

Designado Kappa Andromedae b (Kappa and b, para abreviar), o novo mundo tem um diâmetro 10% maior que Júpiter, mas é muito mais pesado. Tem uma massa 12,8 vezes maior que a do quinto planeta do Sistema Solar. Isto coloca-o na linha que separa os planetas com maior massa das anãs vermelhas de menor massa, um objeto estelar intermédio entre os planetas e as estrelas. Essa ambiguidade é um dos encantos do planeta, dizem os investigadores, que acreditam que o "super Júpiter" pode abraçar ambas as possibilidades. "De acordo com os modelos convencionais de formação planetária, Kappa and b fica um pouco abaixo da capacidade de gerar energia por fusão, em cujo caso seria considerado uma anã vermelha em vez de um planeta", afirma Michael McElwain, do Goddard Space Flight Center em Greenbelt, Maryland, nos Estados Unidos da América.



Fonte: DN

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Vamos aterrar em Londres num aeroporto flutuante?


O atelier Gensler apresentou um projecto para um novo aeroporto londrino destinado a fazer furor: ficaria a "flutuar" no estuário do rio Tamisa e a estrutura tem mais traços de estação espacial do que do tradicional aeroporto. Ainda virá o dia em que aterraremos no insular London Britannia Airport?

O projecto é tão futurista que pode não passar de castelos no ar (ou mais em rio-mar, no caso), já que não há certezas sobre se haverá um novo aeroporto - seria o sétimo - em Londres. É unânime que a capital britânica precisa de aumentar a capacidade para gerir e receber tráfego aéreo mas a solução poderá até passar por novas ampliações da eterna dor de cabeça que é Heathrow ou mesmo da reformulação de outros aeroportos londrinos. Enquanto um comité não apresenta as suas conclusões - e como o mayorda cidade, Boris Johnson, quer mesmo deixar como legado um mega-aeroporto londrino para o século XXI, vão surgindo os projectos.  

Esta semana, foi apresentado pela Gensler - atelier global de arquitectura e design, cuja obra está espalhada por diversos aeroportos e cidades do mundo - o projecto de um aeroporto com pistas flutuantes. Aliás, a segunda proposta do género, após a apresentada, em 2011, pelo atelier de Norman Foster, um dos mais venerados arquitectos mundiais. O projecto do mestre, Thames Hub, foi pensado para as águas da ilha de Grain, no condado de Kent, e agradou de tal modo ao mayor, que os jornais, fazendo jus ao lendário humor britânico, passaram a referir-se ao projecto como "a Ilha de Boris".

Agora, aí está a segunda proposta de uma "ilha de Boris". A Gensler coloca o "seu" aeroporto no estuário do Tamisa e apresenta um design que quase parece antecipar não só o normal tráfego aéreo como um futuro qualquer tráfego espacial. Baptizado de London Britannia Airport, incluiria quatro pistas flutuantes, "presas" ao fundo do mar, e três terminais em terra (um a norte e outro a sul do estuário e um terceiro entre Canary Wharf e o Parque Olímpico). Tudo ligado a Londres através de comboios de alta velocidade. Em caso de necessidade, o projecto antecipa já ampliação até seis pistas.


Para quem olha para o projecto e só vê ficção, o porta-voz da Gensler, o director Ian Mulcahey, afiançou que, "na verdade", "a ideia de pistas flutuantes é algo de muito básico". "Estamos apenas a propô-las numa escala que, talvez, nunca ninguém tenha feito antes", disse ao jornal Daily Mail.

"Como é flutuante, o aeroporto poderia ser posicionado numa localização optimizada, após a análise dos corredores aéreos, das migrações de aves e de todas as restantes questões relacionadas com o estuário", disse Mulcahey.

O responsável garantiu ainda a "absoluta" exequibilidade do projecto. "É tudo tecnologia completamente standard", acrescenta, sublinhando que o aeroporto poderia ser "desenhado, produzido e construído no Reino Unido", com diferentes partes da estrutura a serem fabricadas em estaleiros e siderurgias por todo o país. Depois, o London Britannia, qual navio, "poderia ser posto a flutuar no mar e posicionado no estuário".


Fonte: PUBLICO

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Minilâminas de pedra com 71 mil anos descobertas em África

Os novos achados fazem recuar em mais 30 mil anos a emergência das capacidades cognitivas humanas modernas.


Uma equipa de cientistas norte-americanos descobriu, na localidade de Pinnacle Point, na costa sul da África do Sul, pequenas lâminas de pedra calcinada com 71 mil anos que foram provavelmente utilizadas para fabricar ferramentas ou armas tais como pontas de lanças ou de setas.

Há poucos meses, cientistas europeus confirmavam para além da dúvida que uma outra série de ferramentas de pedra pré-históricas (também usadas como pontas de lanças e setas), provenientes de uma outra localidade do mesmo país, tinha pelo menos 44 mil anos (ver A cultura moderna nasceu em África há 44 mil anos?, PÚBLICO de 31.7.2012). Punham assim em causa a noção de que as primeiras culturas pré-históricas tecnológica e culturalmente modernas tivessem surgido exclusivamente na Europa — e, portanto ,posteriormente à saída de África dos primeiros Homo sapiens.

Os novos resultados, da autoria de Curtis Marean, da Universidade do Arizona (EUA), e colegas, sugerem agora que, na realidade, sofisticados procedimentos de fabrico de armas já existiam em África pelo menos 30 mil anos mais cedo do que isso. E não só: também indiciam que, ao contrário do que se pensava, essas tecnologias da idade da pedra não caíram várias vezes em desuso para reaparecerem mais tarde, mas foram sendo transmitidas de geração em geração, ao longo dos milénios. Os autores, que acabam de publicar os seus resultados na revista Nature, escrevem que isso significa que “esses primeiros humanos modernos tinham as capacidades cognitivas necessárias para conceber e transmitir com alta fidelidade as receitas dessas tecnologias complexas”. E a antropóloga Sally McBrearty, da Universidade do Connecticut, que comenta os resultados na mesma edição da revista, extrapola e sugere que, portanto, já possuíam uma linguagem.

Os novos achados consistem em pequenas lâminas de pedra, cujo fabrico, salienta esta especialista, “durava sem dúvida dias, semanas ou meses”, e que terá necessariamente sido interrompido “pela necessidade de dar atenção a tarefas mais urgentes”. Ora, “a capacidade de manipular imagens de objectos na memória e de executar procedimentos com certos objectivos em mente no tempo e no espaço (...) é uma componente essencial da mente moderna”.

Marean e colegas especulam ainda que o facto de terem sido capazes de fabricar armas deste tipo poderá ter sido essencial ao sucesso desses primeiros humanos modernos quando, mais ou menos por essa altura, começaram a espalhar-se de África para o resto do mundo. É fácil imaginar que os Neandertais, armados apenas com lanças projectadas pela força do braço, não tenham tido hipótese de sair vencedores quando foram confrontados com grupos armados de setas e de arcos, fazem notar.



Fonte: PUBLICO

Meteorito cria explosão sónica nos EUA [vídeo]


Um morador de Bonney Lake, em Washington (EUA), estava levando seu cachorro para passear quando, de repente, viu uma luz brilhante no céu. Aproximadamente 20 segundos depois, houve uma grande explosão. O que havia caído do céu era um meteorito que gerou uma explosão sónica.

No vídeo, é possível ouvir o alto e contínuo som da explosão do meteorito. O morador descreveu o barulho como “diferente de qualquer trovão que já ouvi”.

O morador conseguiu o vídeo que registrou o evento de uma das câmeras de segurança de seu prédio. A explosão aconteceu no último dia 18 de outubro, às 7h45.

Um dia antes do evento, uma chuva de meteoritos havia iluminado o céu da área da baía de São Francisco e da Califórnia, nos Estados Unidos. Vários moradores relataram ter visto luzes e ouvido estrondos nesses locais. Alguns afirmaram que sentiram um baque, como em um terremoto. [Sheila Aliens/Inside Bay Area].


terça-feira, 6 de novembro de 2012

Cientistas desenvolvem banda larga 2.000 vezes mais rápida


Cientistas britânicos da Universidade de Bangor, no norte do País de Gales, estão a desenvolver um novo método para transmitir mais dados num cabo de fibra ótica, permitindo obter velocidades em ligações de banda larga cerca de 2.000 mais rápidas que as atuais. De acordo com a BBC News, os cientistas envolvidos no projeto Ocean conseguiram já executar uma transmissão a velocidades de 20Gbps, o suficiente para fazer o download de duas dezenas de filmes em apenas um segundo - garante a BBC.

Para obter estes resultados de uma forma rentável, foi usada uma técnica denominada OOFDM (Optical Orthogonal Frequency Division Multiplexing), baseada na conversão dos dados originais em ondas elétricas e, depois,a sua transformação em sinais óticos que são "bombeados" através de um cabo.


De acordo com os participantes no projeto, a principal inovação reside na criação de um kit eletrónico composto por componentes convencionais e de baixo custo, que consegue fazer a codificação e descodificação dos sinais óticos durante o seu "percurso", permitindo enviar elevadas quantidades de informação por segundo sem o aparecimento de erros ou interferências.

"Haverá provavelmente menos de dez grupos em todo o mundo que têm olhado para este tipo de problemas" disse à BBC o Dr. Roger Giddings, um dos participantes no projeto, referindo que "somos o único grupo que conseguimos executar isto em todo o sistema".

Ainda segundo a mesma fonte, este projeto tem agora um período de três anos para tornar as técnicas usadas viáveis em termos comerciais, com os seus responsáveis a admitir que será possível chegar a uma velocidade de 40Gbps.


Fonte: Tek.SAPO.pt

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Meteorito de 300 quilos é descoberto na Polónia

Cientistas afirmam que análise do meteorito vai ajudar a entender composição do córtex da Terra
Meteorito é apresentado em Poznan, na Polónia


Geólogos polácos (poloneses) confirmaram a notícia do maior meteorito já encontrado no leste europeu, e esperam que a descoberta ajude a entender a composição da camada interior do córtex terrestre.

"Sabemos que o córtex terrestre é composto por ferro, mas não podemos estudá-lo. Aqui temos um 'convidado' do espaço exterior que é similar em sua estrutura e podemos examiná-lo facilmente", declarou o professor Andrzej Miszynski à imprensa em Poznan, no oeste da Polônia, onde a descoberta foi anunciada nesta quarta-feira.

O exame do meteorito "pode ampliar nossos conhecimentos sobre a origem do Universo", declarou o professor Mizynski, citado pela agência poláca (polonesa) PAP.

Dois caçadores de meteoritos encontraram o objeto de 300 quilos, em forma de cone, no final de setembro, a dois metros de profundidade na reserva de meteoritos de Morasko, ao norte da cidade de Poznan.



Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

«Ken» da vida real já fez 90 plásticas


ustin Jedlica, nova-iorquino de 32 anos, já fez 90 operações plásticas para atingir a perfeição e não pretende ficar por aqui. «Porquê parar?», disse em entrevista à abc.

«Adoro cada operação. E quanto mais estranha, melhor», garantiu o eterno namorado da Barbie, sem reservas em assumir um vício que já lhe custou mais de 76 mil euros.

E como também não gosta de ginásio, que considera «nada glamoroso», são poucas as partes do seu corpo que não tenham silicone. Boca, bíceps, tríceps, rabo...

Gato descobre ruínas com dois mil anos


Era uma vez um gato, o seu dono e um tesouro. Estes três elementos fazem parte desta história que não tem nada de fantasia.

Na passada terça-feira, o gato de Mirko Curti fugiu de casa. A perseguição pelo felino levou o dono a descobrir umas ruínas romanas com mais de dois mil anos em Via di Pietralata, em Itália.

Mirko seguiu o som do miar do gato por um buraco e desembocou numa maravilha arqueológica, cuja idade já foi confirmada por arqueólogos, conta o «The Guardian».

Qual Indiana Jones, uma aventura para o gato e uma história para o dono contar às futuras gerações.

Fonte: IOL

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Meteorito que caiu em Marrocos contém traços da atmosfera de Marte


Um meteorito que caiu no deserto de Marrocos há 14 meses está fornecendo mais informações sobre Marte, seu planeta de origem. O pesquisador Chris Herd, da Universidade de Alberta participa no estudo do meteorite Tissint, que possui traços da atmosfera única do planeta vermelho."Nossa equipe combinou traços de gases encontrados no interior do meteorito Tissint com amostras da atmosfera marciana coletadas em 1976 pela missão Viking, da Nasa", disse Herd. O artigo com as descobertas foi publicado nesta quinta-feira na Science.

O pesquisador explica que 600 milhões de anos atrás o meteorito começou como uma típica rocha vulcânica na superfície de Marte, quando foi lançado para fora do planeta devido ao impacto de um asteroide. "No momento do impacto com Marte, uma onda de choque atravessou a rocha. Rachaduras e fissuras dentro da rocha foram seladas instantaneamente pelo calor, prendendo os componentes no interior da rocha e formando manchas negras de vidro", complementa.

A equipe estima que por um período entre 700 mil e um milhão de anos a rocha voou pelo espaço, até julho de 2011, quando aterrissou no Marrocos. Foi apenas a quinta vez que a aterrissagem de um meteorito marciano foi testemunhada. Herd afirma que o fato de ele ter sido recolhido apenas alguns meses após pousar e não ter sido submetido a intempéries e contaminação na Terra é a principal razão deste meteorito ser tão importante.

O meteorito continha água, o que significa que o elemento estava presente na superfície marciana nos últimos cem milhões de anos. Mas Herd afirma que esta amostra de meteorito não tem nenhuma evidência de que a água tenha suportado quaisquer formas de vida. "Porque a rocha marciana foi submetida a um calor intenso, qualquer forma de vida microbiana que possa ter existido no fundo das fissuras da rocha teria sido destruída", diz Herd.

A sonda Curiosity, da Nasa, está se movendo pelo planeta vermelho em busca de mais informações sobre a história de Marte. "Rochas marcianas trazidas para a Terra por uma nave espacial vão fornecer a melhor oportunidade de saber se já existiu vida na superfície de Marte", apontam os pesquisadores.

Uma equipe com pesquisadores de diversas nacionalidades trabalhou no estudo do Tissint. Junto com Herd, trabalharam o técnico em geoquímica Guangcheng Chen e John Duke, ambos da Universidade de Alberta. Duke também é coautor do artigo publicado na Science.



Fonte: Notícias Terra.com.br

terça-feira, 9 de outubro de 2012

'Curiosity' descobre "objeto brilhante" em Marte


O robô 'Curiosity' detetou um "objeto brilhante" no solo de Marte, tendo suspenso as recolhas até ser possível confirmar a proveniência daquele elemento, que poderia ser uma parte do próprio robô que se separou do veículo, devido à natureza acidentada do terreno do 'Planeta Vermelho'.

A NASA anunciou ter sido descoberto "um objeto brilhante" no solo de Marte, estando o robô a realizar "mais imagens" para "permitir à equipa identificar e avaliar o impacto que esse objeto pode ter nas tarefas de recolhas de amostras" do solo.

O 'Curiosity' aterrou em Marte a 6 de agosto, na cratera Gale, para uma missão de exploração do planeta, que tem uma duração estimada em dois anos. O seu principal objetivo é a recolha de amostras de solo que permitam determinar se Marte teve no passado condições propícias à existência de formas de vida.




Estas operações de recolha estão suspensas até se determinar se o 'Curiosity' foi afetado pela perda daquele elemento.

As primeiras amostras do solo de Marte foram recolhidas domingo. Uma vez completada a sua tarefa, o 'Curiosity' regressará à Terra, onde se prevê que chegue em 2018.


Fonte: DN

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Estátua tibetana com mil anos foi esculpida num meteorito

Escultura foi descoberta durante a expedição ao Tibete do alemão Ernst Schäfer, em 1938


Uma estátua budista (ou de cultura Bön) do século XI, descoberta nos anos 30 no Tibete durante uma expedição nazi, foi esculpida num meteorito. O estudo, agora publicado no «Meteoritics and Planetary Science» revela que o meteorito é um ataxito, uma classe muito rara de sideritos, que contém alta quantidade de níquel.
A estátua conhecida como 'Homem de Ferro' pesa 10 quilogramas e representa Vaisravana, o chefe dos quatro reis celestiais, também chamado Jambhala, no Tibete, e uma das mais importantes figuras da mitologia tibetana. É a única estátua feita neste material que representa uma figura humana.

A estátua foi descoberta em 1938 durante um expedição de cientistas alemães liderada pelo zoólogo Ernst Schäfer. A expedição foi financiada pelo chefe das SS Heinrich Himmler e pensa-se que todos os participantes seriam membros desta organização paramilitar nazi.


Após a II Guerra Mundial, o investigador, que pertenceu às SS desde 1933, disse ter aceitado o financiamento da organização para conseguir levar a cabo a sua investigação sobre a vida selvagem e a antropologia do Tibete. Alguns historiados defendem que o apoio de Himmler se deveu ao facto de este acreditar que as origens da 'raça ariana', da qual os nazis achavam que descendiam directamente, se encontravam naquele lugar.

Não se sabe como a estátua foi descoberta, mas pensa-se que a suástica esculpida no centro da figura, símbolo herdado pela cultura hinduísta (e que neste caso simboliza amor e piedade), pode ter encorajado a equipa a levá-la para a Alemanha. Quando chegou a Munique, passou a fazer parte de uma colecção privada e só ficou disponível para estudo após um leilão realizado em 2007.

A equipa que estudou a estátua, dirigida por Elmar Buchner, da Universidade de Estugarda, classificou o material como ataxito, uma classe muito rara de meteorito rico em níquel. A estátua foi esculpida a partir de um fragmento do meteorito Chinga, que embateu com a Terra (entre a Mongólia e a Sibéria) há 15 mil anos. De referir que os primeiros fragmentos só foram oficialmente descobertos em 1913 por prospectores de ouro.



Fonte: cienciahoje.pt

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Sonda da NASA capta som de «pássaros alienígenas» no Espaço


Uma sonda da NASA captou a gravação mais clara de sempre de sons na magnetoesfera da Terra. O ruído lembra o chilrear de pássaros.
Os sons foram captados por uma das duas Radiation Belt Storm Probes (RBSP, sondas de tempestades na cintura de radiação, em tradução literal) que a NASA lançou recentemente para estudar os fenómenos meteorológicos espaciais.
«A minha mulher chama-lhes pássaros alienígenas», brincou o investigador chefe Craig Kletzingm, astrónomo da Universidade do Iowa.
As duas sondas estão a explorar a magnetoesfera, área em que o sol adiciona energia ao ambiente magnético da Terra, o que resulta na libertação de energia na cintura de radiação de Van Allen.
Estes sons de «pássaros do Espaço» ocorrem em ondas rádio, numa frequência audível para os humanos, num processo em que moléculas de baixa energia transferem a sua energia para moléculas de alta energia, explica o site Space.com.
Além do ruído, os peritos julgam que esta transferência de energia provoca também ondas plasma que afectam factores importantes no clima espacial.
Já se conheciam estes sons há décadas, mas a nova sonda captou pela primeira estes registos numa definição muito mais elevada que os seus predecessores.
Note-se que um melhor entendimento dos fenómenos climatéricos espaciais pode resultar na capacidade de previsão de tempestades solares, que pode provocar curto-circuitos nos nossos satélites e afectar as redes eléctricas no planeta (recorde-se do caso do Quebec em 1989).
As RBSP são um pequeno passo rumo a essas previsões, considerou Kletzing. O grande ponto forte destes aparelhos é a sua capacidade de medir a extensão de um «evento» climatérico espacial, acrescentou.
«De outra forma não saberíamos a extensão de determinada região; pode ser pequena ou grande… podemos começar a mapear a extensão».


Fonte: diariodigital.sapo.pt

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Rússia: Meteorito deixou cratera cheia de diamantes


Um meteorito que embateu na zona da atual Sibéria há cerca de 35 milhões de anos terá deixado, além de uma enorme cratera, um depósito de diamantes em quantidades nunca observadas. Embora a descoberta tenha sido mantida em segredo durante vários anos pelo governo soviético, uma nova investigação revelou mais detalhes sobre o achado que poderá "virar os mercados de cabeça para baixo".

Uma inspeção mais detalhada feita recentemente à zona de impacto, que possui um total de 100 quilómetros de extensão, revelou um depósito de diamantes - não os tão apreciados por noivas ou monarcas, mas os chamados "diamantes industriais", nascidos do impacto e que podem ser utilizados, por exemplo, para a construção de partes delicadas de maquinaria.

As novas informações foram avançadas esta semana pelo Instituto de Geologia e Mineralogia de Novosibirsk. Em declarações à AFP, Nikolai Pokhilenko, diretor do instituto, explicou que "ainda só 0,3% do território foi examinado e já foram encontrados 147 mil milhões de quilates de diamantes industriais", pelo que se está a falar de "enormes quantidades" da pedra preciosa.

Segundo os especialistas, a descoberta abre a possibilidade de a Rússia conseguir reduzir o preço dos materiais sintéticos atualmente produzidos na China, disponibilizando uma alternativa nova e barata para a construção de máquinas e partes de aviões, bem como trabalhos de joalharia.

"Os diamantes da cratera de Popigai poderão virar tudo do avesso. E o que, nesse caso, aconteceria aos preços do mercado, é incerto", salientou Gennady Nikitin, do instituto de diamantes industriais Yakutnipromalmaz.

Os principais obstáculos serão, no entanto, a acessibilidade do local, muito remoto, que se encontra muito afastado de quaisquer estradas e centros populacionais.



Fonte: Boasnoticias.pt

Estudo desvenda o mistério da tentação de comer chocolates

Quem nunca se sentiu tentado a pegar numa barra de chocolate e comê-la de uma assentada? Se até aqui havia quem achasse que era pura gula, um estudo publicado esta semana na revista Current Biology vem mostrar que o “vício” do chocolate pode ter uma explicação.


O estudo, com ratos alimentados a M&M's, provou que a vontade de comer um chocolate atrás do outro está relacionada com a activação no cérebro de um neurotransmissor semelhante à morfina, chamado encefalina, numa determinada região do cérebro, o neoestriado. Os investigadores norte-americanos notam que a área cerebral estudada é a mesma que fica activa quando estamos perante um consumo compulsivo, como acontece, por exemplo, com droga ou comida.

Através de sondas de microanálise implantadas no neoestriado, uma região do cérebro, os cientistas da equipa de Alexandra DiFeliceantonio, da Universidade do Michigan, mediram os níveis de encefalina e dinorfina, dois neurotransmissores, e verificaram que os primeiros aumentavam quando os ratos começaram a comer chocolates e mantinham-se altos enquanto eles comiam. Verificaram também que este aumento era maior nos ratos que começavam a comer mais rápido.

Como esta região do cérebro era, até agora, essencialmente ligada ao movimento, as medições dos níveis de neurotransmissores foram feitas em alturas distintas da actividade dos ratos. Foram registados valores durante as suas actividades normais, como andar na roda, locomover-se ou fazer a higiene corporal e depois quando lhes eram dados os chocolates. Os cientistas verificaram que no primeiro caso os valores de encefalina se mantinham constantes, mas assim que lhes era permitido comer os chocolates aumentavam para um valor 150% superior.

Os níveis de dinorfina, contrariamente aos níveis de encefalina, mantiveram-se inalterados durante o processo de alimentação o que leva a concluir que o aumento verificado nos valores de encefalina são mesmo uma resposta ao “comer chocolates” e não uma consequência do movimento realizado enquanto comem.

Para comprovar esta relação, entre o aumento da quantidade de encefalina e o consumo de chocolates, os cientistas da equipa de DiFeliceantonio injectaram posteriormente esta droga directamente na região do neoestriado do cérebro dos ratos. Verificaram que os animais comeram duas vezes mais chocolates do que de outra forma teriam comido. Em situações normais os ratos comeram em média 10 M&M's em vinte minutos.

“Não são as encefalinas ou outras drogas similares que fazem os ratos gostarem mais de chocolate mas as substâncias químicas do cérebro aumentam o desejo de os comer”, esclarece o comunicado de imprensa sobre o estudo.

“Isto significa que o cérebro tem mais sistemas do que se pensava para levar as pessoas a consumir” refere Alexandra DiFeliceantonio. “Pode ser esta a razão pela qual o consumo excessivo é hoje um problema”, acrescentou a responsável pelo estudo.

O consumo compulsivo caracteriza um distúrbio seja de compulsão alimentar ou de dependência de drogas e estes dados mostram que elevados níveis de encefalina na região cerebral do neoestriado contribuem para gerar um aumento do consumo de alimento.“A área do cérebro que testámos fica activa quando as pessoas obesas vêem alimentos ou quando os viciados vêem cenas de droga” diz a investigadora. “Parece provável que esta descoberta signifique que esse neurotransmissor possa comandar, nas pessoas, algumas formas de consumo excessivo e de dependência.”


Fonte: PUBLICO

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

“Workshop on Marine DNA Barcoding”

Achados identificados na ilha Terceira anteriores à chegada dos portugueses


O presidente da Associação Portuguesa de Investigação Arqueológica (APIA), Nuno Ribeiro, revelou hoje a existência de arte rupestre na ilha Terceira, reafirmando a convicção de que a ocupação humana dos Açores é anterior à chegada dos portugueses.

«Encontramos agora um sítio de arte rupestre com características que nos fazem acreditar que remonta à Idade do Bronze», afirmou Nuno Ribeiro, em declarações à Lusa em Ponta Delgada, onde proferiu uma conferência na Universidade dos Açores sobre o tema «Ocupações humanas pré-portuguesas nos Açores: mito ou realidade?».

Nuno Ribeiro salientou que, nos últimos três anos, foram descobertos em várias ilhas açorianas vestígios de estruturas «que indiciam pela sua arquitetura e construção serem de origem pré-portuguesa».

«Temos um epígrafo da época romana, segundo dois cientistas que convidamos a interpretar a inscrição, um sítio de arte rupestre, estruturas megalíticas, enfim, um conjunto importante de estruturas espalhadas pelas ilhas que precisam de ser interpretadas de outras formas», frisou.

No ano passado, o arqueólogo anunciou a descoberta de «um conjunto significativo de mais de cinco monumentos do tipo hipogeu (túmulos escavados nas rochas) e de, pelo menos, três "santuários" proto-históricos escavados na rocha».

Nuno Ribeiro salientou que as descobertas feitas nos Açores têm sido publicadas em artigos científicos e apresentadas em congressos internacionais de arqueologia, obtendo «grande aceitação junto da comunidade científica internacional».

«Em alguns casos, acreditamos que existem templos e hipogeus. Não temos dúvidas que existem santuários», afirmou, recordando, no entanto, que «todos este dados precisam de ser datados».

Para continuar a desenvolver o projeto, a equipa formada por investigadores dos Açores, Reino Unido, EUA, Espanha e Alemanha necessita de autorização do Governo Regional para efetuar escavações e datar com maior rigor os elementos já identificados nas ilhas.

«O nosso grande problema nesta fase é que o Governo dos Açores não nos autorizou os trabalhos arqueológicos, no ano passado por falta de financiamento e este ano por não se enquadrar num decreto lei», lamentou Nuno Ribeiro.

O arqueólogo, que manifestou confiança que os elementos já identificados comprovam que a ocupação humana dos Açores é anterior à chegada dos portugueses, alertou que todos esses vestígios estão ao abandono.

«Na ilha do Corvo, enquanto lá estive a passar uns dias de férias, vi obras a ser feitas no aeroporto sem qualquer acompanhamento arqueológico», denunciou, acrescentando que «a 300 metros tinha sido encontrada uma estrutura com uma planta que, no Alentejo, foi enquadrada com sepulturas».


Fonte: TVI24

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Condutor americano apanhado a fazer "sexo oral" a vibrador

Um norte-americano foi preso ao ser apanhado em flagrante a fazer “sexo oral” a um vibrador enquanto conduzia a sua pick-up, no Minnesota (EUA).



Segundo o jornal "Pioneer Press", a denúncia à polícia partiu de uma mulher, com cerca de 30 anos, que se cruzou com ele numa estrada muito movimentada, numa avenida frequentada por crianças. "Eu já tinha visto de tudo na University Avenue, mas nada como isto", confessou ela.


Consequentemente, a polícia agiu. Mandaram parar a viatura conduzida por Brian Wutschke, de 45 anos, e descobriram no interior do veículo o dito vibrador. E além deste “brinquedo” sexual, as autoridades encontraram diversas cuecas, incluindo umas penduradas no espelho retrovisor e outras na manete das mudanças.



Fonte: CM

Família real furiosa com fotos de Harry nu (Nova actualização)


A família real britânica não está nada contente com as fotografias do príncipe Harry nu que foram publicadas no site TMZ, no seguimento de uma festa privada realizada no passado fim-de-semana na suite de um hotel de Las Vegas (Nevada, EUA).

De acordo com o site TMZ, a família real britânica considera que os guarda-costas que acompanharam o príncipe, de 27 anos, deveriam ter apreendido os telemóveis das jovens que participaram na noitada com Harry e com um amigo deste.

Fontes citadas pelo site comentaram que os guarda-costas estavam mais interessados em aproveitar a festa do que em proteger o príncipe, tendo agido como "um bando de amadores", que não impediu que os telemóveis fossem usados para registar imagens que acabaram por expor Harry.    

APANHADO NU EM FESTA

Harry foi apanhado nu com uma jovem, depois de ambos terem participado num ‘strip pool' (bilhar com striptease) numa suíte do Hotel MGM Grand.

O príncipe e os amigos terão conhecido as jovens momentos antes no bar do hotel. A identidade das mesmas não foi revelada e a imprensa internacional acredita que o príncipe caiu numa cilada.

Como era de esperar, as fotos correram o Mundo e chegaram ao conhecimento da família real britânica. "De momento, não temos comentários a fazer", afirmou um porta-voz do Palácio de Buckingham, confirmando que as imagens são efectivamente do príncipe.

Harry regressou ontem a Inglaterra com o amigo Tom Inskip e dois guarda-costas.

IMPRENSA BRITÂNICA EVITA PUBLICAR FOTOS

Apesar de poderem ser vistas facilmente na internet, depois da sua divulgação pelo site TMZ, a imprensa britânica evitou publicar as comprometedoras fotografias do príncipe Harry. Tudo devido a uma advertência feita pela família real, através de um comunicado, em que repudiou a divulgação das imagens alegando que isso seria uma violação da vida particular do neto da rainha Isabel II.

Hoje, nas bancas inglesas, a história foi publicada, mas nem um jornal exibiu as imagens divulgadas pelo site americano TMZ. Para contar o que se passou, o ‘The Sun’ recriou a cena com duas pessoas da redacção a serem fotografadas nuas na mesma posição de Harry e da amiga.


Fonte: CM

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Descobertas novas pirâmides no Egito através do Google Earth?



Especialistas estão a analisar as imagens de satélite, obtidas pelo Google Earth, que mostram o que parecem ser dois novos complexos de pirâmides no Egito. VEJA AS IMAGENS



Os dois locais em causa estão a cerca de 145 mil quilómetros um do outro. Pelas imagens captadas pelos satélites, que estão agora a ser cuidadosamente examinadas por vários arqueólogos, parecem ter vários montes em forma de pirâmide.

Mas, a confirmar-se, a descoberta poderá ser ainda mais relevante: é que uma das formações, triangular, tem uma base de cerca de 200 metros - quase três vezes o tamanho da Grande Pirâmide. No outro local, distinguem-se, aparentemente, formações de base quadrada e que, vistas de cima, parecem piramidais.

Segundo a Sky News, os especialistas estão a observar as imagens antes de se deslocarem ao local.

Em maio do ano passado, 17 pirâmides foram identificadas também via satélite.


Fonte: Visão

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Os bilhetes-postais que o robô Curiosity já mandou de Marte


Chegou ao solo avermelhado, poeirento, pedregoso e irregular de Marte na segunda-feira de madrugada e, desde então, o robô Curiosity já mandou para a Terra alguns bilhetes-postais da paisagem marciana - quase todos ainda só a preto e branco. Num deles, o planeta vizinho surge em visão panorâmica.

Nas primeiras imagens panorâmicas de alta resolução, também a preto e branco, em primeiro plano vê-se parte do robô, que é um monstro metálico. Nunca antes uma máquina tão grande tinha ido para outro planeta. Com quase uma tonelada, é do tamanho de um carro, tem seis rodas e dez equipamentos científicos.


E depois de se passar os olhos pela planura de um chão repleto de pedrinhas, da imagem panorâmica, tirada por uma câmara no mastro do robô, sobressai ao longe a encosta da cratera onde pousou esta sofisticada máquina da NASA. A cores, essas pedras são ainda mais evidentes. O Curiosity está dentro da cratera Gale, com 154 quilómetros de diâmetro, que a colisão de um meteorito há 3000 milhões de anos escavou, e é um dos pontos mais baixos do planeta.

Os cientistas desconfiam de que a Gale já esteve cheia de água, formando um lago gigante, quando Marte foi, tanto quanto se pensa, um planeta húmido. Hoje, é um mundo árido, com temperaturas que vão dos 128 graus Celsius negativos nos pólos aos 27 graus positivos no equador e que é conhecido pelas tempestades de poeiras com dimensão planetária.

O grande mistério é se alguma vez teve vida, mesmo que microscópica, ou se ainda tem, escondida e protegida no subsolo. É para responder a esta pergunta fundamental sobre Marte que a estratégia da agência espacial norte-americana NASA é a de "seguir o rasto da água", considerada essencial para a existência da vida.

Assim enfiado na Gale, o Curiosity tem como alvo principal uma elevação no interior da cratera, o monte Sharp, e é para lá que irá dirigir-se. Em relação à base da cratera, este monte eleva-se a 5,5 quilómetros.

Ora o monte Sharp pode ser um livro com a história de Marte, se nos seus depósitos, acumulados ao longo de milhões de anos, já depois da formação da cratera, os cientistas conseguirem ler os registos de um passado húmido. Observações de sondas em órbita sugeriram que, nas camadas mais baixas do monte Sharp, e por isso depositadas há mais tempo, se encontram sulfatos e argila, o que aponta para a presença de água.

Comportando-se como um geólogo e um químico, o Curiosity irá subir as encostas do Sharp, que são pouco íngremes. Um dos seus instrumentos é um laser que dispara à distância, para ler a composição química das rochas, o primeiro do género em Marte, e é impossível não pensar logo em filmes de ficção científica. Outro instrumento, no braço robotizado, junta o solo, desfaz rochas e leva essas amostras para análises em laboratórios no robô.

Mas o bilhete-postal que muita gente Terra fora queria mesmo receber do quarto planeta escreve-se com poucas palavras: "Há vida em Marte!" Nesse dia, se estivesse vivo, Carl Sagan teria de rever pelo menos uma das histórias no seu livro Cosmos e que, desde os primeiros aparelhos no solo marciano, as Viking, em 1976, ainda se mantém actual: um editor de um jornal enviou um telegrama (quando isso era a prática) a um astrónomo com o pedido para escrever 500 palavras sobre a vida em Marte. Prontamente, o astrónomo escreveu as 500 palavras: "Ninguém sabe, ninguém sabe, ninguém sabe..."


Fonte: Publico

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Artista plástica escocesa criou um meteorito na Terra


A artista plástica e cientista escocesa Katie Paterson não procura material para seus trabalhos em lojas de artigos para artistas plásticos. Ela presenta em suas obras os resultados de pesquisas científicas, se é que se pode assim dizer.

A artista compõe um quadro de estrelas apagadas e mostra a trajetória de sua queda, estuda os tamanhos de grãos de areia, recolhidos em montes de areia. Ela cria objetos de arte que demonstram claramente a interligação de diferentes fenômenos naturais, que ocorrem nos recantos mais distantes de nosso planeta.

Pela primeira vez falaram dela em 2007, quando era pós graduanda da Escola de Artes Plásticas Slade de Londres (Slade School of Fine Art) e criou um projeto de áudio que possibilitava a qualquer interessado ouvir os sons da geleira islandesa Vatnajokull, a maior da Europa, que está derretendo. Discando um certo número era possível ouvir o rangidos e ruídos da água quando nela caiam pedaços de gelo e outros sons.

Para a grande exposição Road Show 2012, inaugurada no último sábado na Grã-Bretanha, por motivo dos Jogos Olímpicos, que lá se realizam, Katie Paterson criou um projeto realmente surpreendente – “Campo Del Cielo, Field of the Sky”. Ela pegou um meteorito, que viajou através das profundezas do cosmos durante 4,5 milhões de anos, derreteu-o e depois deu-lhe uma nova forma. Desse modo ocorreu algo impossível: pela primeira vez um meteorito foi criado na Terra.

No processo de preparação do projeto surgiu uma série de dificuldades. Parecia que não era difícil comprar um meteorito – na Internet há bastantes ofertas. Mas as exigências da artista eram especiais: era necessário um meteorito relativamente grande, de 50 centímetros e pesando cerca de 150 quilos. Sabe-se que os meteoritos podem ser de pedra, de pedra e ferro e de ferro, constituídos de liga de ferro e níquel. O projeto de Katie Paterson precisava justamente deste último, que pode ser fundido, mas tais meteoritos são raros: segundo dados dos cientistas apenas 5,7% dos corpos celestes que caem na terra têm a composição necessária.

No final das contas o material necessário foi encontrado. Segundo Katie Paterson, o que ocorreu lhe pareceu um tanto absurdo: ela transformou com suas próprias mãos uma substância vinda das profundezas do cosmos, tão antiga que ultrapassa a possibilidade da compreensão humana, em um objeto criado pelas suas mãos.

“Eu como que domei o imenso Universo e o tornei mais próximo e compreensível para o homem – diz a artista. – Gosto da ideia dessa enorme história cósmica, fico alegre em estar dentro dela. Para mim o processo de fundição do meteorito e atribuição de nova forma a ele é como união do tempo, da história e do espaço em um todo único. Gostaria de mandar o meteorito de volta para o cosmos, mas, temo que não será possível fazer isto em breve”.

Por enquanto o meteorito criado por Katie Paterson está exposto em Londres, atraindo a atenção de todos os que se interessam por arte moderna e, como Katie Paterson, refletem sobre a união do tempo, da história e do espaço em um todo único.



Fonte: Vóz da Rússia (http://portuguese.ruvr.ru)

domingo, 29 de julho de 2012

Acreditam que tronco tem «poderes mágicos»

Milhares de pessoas visitam o local na tentativa de curar doenças e de adivinhar os números da lotaria


Milhares de pessoas já visitaram um tronco de 13 metros de cumprimento na província de Pursat, no Camboja, porque acreditam que aquele pedaço de madeira escavado na terra tem poderes.

«Eles acreditam que o tronco tem poderes mágicos», disse Hun Nov, o chefe da aldeia de Prey Yeang, à AFP.

O tronco foi descoberto no início deste mês quando uma família escavava no local. Como alguns dos que tocaram na madeira ganharam a lotaria, a superstição espalhou-se.

«Pelo menos uma centena de pessoas visitam o tronco todos os dias. Pedem os números da lotaria e desejam que cure as suas doenças», continuou.

As cerca de cinco mil pessoas que já se deslocaram ao local levam cabeças de porco e galinhas cozinhas para oferecer... ao tronco.

Muitos esfregam pó de talco na madeira para ver os números da lotaria, bebem a água à volta e esfregam-se na lama para tentar curar as suas doenças.

O chefe da aldeia não acredita que o tronco faça alguma coisa, mas diz que não tem «o direito de os parar».



Fonte: IOL

IGREJA COLOCA CARTAZES PARA RECRUTAR PADRES E FREIRAS


Estratégia tenta combater tendência: número de sacerdotes caiu 26 por cento na Áustria


Um sacerdote, um diácono, uma freira e outros trabalhadores da igreja em pose para a fotografia. Por cima, pode ler-se: «A missão. Aqueles que dão tudo recebem ainda mais». O cartaz é apenas um dos 380 que estão a ser colocados por todo o estado da Baixa Áustria, o maior deste país europeu.

«Os cartazes mostram pessoas reais, que trabalham alegremente para a igreja», explicou aos jornalistas Klaus Kueng, bispo de St. Polten, a diocese que lançou esta semana uma campanha para recrutar padres e freiras.

A falta de clérigos na região é alarmante: o número de padres caiu 26 por cento e, só em St. Poelten, há apenas 244 sacerdotes para as 423 paróquias. Ainda por cima, a grande maioria tem mais de 60 anos, pelo que a sucessão se adivinha preocupante.

Estratégia tenta combater tendência: número de sacerdotes caiu 26 por cento na Áustria O bispo de St. Polten admite mesmo que a falta de interesse nestas atividades, sobretudo dos jovens, é «um problema enorme».

Num país em que a maioria (mais de 64 por cento) dos cidadãos se declara católica, a igreja optou por declarar abertas as vagas para centenas de empregos.

Segundo a Associated Presse, Lukas Leitner, responsável pela agência de publicidade que desenvolveu o projeto, acredita que a estratégia vai ter resultados, porque os padres e as freiras são retratados nos cartazes como «heróis do dia a dia».

Nos 80 cartazes grandes e nos 300 mais pequenos, a igreja austríaca procura ainda apelar a todos os que quiserem dedicar parte da sua vida ao serviço religioso, em regime de part-time.



Fonte: IOL

Cratera de meteorito, de 25 km de diâmetro, descoberta no Ártico


Cientistas canadenses descobriram uma cratera de meteortito, de 25 km de diâmetro, no Oeste do Ártico, quando estavam renovando os mapas dos recursos naturais.
A cratera tem uma idade entre 130 e 350 milhões de anos. O diâmetro do meteorito, que a causou, era de cerca de 5 km.

Os cientistas precisaram de dois anos para confirmar devidamente que era exatamente uma cratera de meteorito e preparar um documento aberto para a peritagem. A cratera recebeu o nome do Príncipe Alberto, o mesmo que tem a península onde ela fora localizada.

Existe a probabilidade de que é a marca do impacto dum daqueles meteoritos que mudaram o clima do nosso planeta e foram a causa da morte dos dinossauros.



Fonte: Portuguese.ruvr.ru


quinta-feira, 26 de julho de 2012

O degelo dos glaciares aumenta e Portugal está em risco

Em todo o mundo, os glaciares derretem a um ritmo impressionante. Um ritmo que ultrapassa até as previsões mais pesssimistas. A tendência volta a ser confirmada por um estudo recente da Universidade da Sabóia, perto de Chambery, em França. O degelo dos glaciares é a principal causa da subida do nível dos oceanos. Portugal é um dos países em risco.


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Água da Terra veio do Cinturão de Asteroides, indica estudo


Muitos cientistas acreditam que a água que veio parar na Terra foi formada nos confins do Sistema Solar, além de Netuno. Contudo, um estudo divulgado nesta quinta-feira e que será publicado amanhã na Science indica que a substância veio de um região muito mais próxima - o Cinturão de Asteroides (entre Marte e Júpiter) - através de meteoritos e asteroides, o que contradiz algumas das principais teorias sobre a evolução do Sistema Solar.

Qual é a diferença entre cometa, asteroide, meteorito e meteoro?

Pesquisadores afirmam que nosso planeta era quente demais nos seus primórdios para ter água (temperatura seria tão alta que as moléculas teriam sido "expulsas para o espaço") e, portanto, a substância deve ter vindo de fora. Uma das hipóteses afirma que ela se formou na região transneptuniana (que fica além de Netuno, o último planeta conhecido do sistema) e depois se moveu para mais perto do Sol, junto com cometas, meteoritos e asteroides. Contudo, é possível saber a distância em que as moléculas de água se formaram em relação ao Sol ao analisar os isótopos de hidrogênio presentes. Quanto mais longe da estrela, haverá menos radiação e, portanto, mais deutério (o átomo de hidrogênio "pesado", que tem um próton, um nêutron e um elétron, ao contrário do mais comum, que tem apenas um próton e um elétron).

O novo estudo comparou a presença de deutério no gelo trazido por condritos (um tipo de meteorito) e indicou que ela foi formada muito mais próxima de nós, no Cinturão de Asteroides (esses meteoritos não contêm mais água, mas a substância fica registrada através de um tipo de mineral chamado de silicato hidratado, e é o hidrogênio presente nele que é investigado). Além disso, comparando com os isótopos de cometas, a pesquisa indica que esses corpos se formaram em regiões diferentes dos asteroides e meteoritos e, portanto, não atuaram na origem da água no nosso planeta.

"Dois modelos dinâmicos têm os cometas e os meteoritos condritos se formando na mesma região, e alguns destes objetos devem ter sido injetados na região em que a Terra se formava. Contudo, a composição da água de cometa é inconsistente com nossos dados de meteoritos condritos. O que realmente deixa apenas os asteroides como fonte da água na Terra", diz ao Terra Conel Alexander, do Instituto Carnegie, líder do estudo.

Debate reacendido


Em 2011, a hipótese de que os cometas tiveram pouca importância na origem da água na Terra já estava com pouca força. Mas um estudo divulgado na revista Nature usou o telescópio Herschel, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), para descobrir que a composição do cometa Hartley 2 tem uma quantidade de deutérios similar à encontrada no oceano. Foi o primeiro cometa com essa composição, já que outros seis analisados anteriormente tinham uma quantidade de deutério muito diferente dos mares da Terra.

Contudo, o novo estudo também refuta essa possibilidade. Segundo os pesquisadores, o cometa não traz apenas água, mas também outras substâncias (inclusive orgânicas) que contêm hidrogênio. E a quantidade de deutério presente nos cometas ainda fica acima daquela observada no nosso planeta, o que impede que esses corpos sejam considerados como uma importante fonte de água.

"A recente medição do cometa Hartley 2 tem uma composição isotópica de hidrogênio parecida com a da Terra, mas nós argumentamos que todo o cometa, incluindo a matéria orgânica, é provavelmente rica demais em deutério para ser uma fonte da água da Terra", diz Alexander.

Sobram duas possíveis fontes, que devem ter atuado juntas: rochas do Cinturão de Asteroides e gases (hidrogênio e o oxigênio) que existiam na nebulosa na qual o Sistema Solar se formou. O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto Carnegie (EUA), Universidade da Cidade de Nova York, Museu de História Natural de Londres e da Universidade de Alberta, no Canadá.


Fonte: noticias.terra.com.br

terça-feira, 3 de julho de 2012

Mais Perto Do Que Nunca – Partícula De Deus Encontrada? Suspense Dura Até Amanhã!




Após mais de 10 anos de coleta e análise de dados produzidos pelo Departamento dos EUA de Energia do colisor Tevatron, os cientistas do CDF e colaborações DZero encontraram sua mais forte indicação até o momento para a partícula de Higgs (Partícula de Deus) que há muito tem vindo a ser procurada. Analisando o último bit de informação de 500 trilhões de colisões produzidas pelo Tevatron para cada experiência desde março de 2001, a análise final dos dados não resolve a questão de saber se a partícula de Higgs existe ou não, porém uma resposta está próxima.

Os cientistas do Tevatron apresentaram seus últimos resultados esta segunda, dois dias antes do anúncio aguardado dos últimos resultados da pesquisa de Higgs-do Large Hadron Collider na Europa.

“As experiências do Tevatron chega aos objetivos pré-estabelecidos com esta amostra de dados”, disse Rob Fermilab Roser”. Também afirma que “nossos dados apontam fortemente para a existência da Partícula de Deus, mas devemos aguardar os resultados dos experimentos no Grande Colisor de Hádrons na Europa para estabelecer uma descoberta real”.

Os cientistas da CDF e experiências DZero colisor Tevatron foram cumprimentados por centenas de colegas quando eles apresentaram seus resultados em um seminário científico no Fermilab. Os grandes resultados Hadron Collider será anunciado em um seminário científico, nesta quarta-feira, (4) de julho no laboratório de física de partículas do CERN, em Genebra, na Suíça.

“É um momento de angústia real e crucial para a comunidade científica”, disse o porta-voz Dzero, Gregorio Bernardi, físico do Laboratório de Física de Energia Nuclear, LPNHE, na Universidade de Paris. “Nós sabemos exatamente o sinal que estamos procurando em nossos dados, e vemos fortes indícios da produção e decomposição de bósons Higgs. Estamos muito empolgados com isso. ”

A partícula de Higgs foi nomeada após o físico escocês Peter Higgs, que entre outros físicos na década de 1960 ajudou a desenvolver o modelo teórico que explica porque algumas partículas têm massa e outros não, um passo importante para compreender a origem da massa.

O modelo prevê a existência de uma nova partícula, que tem se perdido à detecção experimental desde então. Somente aceleradores de alta energia de partículas como o Tevatron e o Large Hadron Collider, que produziram suas primeiras colisões em novembro de 2009, tem a chance de produzir a partícula Higgs. Cerca de 1.700 cientistas de instituições dos EUA, incluindo Fermilab, estão trabalhando nos experimentos do LHC.

Os resultados indicam que o Tevatron partícula Higgs, se existir, tem uma massa entre 115 e 135 GeV/c2.

“Durante sua vida, o Tevatron deve ter produzido milhares de partículas de Higgs, se elas realmente existem, cabe à nós encontrá-las nos dados que recolhemos”, disse Luciano Ristori, porta-voz do experimento CDF e físico do Fermilab e o italiano Istituto Nazionale di Fisica nucleare (INFN). “Nós desenvolvemos uma simulação sofisticada e programas de análise para identificar Higgs como padrões. Ainda assim, é mais fácil encontrar um amigo em um estádio de futebol com 100.000 pessoas do que procurar um evento Higgs semelhante entre os trilhões de colisões.”

Os resultados finais do Tevatron corroboram os resultados da pesquisa de Higgs que os cientistas do Tevatron e o LHC, apresentados em conferências de física em março de 2012.

A busca da partícula de Higgs no Tevatron se concentra em um modo diferente do que a pesquisa no LHC. De acordo com o quadro teórico conhecido como o Modelo Padrão de Partículas, bósons de Higgs pode ocorrer de várias maneiras diferentes.

Cientistas descobriram que Tevatron o sinal de Higgs observada no CDF combinado e os dados DZero no modo de decaimento inferior quark, tem uma significância estatística de 2,9. Isto significa que existe apenas uma possibilidade de 1 em 550 que o sinal é devido a uma flutuação estatística.

“Conseguimos um passo importante na busca do bóson de Higgs”, disse Dmitri Denisov, DZero cospokesperson e físico do Fermilab. Ninguém esperava que o Tevatron chegasse até aqui, quando foi construído na década de 1980. ” O Tevatron é um dos oito aceleradores de partículas e anéis de armazenamento.


Fonte: folhapaulistana.com.br

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Há muitas pessoas a serem levadas por extraterrestres


A Associação de Pesquisa Ovni (APO) calcula que cerca de 105 milhões de pessoas tenham sido levadas da Terra por extraterrestres. «Há cada vez mais abduções», explicou o presidente, Luís Aparício.

Segundo o especialista em ovnis, os bebés são levados em «naves espaciais» e «são reproduzidos aos milhões», numa mistura entre ser humano e extraterrestre, um «híbrido» com «poderes mágicos». «Existem milhões de grávidas na Terra sem explicação», apontou.

O presidente da associação garante que «o maior indiciador» das abduções em Portugal é o «tráfego intensíssimo de ovnis» que se verifica atualmente. «Temos encontrado cada vez mais indícios em frente à Fonte da Telha, onde há um fenómeno ovni intenso há muitos anos», disse.

Quando as pessoas abduzidas regressam, «dizem que vêm à Terra com uma missão» e até «Jesus Cristo e outros pregadores» podem ter sido «extraterrestres que vieram anunciar» algo de sobrenatural. Para o milagre de Fátima, em 1917, há uma explicação da APO. Chamam-lhe uma «aparição mariana», uma visão de Maria. «O que aconteceu em Fátima foi a utilização de meios ovniológicos para acompanhar algo de mais divino na Terra. E a Igreja apropriou-se disso», lamentou Luís Aparício.

A aparição que mais destaca, no entanto, ocorreu a 16 de maio de 1954. «Formaram-se nuvens no céu, o sol transfigurou-se e começou a ficar dourado. Um homem saiu da Asseiceira (Rio Maior) e viu que o sol estava normal noutro local. É a maior prova mundial que eu conheço», frisou.

Todas as semanas, a APO recebe «dois ou três» relatos de avistamentos de ovnis em Portugal, embora «por vezes não passem de pássaros». Para o presidente, os mais credíveis traduzem-se em «marcas deixadas no terreno», como em Alfena, em 1981: «Os extraterrestres vieram roubar-nos eletricidade através de cabos que atiraram das naves». Outra das «provas» que apresenta é a «mutilação de gado». «Eles andam a roubar vacas, tiram-lhes os órgãos e atiram-nas de novo cá para baixo. Pelo menos vinham cá metê-las no sítio», brincou. A associação tem um panfleto sobre como agir nestes casos:


As teorias da conspiração não faltam. Roswell é o caso mais famoso, mas também pode ter acontecido algo semelhante em Portugal. «Em 1952, caiu um ovni na Serra da Gardunha. A PIDE esteve lá e afastou as pessoas para não verem», disse Luís Aparício. «Talvez os governos tenham razão em não divulgar. Veja o que aconteceu com a Guerra dos Mundos [invasão de aliens anunciada na rádio], com as pessoas tão alarmadas...»

O presidente da APO lamenta não ter apoios para verificar os avistamentos, mas garante que o «auxílio» que presta às pessoas abduzidas é suficiente. «Andam em psiquiatras e tomam drogas até que lhes explicamos o que lhes aconteceu e ficam muito agradecidas». Para os que não acreditam em nada disto, Luís Aparício aconselha: «Visitem o YouTube. Há coisas que não conseguimos ver, mas as máquinas veem tudo».

O Dia Mundial do Ovni comemora-se este domingo em Portugal, apesar de em alguns países a data ser celebrada a 2 de julho. Foi a 24 de junho de 1947 que o piloto Kenneth Arnold viu vários discos voares em Washington, naquele se considera o primeiro avistamento da ovniologia moderna.


Fonte: TVI24.iol.pt

Marte está cheio de água!


Existem enormes reservas subterrâneas de água em Marte, sugere um artigo recentemente publicado na revista Geology de acordo com o jornal espanhol ABC. A descoberta reforça a ideia de que o planeta vermelho pode ou poderia, eventualmente, hospedar vida. E aumenta as hipóteses de estabelecer colónias humanas no futuro próximo.

Esta é a primeira vez que um grupo de investigadores, liderado por Francis McCubbin, da Universidade do Novo México,EUA, consegue fornecer fortes evidências de que há água no interior de Marte. E, por sinal, muita. Pelo menos a mesma que existe na Terra.
Ao analisar a composição de dois meteoritos marcianos (Shergotty, que caiu na Índia em 1865 e Queen Alexandria, encontrado em 1994 na Antártida), os investigadores chegaram à conclusão de que o manto de Marte (a camada de rocha entre a crosta e o núcleo) contém entre 70 e 300 partes por milhão de água, uma percentagem que é surpreendentemente semelhante ao manto da Terra.

Ambos meteoritos são de origem vulcânica e vêm do interior do planeta vermelho. Chegaram à Terra em momentos diferentes, mas saíram de Marte no mesmo período, 2,50 milhões de anos, em resultado do impacto de um meteorito que lançou um grande número de rochas marcianas.

“Analisámos dois meteoritos que têm histórias muito diferentes. Um foi misturado com uma quantidade considerável de elementos durante a sua formação, enquanto o outro não”, explica Erik Hauri, um dos autores do estudo. Em ambos os casos, os cientistas procuraram as moléculas de água presentes no interior de cristais de apatita e usaram estas moléculas para determinar a quantidade de água que continha a rocha marciana original que produziu meteoritos.

Os resultados demonstraram que ambas as rochas, de facto, sugerem que o manto de Marte contém entre 70 e 300 partes por milhão de água, uma quantia que é extraordinariamente semelhante do manto terrestre. E como os meteoritos contêm a mesma percentagem de água, apesar de suas histórias geológicas diferentes, os investigadores acreditam que a água se incorporou no manto há milhões de anos, durante a própria formação do planeta.

O estudo também sugere que a forma como o elemento líquido conseguiu atingir a superfície do planeta a partir do interior foi devida à actividade vulcânica.


Fonte: cienciahoje.pt

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Governo do Uruguai vai legalizar o Canábis (Marijuana)

A plantação legal de marijuana no Uruguai deverá começar em Setembro, depois de o Governo ter proposto uma nova legislação para legalizar a comercialização de canábis. A venda a estrangeiros será proibida para evitar o turismo associado ao consumo de droga e a iniciativa está a causar uma acesa polémica.


O Governo de José Mujica, antigo guerrilheiro tupamaro que foi eleito Presidente em 2010 e lidera o Executivo da coligação de esquerda Frente Ampla, pretende legalizar o comércio de marijuana e defende que a medida permitirá travar o aumento da criminalidade e o mercado negro. A proposta de lei, apresentada na passada quarta-feira, regula a produção e a venda e deverá ser aprovada em breve pelo Congresso, onde a Frente Ampla é maioritária.

Após a aprovação da lei, o Governo pretende começar a plantar marijuana em Setembro, a colheita deverá ocorrer seis meses depois e a comercialização poderá ser feita já no próximo ano. A proposta de legalização foi incluída num plano de 15 medidas apresentadas pelo Governo para combater o aumento da criminalidade registada nos últimos meses, ainda que o Uruguai seja um dos países mais seguros da América Latina.

A proposta está a causar polémica e o Governo já respondeu a algumas das críticas ao garantir que serão impostas restrições, entre as quais a proibição da venda a estrangeiros para evitar o turismo associado ao consumo de marijuana. Também se prevê que a venda seja limitada a 30 gramas mensais por pessoa, através de um registo feito pelo Governo.

“A ideia é vender apenas a cidadãos nacionais”, adiantou o secretário-geral da Junta nacional das Drogas do Uruguai, Júlio Calzada, que lembrou o caso da Holanda, onde a venda a turistas foi restringida “após vários anos de dificuldades com países da região”.

Produção anual chegará às 27 toneladas

Cerca de 75 mil pessoas, entre 3,3 milhões de uruguaios, consomem marijuana pelo menos uma vez por mês, segundo as estimativas oficiais, o que faz com que seja necessária uma produção anual de 27 toneladas, a partir de uma plantação que ocupará cerca de 100 hectares. Calzada sublinhou ainda que, para além do consumo para fins recreativos, parte da produção será usada em medicamentos para doenças oncológicas, e que o dinheiro dos impostos cobrados pelas vendas deverá ser usado no financiamento de programas de reabilitação.

A proposta foi bem recebida pelos activistas que defendem a legalização da marijuana, ainda que tenha sido criticado o facto de ter sido incluída num vasto pacote legislativo. “Parece-nos criticável que esta medida tenha sido apresentada no âmbito de um pacote legislativo geral sobre segurança”, considerou Martín Collazo, membro da organização Prolegal. “Para nós, a legalização da marijuana é um ataque directo ao narcotráfico, que se sustenta na política proibicionista que até os Estados Unidos reconhecem que fracassou”.

A deputada Ana Lia Piñeyrúa, do Partido Nacional (direita), opôs-se à proposta do Governo. “Só a ideia causa-nos, e causa-me a mim em particular, uma forte rejeição. Não sou partidária de liberalizar a comercialização porque se não conseguimos controlar outras coisas, muito menos vamos poder controlar isto”, disse à Reuters. Para além disso, salientou, “há enormes dúvidas sobre a forma como vai funcionar a legalização”.

Esta questão deverá marcar o debate político no Uruguai ao longo das próximas semanas. Ana Lia Piñeyrúa lembrou que o Presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e o ministro do Interior da Venezuela, Tareck Aissami, já pediram ao Uruguai que não aplique medidas unilaterais para que o combate ao narcotráfico seja feito a nível regional, e sublinhou que, na Cimeira das Américas realizada em Abril, o Presidente norte-americano Barack Obama opôs-se à legalização da marijuana.


Fonte: Publico

Há um segundo genoma humano e é o dos micróbios que nos habitam

Se pensa que é dono do seu corpo, desengane-se. O corpo humano é feito de milhões de milhões de células, mas o número de microrganismos a viver nele, principalmente bactérias - o "microbiota" humano, a "flora", por oposição à "fauna" das nossas próprias células - é dez vezes maior e estima-se que contenha milhares de espécies diferentes.


A importância deste "jardim botânico" interno, deste "órgão" invisível que pesa cerca de dois quilos (mais do que o nosso cérebro!) e que vive sobretudo nos intestinos, começa apenas a emergir. Sabe-se que as bactérias intestinais participam na digestão e até produzem vitaminas, mas a ideia de que o seu papel extravasa ainda mais o foro digestivo é recente.

Graças aos espectaculares avanços das técnicas de sequenciação genética, que há 12 anos permitiram ler o genoma humano, os cientistas estão agora a estudar o que alguns já chamam o "segundo genoma humano" - o genoma colectivo dos micróbios com os quais convivemos - e a tentar perceber o seu impacto na saúde.

Existem dois grandes projectos de sequenciação do "microbioma" (abreviação de genoma do microbiota) humano: o Projecto Microbioma Humano (HMP), lançado em 2007 pelos Institutos Nacionais de Saúde dos EUA; e o projecto Metagenómica do Tracto Intestinal Humano (MetaHIT), lançado em 2008 pela Comissão Europeia e a China.

Há pouco mais de uma semana, o HMP publicou 17 artigos (dois na revista Nature e 15 na PLoS Biology) apresentando o primeiro "rascunho" genético desse ecossistema - incluindo um catálogo de cinco milhões de genes de bactérias, vírus, fungos e outros bichinhos -, bem como os primeiros estudos das suas características e das suas relações com doenças humanas. As sequências genéticas foram obtidas a partir de amostras colhidas em vários locais anatómicos - como intestino, pele, nariz, boca, garganta, vagina, fezes - de 242 pessoas saudáveis. Os cientistas afirmam ter assim identificado a maior parte das espécies microbianas comuns que habitam o corpo humano.

Num comentário na Nature a acompanhar as publicações, David Relman, da Universidade de Stanford, EUA, fazia, no entanto, notar que o estudo do microbioma humano tem sido "uma lição de humildade" e que "as funções de todas estas comunidades microbianas permanecem em grande parte desconhecidas". E salientava que a diversidade individual e geográfica do microbioma humano ainda não pode ser avaliada, dado o reduzido número de pessoas estudadas e o facto de elas residirem todas em países desenvolvidos, com estilos de vida semelhantes.

O que se tem tornado cada vez mais claro é que o saudável desenvolvimento do nosso sistema imunitário depende intimamente do microbiota intestinal, sobretudo bacteriano. Só que, até aqui, pensava-se que essas bactérias benéficas eram as mesmas para todos os mamíferos. Mas agora, na última edição da revista Cell, Dennis Kasper e colegas da Universidade de Harvard, EUA, mostram, pela primeira vez, que as bactérias do intestino humano são específicas da nossa espécie e... não funcionam no ratinho.

Os cientistas criaram animais sem flora microbiana própria. A seguir introduziram, num grupo destes roedores, micróbios intestinais habituais dos ratinhos, enquanto noutro grupo colocaram micróbios do intestino humano. Nos dois grupos, as floras intestinais desenvolveram-se de forma aparentemente normal. Porém, essa proliferação não teve efeitos equivalentes: os ratinhos que tinham o intestino colonizado por bactérias humanas apresentavam níveis muito reduzidos de células imunitárias. "Apesar da abundância e da complexidade da comunidade bacteriana", explica Hachung Chung, uma das co-autoras, "era como se os ratinhos não reconhecessem as bactérias humanas - como se, de facto, não tivessem bactérias nenhumas."

Quando repetiram a experiência introduzindo nos ratinhos a flora intestinal habitual dos ratos, o mesmo ocorreu - o que é ainda mais surpreendente porque são duas espécies próximas. E quando infectaram os animais com salmonelas, os ratinhos com flora intestinal humana foram incapazes de lidar com o agressor.


Para os cientistas, os resultados mostram que a as nossas bactérias intestinais evoluíram juntamente connosco e confirmam os potenciais perigos que a sua perda poderia acarretar, dada a nossa utilização intensiva de antibióticos e os nossos ambientes de vida ultra-higiénicos. Para Kasper, "a prevalência actual de doenças auto-imunes - tais como a asma, a esclerose múltipla e as doenças inflamatórias do intestino - poderão ser, pelo menos em parte, a consequência da crescente vulnerabilidade da relação entre humanos e micróbios, fruto da evolução".O terceiro genoma?

As surpresas não acabam aqui. Num artigo ontem publicado online na revista Genome Research, Rotem Sorek e colegas, do Instituto Weizmann de Ciência em Rehovot, Israel, apresentam uma análise daquilo a que se poderia talvez chamar o "terceiro genoma humano": a população de vírus que está constantemente a atacar a nossa comunidade de bactérias benéficas.

Os cientistas utilizaram o facto de as bactérias, para se protegerem desses predadores (um tipo de vírus chamados fagos), serem capazes de lhes "roubar" bocadinhos de ADN e de os integrar em locais específicos do seu próprio genoma.

"No nosso estudo, procurámos esses bocados de ADN de fagos roubados no material genético das bactérias que vivem no intestino humano", diz Sorek. "A seguir, utilizámos essas peças para identificar os fagos que coexistem com as bactérias no intestino humano."

Os resultados mostram que centenas de tipos de vírus infectam repetidamente o nosso microbiota intestinal. "Estes vírus podem matar algumas das nossas bactérias intestinais e é portanto provável que tenham impacto na saúde humana", diz Sorek. Torna-se assim essencial perceber as pressões que os fagos exercem sobre essas bactérias.


Fonte: PUBLICO