terça-feira, 2 de dezembro de 2014

A maior flor do mundo chama-se "Flor-Cadáver" e é também a mais malcheirosa "flor" do mundo

jarro-titãflor-cadáver ou titan arum, em inglês, (Amorphophallus titanum) é a maior e mais malcheirosa "flor" do mundo. Trata-se de fato, não de uma flor, mas de umainflorescência apelidada de espádice. Quando desabrocha, ela chega a atingir três metros de altura e pode pesar até 75 quilogramas.

Ela exala um forte odor que atrai insetos carniceiros (principalmente besouros), por isso a fama de maior planta carnívora do mundo.

Começa sua vida como um pequeno tubérculo, então solta uma única coluna afilada que cresce furiosamente, até 16,6 centímetros por dia.

Essa planta tuberosa, cultivada em diversos jardins botânicos, permanece endêmica somente às florestas tropicais do oeste de Sumatra, uma ilha da Indonésia, no Oceano Índico, onde é conhecida como "flor cadáver". Este nome pode derivar do cheiro nauseador que exala.

Quem a descobriu foi o botânico italiano Odoardo Beccari, em 1878.

Seu nome científico Amorphophallus titanum significa, literalmente: Falo gigante sem forma.

Pode viver até 40 anos, mas só floresce duas ou três vezes.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Há um comprimido que o pode ajudar a viver até aos 120 anos

Parece mentira, mas, aparentemente, a ciência está a consegui dar-nos mais anos de vida. Um grupo de cientistas russos da Moscow State University está a desenvolver uma fórmula que, segundo os mesmos, atrasa o processo de envelhecimento, lê-se no Daily Mail.
O comprimido, que está a ser testado em ratazanas, ratos, peixes e cães, permite viver pelo menos até aos 120 anos, descrevem os cientistas.
A equipa de investigação está a usar “um novo tipo de antioxidantes” que irá ter impacto nas mitocôndrias, parte das células importantes para a respiração celular e para a produção de energia. Estes componentes celulares estão também relacionados com o envelhecimento.
“As mitocôndiras são as culpadas pelo surgimento de ataques cardíacos e estão ligadas à doença de Alzheimer e de Parkinson”, explica o médico, Maxim Skulachev, membro da equipa de investigação.
Segundo o mesmo, é “tecnicamente possível” desenvolver um comprimido anti-idade.
Para ler a notícia original clique aqui.

Fonte: Sol.pt

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Explosão misteriosa está a intrigar os russos

Céu iluminou-se na noite de 14 de novembro, sobre a região russa de Sverdlovsk. Até ao momento, ainda ninguém sabe porquê.

Cientistas e meteorologistas ainda não conseguiram chegar a nenhuma conclusão sobre a aparente explosão que iluminou o céu na noite de 14 de novembro, sobre a região russa de Sverdlovsk.
Pelo menos três condutores conseguiram, na altura, captar imagens do fenómeno: em poucos segundos, nuvens amarelas e avermelhadas expandem-se pelo céu e acendem a escuridão, desaparecendo em poucos segundos. Num dos vídeos disponíveis no Youtube, a explosão parece começar em terra, como se um incêndio se propagasse no solo e as chamas tocassem o céu.


Um cientista da Academia das Ciências russa disse à agência de notícias nacional que a explosão seria, provavelmente, o resultado da queda de um meteorito. "Devido às nuvens de baixa altitude, o meteorito desapareceu acima das nuvens e iluminou o céu". Ainda assim, há quem duvide da cor da explosão, que não é comum quando um meteorito entra na atmosfera e se destrói numa bola de chamas. Nestes casos, o céu pinta-se de azul ou verde, o que não corresponde ao amarelo avermelhado que é possível ver nas imagens recolhidas.






Fonte: DN.pt

Venha ouvir o som aterrorizante de um cometa


Venha ouvir o som aterrorizante de um cometa

Nesta quarta-feira (12/11), a sonda Philae da missão Rosetta, pousou em um cometa (chamado de 67P/Churyumov-Gerasimenko) pela primeira vez na história. Fazendo pesquisas no cometa, foi descoberto o som deste corpo celeste.

O belo som que ele produz, não é detectável ao ouvido humano, para que possamos ouvi-lo os técnicos precisaram aumentar seu volume 10 mil vezes. "Isso é emocionante porque é completamente novo para nós. Não esperávamos isso e ainda estamos tentando entender a física do que está acontecendo", disse Karl-Heinz Glaßmeier, chefe do departamento de Física Espacial na Technische Universität Braunschweig, da Alemanha, em artigo no blog RESA Rosetta.

Acredita-se que o barulho seja causado pela ionização de partículas de gases do cometa. Quando essas partículas interagem com o campo magnético do cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko, causam oscilações responsáveis pelo som.

Ouça a bela e ao mesmo tempo aterrorizante música de um cometa:



Fonte: Revista Galileu


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Sheik do Qatar morre 24h antes de vender relógio mais caro de sempre

A Supercomplicação Henry Graves Jr., o ‘Santo Graal’ da arte da relojoaria, foi anteontem vendido em leilão da Sotheby’s por um preço recordista. A licitação vencedora superou os 19 milhões de euros, muito acima da estimativa de 13,5 milhões. 
Testemunhas contam que quando desejava algo limitava-se a licitar até bater a concorrência





“O "resultado estratosférico desta noite confirma o estatuto de ‘rockstar’ da Supercomplicação Henry Graves”, disse um responsável da Sotheby’s. “O fascínio que tem exercido de há uns meses para cá, no momento em que a Patek Philippe celebra o 175.º aniversário, é um justo tributo ao génio do fabricante suíço”.
Estes valores significam que o vendedor, que havia adquirido o relógio em 1999 por cerca de 10 milhões de euros, teve uma mais-valia de quase 9 milhões. Porém, o proprietário, o Sheikh Saud bin Mohammed Al-Thani, nunca chegará a ver os milhões que resultaram da venda, pois morreu um dia antes de o leilão se realizar, de problemas cardíacos, segundo o site artnet news.
Saud bin Mohammed Al-Thani, a que o jornal britânico The Independent chamou “o coleccionador mais rico do mundo”, terá gasto um total de mil milhões de dólares (800 milhões de euros) na aquisição de obras  de arte. Segundo o The Art Newspaper, entre 1997 and 2005 gastou mais em arte do que qualquer outra pessoa. Testemunhas contam que quando desejava algo limitava-se a licitar até bater a concorrência.
Ministro da cultura do Qatar de 1997, em 2005 foi demitido, investigado e colocado sob prisão domiciliária. Ainda segundo o The Art Newspaper, voltou ao mercado pouco tempo depois, adquirindo para a sua colecção pessoal moedas e arte chinesa. Porém, teve problemas com a Justiça britânica, vendo os seus bens congelados, precisamente por não saldar as dívidas referentes a peças adquiridas em leilão a uma empresa especializada em numismática.

Fonte: SOL.pt

Cristas dos galos valem investimento de milhões no Alentejo

Empresa sueca vai extrair ácido hialurónico das cristas, que é utilizado nas operações à vista, cataratas e para efeitos cosméticos. 

Uma empresa sueca prevê investir cinco a seis milhões de euros numa unidade em Sousel, no Alentejo, para extracção de ácido hialurónico das cristas dos galos, matéria-prima utilizada no fabrico de produtos farmacêuticos. 

A empresa de biotecnologia Bohus Biotech AB vai instalar a unidade na zona industrial da vila, devendo começar a actividade em 2015 e criar entre 10 a 15 postos de trabalho qualificados, revelou à agência Lusa o presidente do município, Armando Varela. 

"A empresa vai investir entre cinco e seis milhões de euros na criação da unidade", disse o autarca, explicando que o ácido hialurónico, extraído das cristas dos galos, é utilizado nas "operações às cataratas e à vista e para efeitos cosméticos". 

"É um processo que está a ser preparado. Estão a ser feitas candidaturas a fundos comunitários para o próximo quadro de apoio e espero que no próximo ano seja instalada em Sousel esta unidade”, disse. 

O município já assinou um "memorando de entendimento" com a empresa e, recentemente, foi celebrado o contrato de cedência de instalações na zona industrial da vila. Trata-se, destacou, de "um investimento importante para Portugal, para o Alto Alentejo e para Sousel". 

"É uma actividade não existente na região e penso que até pode haver parcerias muito importantes a estabelecer, com o Instituto Politécnico de Portalegre e outras entidades, para a área da biotecnologia", acrescentou. 

De acordo com Armando Varela, a unidade a instalar em Sousel não vai efectuar o abate de aves, tendo sido estabelecido um acordo com uma empresa ligada ao abate.


Fonte: Sapo

sábado, 8 de novembro de 2014

Bento XVI e rainha da Jordânia têm joias de «ouro negro» de artista açoriano

O papa emérito Bento XVI, a rainha da Jordânia e o empresário Stanley Ho são algumas das personalidades que possuem peças de joalharia de "ouro negro", feitas a partir do basalto vulcânico dos Açores, com assinatura de Paulo do Vale.

Artista premiado, com ateliês em Ponta Delgada e Porto, Paulo do Vale começou a trabalhar o basalto dos Açores como peças de joalharia depois de o seu filho o ter desafiado, numa praia da ilha de São Miguel, a usar esta pedra vulcânica para criar uma joia para a mãe.
"Andava com a pedra sempre a rolar na bagageira do carro. Um dia, à beira mar, onde gosto muito de estar, olhei para a pedra e, num momento de inspiração, acabei por fazer a joia. Gostei da peça e, um ano mais tarde, acabo por expô-la com mais três ou quatro peças na Câmara Municipal de Ponta Delgada", explica Paulo do Vale, à agência Lusa, confessando que teve "muito receio" sobre a aceitação do produto.
O açoriano, que também já teve como clientes figuras como o Presidente da República, Cavaco Silva, o vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, a atriz Sofia Alves, o estilista José António Tenente ou o apresentador de televisão Manuel Luís Goucha, começou então a apaixonar-se pela pedra basáltica, acabando por ser batizado como o artista do "ouro negro" dos Açores.
Paulo do Vale trabalha a pedra vulcânica, que não é, na perspetiva gemológica, uma pedra preciosa, com prata e ouro, com base na tradição portuguesa.
O ourives está convicto de que as suas peças "têm levado o nome dos Açores muito longe", graças ao esforço da ourivesaria dos seus pais, uma vez que nunca contou com qualquer apoio oficial.
As peças de basalto, frisa o artista, "falam por si", são "pedra vulcânica dos Açores feita arte", tendo, devido ao seu "misticismo", gerado um "ícone" que acabou por ser copiado no mercado, face à sua "originalidade" e "sucesso".
Paulo do Vale, que venceu o concurso da revista VIP/Joias de 2006 e assegurou um terceiro lugar no concurso de 'design' de joalharia do Museu da Presidência da República em 2007, fica "muito satisfeito" por ser procurado por pessoas oriundas de várias parcelas do mundo.
"As minhas peças são muito minimalistas. Geralmente, o difícil é fazer o fácil. Têm um traço próprio, uma identificação", considera, para frisar que o basalto não é apenas uma peça de arte, mas também um potencial tema de diálogo pela curiosidade que gera, e que entronca no vulcanismo dos Açores.
O também vencedor do concurso nacional de 'design' do Museu Berardo, em 2008, recorda, com orgulho, que, no âmbito da primeira visita oficial de Cavaco Silva à Jordânia, a peça escolhida para presentear a rainha daquele país foi um colar seu.
A peça oferecida a Bento XVI, também ela um colar, surgiu de iniciativa do próprio Paulo do Vale, que não conseguiu fazer a entrega em mãos porque foi impedido de voar de Ponta Delgada para Lisboa, durante vários dias, por causa de cinzas vulcânicas, oriundas da Islândia, que invadiram os céus da Europa na altura em que o então papa visitou Portugal.
"O colar do papa Bento XVI foi feito no basalto, em prata. Coloquei, nos pontos principais, ouro e diamante para valorizar a peça. Mais tarde, recebi uma carta do Vaticano a elogiar a oferta, que foi a única insular feita ao papa" quando visitou Portugal, afirma Paulo do Vale.
O artista produziu também um cálice e patena para a eucaristia da missa campal do jubileu do Santo Cristo dos Milagres, em Ponta Delgada, tendo sido já o zelador do tesouro (as joias) da imagem deste santo.
Fonte: Diário Digital com Lusa

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Diamante rosa atinge preço recorde em Hong Kong

Enquanto os estudantes clamavam por mais democracia nas ruas, decorria na filial da Sotheby’s de Hong Kong um leilão com preços muito pouco democráticos. A estrela da noite de terça-feira, que rendeu um total de 584 milhões de HK dólares (cerca de 59 milhões de euros), foi um diamante rosa de 8,41 carates.
“É extremamente raro aparecerem diamantes rosa naturais; alguns dizem que é mais do que raro”, pode ler-se no site da leiloeira. “Só 0,1% dos 20 milhões de carates extraídos anualmente é cor-de-rosa, e todo um ano de produção destes tesouros cor-de-rosa com mais de meio carate cabe na palma da mão”.
A competição pelo diamante de Hong Kong foi feroz, com o mineral a superar a estimativa mais alta, que era de cerca de 12 milhões de euros. Apesar de ter aproximadamente o tamanho de uma amêndoa (só o miolo), atingiu um valor de 14 milhões de euros.
A primeira referência a um diamante cor-de-rosa remonta ao século XVII. Conhecido por Diamanta Grande Table (diamante grande mesa), estaria incrustado no trono do Rei Mogol da Índia, Shah Jahan. O aventureiro francês Jean-Baptiste Tavernier, que o viu numa viagem à Índia, avaliou o seu tamanho em mais de 200 carates. Saqueado pelo Xá do Irão, acabaria por perder-se o rasto do mineral após o assassínio do seu proprietário.

Expedição encontra na ilha Graciosa fósseis de espécie de ave endémica dos Açores

Uma expedição de investigadores do Instituto Mediterrâneo de Estudos Avançados, de Palma de Maiorca, e do Grupo da Biodiversidade dos Açores, com a cooperação do Parque Natural da Graciosa, descobriu recentemente cerca de 20 ossadas de Rallus sp., uma ave já extinta que terá vivido em zonas húmidas endémicas dos Açores.

No significativo conjunto de ossadas encontradas, nas quais se incluem espécies de aves marinhas e passeriformes, destaca-se também o que pode ser uma nova espécie, que poderá estar relacionada com o Priolo, além de um tentilhão de grandes dimensões.

Esta expedição insere-se num projeto para o estudo das alterações ocorridas na biodiversidade faunística da Região Macaronésica e das Ilhas Baleares, no Mediterrâneo, durante o período Holocénico, que abrange os últimos 11.700 anos da história da Terra.

No arquipélago dos Açores, já foram visitadas, além da Graciosa, as ilhas de Santa Maria, São Miguel, Terceira e Pico, tendo sido descobertos fósseis de algumas aves já extintas no arquipélago.

Na expedição à Graciosa, foram visitadas algumas grutas da ilha, entre as quais a Galeria do Forninho, a Gruta do Bom Jesus e as furnas do Moinho, do Abel, do Enxofre, do Calcinhas, d’ Água, de Maria Encantada e do Dragoeiro.


GaCS

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Descoberto diamante excecional de 232 quilates

Um diamante de 232,08 quilates "de um tamanho e clareza excecionais" foi descoberto numa mina sul-africana próxima de Pretória, particularmente rica em diamantes fora do usual, anunciou, esta terça-feira, a EMPRESA proprietária da mina.

A sociedade londrina Petra Diamonds Cullinan, proprietária da mina desde 2008, não comunicou o valor exato da pedra, da categoria "D de tipo II", ou seja, transparente ou incolor e sem impurezas mensuráveis.

O último diamante branco vendido pela sociedade, com um peso de 507,3 quilates, atingiu o preço recorde de 35,3 milhões de dólares em 2010, disse à agência France Presse uma porta-voz da Petra Diamonds, Cathy Malins.

Segundo Cathy Malins, os especialistas avaliam o novo diamante excecional entre 10 e 20 milhões de dólares, tendo em conta os preços registados nos últimos anos. A venda realiza-se até ao final do ano.

Em junho, a EMPRESA anunciou outra descoberta rara, um diamante azul de 122,52 quilates, na mesma mina, situada a cerca de 40 quilómetros da capital sul-africana.

Em 1905, o maior diamante do mundo - o "Cullinan" de 3.106 quilates - foi igualmente descoberto naquela mina e, mais tarde, foi talhado em dois para integrar as joias da Coroa Britânica.


Fonte: JN

Segundo Hawking, a "Partícula de Deus" pode destruir o Universo

Stephen Hawking falou e deixou um aviso. Importante. Disse que o bosão de Higgs – a chamada Partícula de Deus – tem o potencial de destruir o Universo, segundo contou o físico ao Sunday Times.
O bosão de Higgs pode tornar-se instável e levar ao colapso do espaço e do tempo
No prefácio do livro "Starmus, 50 Years of Man in Space" o teórico inglês escreveu que em níveis de energia muito altos, e se estes forem acelerados, o bosão de Higgs pode tornar-se instável e causar uma “decadência catastrófica do vácuo” e levar ao colapso do espaço e do tempo — e seríamos todos apanhados desprevenidos.
“O potencial de Higgs tem a característica preocupante de poder tornar-se instável em energias acima 100bn giga-elétron-volts (GeV). Isto pode significar que o Universo poderia sofrer uma decadência catastrófica do vácuo, com uma bolha do verdadeiro vácuo expandindo-se à velocidade da luz. Isso pode acontecer a qualquer momento e não vamos estar preparados”.
A boa notícia é que Hawking diz que isto não se irá passar num futuro próximo já que a possibilidade da partícula se comportar daquela maneira é altamente improvável, e que a criação das condições para que isso ocorra é impossível, dado o estado actual do desenvolvimento tecnológico.

“Um acelerador de partículas que atinge 100bn GeV seria maior que a Terra, e é improvável que seja financiado no actual clima económico”, brincou o físico.
O bosão de Higgs foi teorizado por Peter Higgs em 1964. Em 2012, a existência do bosão foi provada pelo CERN, Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear. 
Eis Peter Higgs a explicar a “Partícula de Deus”:





Fonte: sol.pt

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Cientistas fazem experiência telepática bem sucedida

Pela primeira vez, cientistas conseguiram transmitir uma mensagem totalmente de uma pessoa para outra, sem qualquer contacto, que estavam separadas por milhares de quilómetros, na Índia e França.

"É uma espécie de realização tecnológica do sonho da telepatia, mas definitivamente não tem nada de mágico", disse o físico teórico e coautor da investigação, Giulio Ruffini, em declarações telefónicas à AFP a partir de Barcelona.

"Estamos a usar tecnologia para interagir electromagneticamente com o cérebro", especificou.
Para a experiência, uma pessoa com um eletroencefalograma (EEG) ligado à internet, sem fios, pensou numa simples saudação, como "olá" ou "adeus".

Um computador traduziu as palavras num código binário digital, apresentado por séries de uns e zeros.
Depois, a mensagem foi enviada por correio eletrónico da Índia para França e entregue via robot ao destinatário, que pode ver "flashes" de luz na sua visão periférica através de uma estimulação cerebral não-invasiva.

O sujeito recetor da mensagem não viu nem ouviu as palavras em causa, mas foi capaz de descrever os "flashes" de luz que correspondiam à mensagem.

"Quisemos descobrir se se consegue comunicar diretamente entre duas pessoas, lendo a atividade cerebral de uma pessoa e injetando atividade cerebral numa segunda pessoa, e isto através de grandes distâncias físicas, utilizando vias de comunicação existentes", disse o coautor Álvaro Pascual-Leone, professor de Neurologia na Escola de Medicina de Harvard.

"Uma destas vias é, claro, a internet, pelo que a nossa questão passou a ser 'Será que conseguiremos realizar uma experiência que dispense a parte da conversação ou a digitação da internet e estabeleça uma comunicação direta, cérebro a cérebro, entre sujeitos localizados [em países] tão distantes um do outro, como a Índia e a França?'"
Ruffini acrescentou que foram tomados cuidados extraordinários para garantir que nenhuma informação sensorial influenciasse a interpretação da mensagem.

Os investigadores têm tentado enviar uma mensagem de uma pessoa para outra desta forma há cerca de uma década, e a prova do princípio que está descrita na revista PLOS ONE ainda é rudimentar, disse à AFP.

"Esperamos que a longo prazo isto possa transformar radicalmente a forma como comunicamos uns com os outros", concluiu Ruffini.


Fonte: JN

Meteorito de Chelyabinsk, Rússia, trouxe mais de 10 mil toneladas de substâncias poluidoras

O meteorito de Chelyabinsk caiu na terra acompanhado de 10 mil toneladas de substâncias alheias, refere um relatório dedicado aos problemas da poluição ambiental em 2013.

“Nas camadas atmosféricas se queimaram então cerca de 10 mil toneladas de substâncias meteóricas. Uma nuvem provocada pelo meteorito deu umas voltas em redor do planeta, tendo poluído não só a região dos Urais e o resto da Rússia”, revelou à Itar-Tass o membro da Sociedade Internacional de Pesquisas de Meteoritos, Viktor Gorokhovsky.
Segundo realçou, a nuvem era composta de “componentes banais”, compostos de ferro, silício, alumínio, magnésio, etc. São os produtos de combustão como a fumaça emitida por usinas térmicas. Por isso, tal nuvem não é perigosa, concluiu.
O meteorito Chelyabinsk entrou na atmosfera terrestre em 15 de fevereiro de 2013 pelas 17h10, horário de Moscou. Os maiores fragmentos do corpo celeste caíram nas cercanias do lago Chebarkul, a 78 km de Chelyabinsk.
De salientar que a queda deste meteorito, o mais bem documentado de toda a história humana, causou mais de mil feridos e provocou também inúmeros prejuízos estruturais.

Fonte: http://portuguese.ruvr.ru/news

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domingo, 24 de agosto de 2014

Estes animais valem ouro


No mercado mundial, as ovas dos ouriços atingem preços altíssimos. O que impede Portugal de avançar? Papéis.



O mar está a poucos metros de nós. Luís Inácio olha para ele, e aconselha: “O melhor é descermos já, porque a maré está a subir e daqui a pouco não conseguimos andar lá em baixo”. Abre a grade que protege a entrada do viveiro, e, cautelosamente, começamos a descer a escada a pique. Lá em baixo, a luz desenha efeitos nas paredes, ilumina algumas zonas, deixa outras na sombra. É aqui o mundo dos ouriços-do-mar.

Luís Inácio e Patrícia Mega Lopes desceram já vezes sem conta a este antigo viveiro de mariscos na Ericeira. Patrícia é bióloga e fez um estudo sobre o crescimento do ouriço-do-mar em viveiro. E ambos acreditam que este pode ser um negócio com muito futuro — basta ver o valor das ovas de ouriço-do-mar no Japão que, segundo Luís Inácio, podem chegar a custar 80 dólares por quilo, ou até mais no caso dos ouriços mais raros e apreciados. Mas as coisas não são fáceis, e o negócio ainda não arrancou por causa de entraves burocráticos ligados ao licenciamento.

“Queremos produzir em massa e comercializar”, explicam. “Já temos contactos com a Itália, a França, o Japão, e até já temos dois investidores interessados, o problema é que em Portugal não existe legislação específica sobre este produto, e isso complica muito as coisas”. Para já, vão prosseguindo as experiências neste viveiro cedido pela Junta de Freguesia da Ericeira na zona conhecida como “Furnas”, o tapete rochoso ligado ao antigo Forte do século XVII, onde existem viveiros que pertenceram a fábricas de conserva de pescado. Mais tarde, conta Patrícia na sua tese, foram usados pelos restaurantes locais como armazéns, onde mantinham as lagostas, ameijoas, sapateiras, lavagantes e santolas vivos até à altura de serem consumidos.

Lá em baixo, a água ainda não subiu muito. Equilibrando-nos em cima de traves que servem de passadiços, conseguimos aproximar-nos desses animais misteriosos, com o corpo feito de espinhos. Muitos deles são roxos, mas há também alguns verdes e de vários outros tons. “O mais cobiçado, com maior valor comercial, é o laranja”, explica Luís, que cresceu a ver os mergulhadores trazerem ouriços-do-mar das águas da Ericeira — aliás, o nome da vila virá precisamente da palavra Ouriceira, por causa dessa abundância de ouriços que aqui existia. Mas com o excesso de apanha desregulada, eles foram desaparecendo, e hoje não é fácil encontrá-los. Por isso, a ideia de os criar em viveiro, fazendo a reprodução in vitro — a partir daí, os ouriços “reproduzem-se aos milhões”, garantem os dois jovens.


Patrícia entra dentro de água, que lhe chega aos tornozelos, e apanha com delicadeza alguns ouriços, que nos apresenta nas mãos abertas. Os espinhos mexem-se quase imperceptivelmente, e pela primeira vez tomamos consciência de que esta carapaça espinhosa é um ser vivo. O que é comestível num ouriço-do-mar — e não apenas comestível, mas com um intenso e delicioso sabor a mar — é aquilo a que habitualmente se chama “ovas” e cujo nome exacto é “gónadas”, os órgãos sexuais, masculino e feminino (não é possível distinguir a olho nu os machos das fêmeas).

A fecundação é feita no exterior: na altura da reprodução, as fêmeas libertam os óvulos para o mar, e os machos libertam o esperma, que é atraído para dentro dos óvulos, dando origem a um ovo, que vai evoluir para uma larva nadadora, que por sua vez se transforma num ouriço-do-mar. Nessa fase, fixa-se a uma rocha e desenvolve a carapaça dura e os espinhos que lhe permitem movimentar-se. Mas, embora pareça que os ouriços-do-mar são quase só compostos por essas gónadas cor-de-laranja, a verdade é que são seres bem mais complexos que têm, entre outras coisas, intestinos, boca e dentes (a que se chama “lanterna de Aristóteles”), através dos quais ingerem vários tipos de alimentos, mas preferencialmente algas (na experiência realizada por Patrícia, para um estudo comparativo, parte deles foram alimentados a milho, por exemplo).

Abrimos um dos animais e tentamos retirar as gónadas sem as desfazer. A tarefa não é fácil, mas mesmo tratando-se de um ouriço pequeno, o tal sabor a mar enche-nos a boca. Patrícia explica que as gónadas dos machos são geralmente mais esbranquiçadas, e que as das fêmeas têm um tom mais alaranjado.

Ouriços no menu

Patrícia e Luís Inácio andavam há já bastante tempo a pensar na melhor forma de desenvolver o seu projecto de reprodução de ouriços-do-mar em viveiro quando ouviram falar do Endògenos, uma iniciativa lançada pelo empresário Nuno Nobre para revitalizar produtos que existem em Portugal mas que são pouco aproveitados na gastronomia nacional. E um dos produtos na lista do Endògenos era precisamente o ouriço-do-mar.

O jantar dedicado à iguaria aconteceu no início do ano, em Cascais, no restaurante 100 Vícios, do chefAntónio Alexandre, que idealizou o menu, onde o ouriço-do-mar estava presente do primeiro ao último prato. Para começar, foi servido um Ouriço Royal, bebida feita com vinho do Porto e ouriço; houve também pastéis de ouriço, batata doce e chouriço, um prato com garoupa e ouriço, outro em que o sabor do ouriço surgia com sapateira, algas, sésamo, natas e ovas de salmão. António Alexandre criou ainda um ravioli de ouriço e lavagante servido num caldo, um prato de pampo com manteiga de ouriço, outro de codorniz recheada com creme de queijo e ouriço. E, como estava prometido, até a sobremesa incluía ouriço — neste caso num leite-creme.

A iniciativa pretendia mostrar as muitas maneiras como o ouriço pode ser usado — indo muito mais além das formas tradicionais de preparar este produto que a população da Ericeira continua a usar, do simples ouriço grelhado, ao arroz de ouriços-do-mar, que ainda se pode encontrar pelo menos num restaurante da vila, o Sul.

Depois deste jantar, Nuno Nobre conheceu o projecto de Luís Inácio e Patrícia, e está agora a colaborar com a Câmara de Mafra e a Junta de Freguesia da Ericeira para “tornar o ouriço-do-mar um ícone da região”. A partir de Setembro vai ouvir-se falar de ouriço-do-mar, com uma série de iniciativas que vão envolver os restaurantes locais, sem os quais este TRABALHO não é possível.

É preciso que quem visita a Ericeira volte e encontrar ouriço-do-mar servido em pratos variados. “Queremos torná-lo mais contemporâneo e mostrar que pode ser versátil”, explica Nuno. “Neste momento há pouca coisa a fazer-se com ouriços-do-mar”, lamenta. Dos planos do criador do projecto Endògenos faz ainda parte uma Festa do Ouriço-do-Mar, que deverá acontecer em Janeiro ou Abril do próximo ano.

Entretanto, Luís Inácio e Patrícia esperam que os obstáculos burocráticos que têm impedido o início da produção de ouriços-do-mar em viveiro sejam ultrapassados. “Vemos aqui em Portugal latas com ovas de ouriço vindas de Espanha e vendidas a preços altíssimos”, diz Luís. E, acrescenta, apesar de o número de ouriços apanhados no mar estar em queda acentuada, muitos dos que são apanhados em Portugal são vendidos para Espanha, que depois os comercializa. Mas o verdadeiro potencial deste negócio está no mercado externo. O grande consumidor mundial é o Japão, que já importa perto de 97% do total de ouriços-do-mar comercializados no mundo. O preço tem vindo sempre a subir, ao ritmo da queda abrupta da quantidade de ouriços disponíveis. Segundo Luís Inácio, há já vários países, nomeadamente a Irlanda, a apostar fortemente na aquacultura com ouriços. Portugal, acredita, tem condições óptimas para o fazer. “É o nosso caviar, temos que apostar nele.”



Fonte: Publico

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Trabalho Científico Sugere Que os Nossos Pensamentos Negativos ou Positivos Influenciam os Elementos à Nossa Volta

Masuru Emoto é o nome do cientista que está a tentar provar que os nossos pensamentos, positivos ou negativos, podem influenciar fisicamente os elementos em nosso redor.


Uma das experiências que ficou mais conhecida é a experiência do arroz. Emoto colocou em três frascos, três porções iguais de arroz cozido. No primeiro frasco escreveu "Thank you, I Love you" (Obrigada, eu amo-te), no segundo "I Hate you, you fool" (Odeio-te, idiota) mas o terceiro foi completamente ignorado. Durante 30 dias pediu aos seus alunos que gritassem as frases que escreveu para os frascos.

Ao fim de 30 dias, o primeiro estava a fermentar e largava um aroma agradável, o segundo estava completamente preto e o terceiro era apenas um frasco de bolor, a caminho da decomposição. 

"As mensagens da água" é o nome de um outro conjunto de experiências levadas a cabo pelo cientista japonês, no qual ele submeteu moléculas da água a diferentes sentimentos humanos, pensamentos mas também músicas.

Através de um equipamento muito específico, conseguiu fotografar depois os cristais de água e a verdade é que estavam todos com formas bastante diferentes.
Se pensarmos que o nosso corpo é formado com 60% de água, dá que pensão não é?

Ficam as imagens da experiência.

Água exposta a Heavy Metal


A água exposta à música Imagine, de John Lennon

Água exposta à palavra Verdade



Água exposta à expressão "Enojas-me"



Água exposta à palavra Eterno



Água exposta à palavra Mal





Fonte: http://www.chiadomagazine.com/

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Bateria de Lumia 930 carregada com maçãs e batatas

São várias as propostas amigas do ambiente que de vez em quando surgem como alternativa para carregar baterias de diferentes gadgets. A sugestão mais recente parte da Microsoft para o Lumia 930 e envolve maças e batatas.


A gigante da informática "encomendou" ao artista multimédia Caleb Charland um projeto que servisse para promover o recém-lançado Lumia 930, que será vendido com um carregador sem fios.

Caleb Charland criou então um mural de metal com 800 batatas e maçãs dispostas em fila, utilizadas para gerar corrente elétrica numa média de 20mA e 6 volts, o suficiente para carregar a bateria do smartphone. 

Esta não foi a primeira vez que os Lumia são associados a fontes de energia alternativas, mais amigas do ambiente. Em setembro de 2013 cientistas da Universidade de Southampton conseguiram carregar a bateria de um Lumia 925 com a energia de um relâmpago, há uns dias atrás na Universidade de Londres foi possível gerar 5 volts a partir do som - ruídos de fundo, nomeadamente música. 

Recorde-se que o Lumia 930 já está à venda no mercado português. O smartphone topo de gama tem um preço de 599,90 euros e tem entre os seus principais argumentos uma câmara de 20 megapíxeis e um ecrã ClearBlack. 



Fonte: Tek.Sapo.pt

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Estátua descoberta por nazistas é feita de meteorito

Uma estátua antiga descoberta por uma expedição nazista na década de 1930 foi originalmente esculpida em um meteorito extremamente valioso.
Pesquisadores dizem que o objeto de mil anos, que tem uma suástica na barriga, é feito de uma forma rara de ferro com alto teor de níquel.

A descoberta apareceu na publicação científica Journal Meteoritics and Planetary Science.Eles acreditam que o material seja uma parte do meteorito Chinga, que caiu na Terra há cerca de 15 mil anos.
A estátua, de 24 centímetros de altura e 10 quilos, é chamada de Homem de Ferro.

Origem desconhecida

A história desse objeto de valor inestimável se parece mais com a de um filme de Indiana Jones do que com uma pesquisa científica.
A estátua foi descoberta no Tibete em 1938 pelo cientista alemão Erns Schafer. Sua expedição teve apoios dos nazistas, em particular de Heinrich Himmler, o chefe da SS. Himmler, dizem, acreditava que a raça ariana havia se originado no Tibete e gostava de recuperar objetos da área.
Levada para a Alemanha, a estátua se tornou parte de uma coleção privada e ficou fora de vista até 2007. Um novo dono, então, procurou saber cientificamente as origens da aquisição e, para isso, procurou Elmar Buchner, da Universidade de Stuttgart.
"Eu tinha certeza absoluta de que era um meteorito quando vi, mesmo a dez metros de distância", diz Buchner.
A pista, segundo ele, eram pequenas marcas semelhantes a impressões digitais causadas pelo derretimento da superfície.
"É rico em níquel e em cobalto. Menos de 0,1% de todos os meteoritos e menos de 1% dos meteoritos de ferro são ataxites, então é o tipo mais raro de meteorito que você pode achar."
Meteoritos são um sinal de atividade divina em muitas culturas desde o início dos tempos. Facas e joias eram feitas de meteoritos de ferro pelo povo inuíte antigo. Mas detectar suas origens exatas é, muitas vezes, extremamente difícil.
Os cientistas alemães e austríacos que trabalharam no Homem de Ferro com Buchner se surpreenderam por poder situar a estátua em um evento específico na história dos meteoritos.

Valor inestimável

Os pesquisadores acreditam que a estátua foi esculpida de um pedaço de meteorito Chinga que caiu na fronteira da região da Sibéria oriental e da Mongólia há cerca de 15 mil anos.
Os escombros da queda só foram descobertos em 1913 por caçadores de ouro, mas o fragmento individual de que a estátua foi feita foi coletado muitos séculos antes.
"Ficamos surpresos com o resultado", disse Buchner.
"Ok, é um meteorito, mas o que me surpreendeu foi que pudemos também constatar que era de Chinga, descobrir a procedência".
Acredita-se que a estátua retrata o deus Vaisravana. Os pesquisadores acreditam que pertença à cultura pré-budista Bon, que existiu na Ásia há cerca de mil anos.
"Se estivermos certo e a estátua tiver sido feita pela cultura Bon no século XI, ela tem um valor absolutamente inestimável e é absolutamente única no mundo", observa Buchner.
Nem a pessoa que esculpiu a peça nem os nazistas tinham qualquer ideia de que o material era uma substância rara, disse ele.
Para manter o elemento hollywoodiano da história, Buchner disse que a estátua tem uma certa aura.
"É extremamente impressionante. Antes estava quase toda dourada, e isso representa um grande mistério."

Fonte: BBC Brasil

Bactéria pode produzir ouro em instantes

De acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade McMaster de Hamilton, no Canadá, a bactéria Delftia acidovorans é capaz de solidificar íons de ouro e criar estruturas sólidas semelhantes à pepitas, com o objetivo de se protegerem do próprio ouro, metal que é letal para sua sobrevivência. O ouro produzido pelas bactérias acaba ganhando uma forma não-tóxica para elas.

Uma bactéria chamada Cupriavidus metallidurans também vive nas mesmas pepitas de ouro, e o metaboliza no interior de suas células, o que também acaba as protegendo contra o metal.

Diferentemente dessas bactérias, a D. acidovorans ejeta uma molécula que precipita os íons de ouro em suspensão na água, criando estruturas sólidas, similares à pepitas. Esse processo leva somente alguns segundos para ser concluído, e ocorre somente quando a bactéria está em temperatura ambiente e em condições de acidez neutra.

Segundo os cientistas, isso é uma prova de que microrganismos têm uma importante função no acúmulo e depósito de ouro na origem de pepitas.

Fonte:  [HuffingtonPost)

domingo, 20 de julho de 2014

Chuva de meteoritos incentivou evolução da vida na Terra

Enormes fragmentos de asteroides, que caíram na Terra num passado longínquo, não só destruíram os seres vivos no nosso planeta, mas ajudaram também a fazer aparecer novos. E, talvez, precisamente graças a tal “bombardeios”, apareceram os antepassados da maioria das espécies atuais.

Confirmou-se uma das hipóteses que explica o aumento brusco da variedade na Terra de plantas e animais num período de tempo comparativamente curto de 470 milhões de anos atrás. Os paleontólogos chamam “Ordovician radiation” a esse pequeno período em que nasceram as atuais classes de seres vivos. Agora, foi descoberto o elo que faltava na explicação das causas desses acontecimentos distantes, e ele foi apontado pelo meteorito.
O viajante celestial com um diâmetro de vários centímetros foi encontrado numa pedreira perto de Estocolmo, onde extraem mármore cor de rosa. Em 20 anos, aí foram descobertos mais de cem meteoritos de um mesmo tipo. A idade das camadas coincide com o “Ordovician radiation”. Mas esta descoberta celestial obrigou a pensar, porque pertencia a outro tipo completamente desconhecido da ciência.
Segundo a hipótese, inspirada, a propósito pelas descobertas na pedreira, há 470 milhões de anos atrás caiu na Terra uma verdadeira chuva de bolas de fogo que durou dez milhões de anos. Supõe-se que a medida das rochas podiam chegar até um quilômetro. Isso é tanto que ode provocar consequências globais para a flora e a fauna, do que são capazes, por exemplo, choques de visitantes espaciais de dez quilômetros. Ao mesmo tempo, o “bombardeio” permanente alterou a superfície da Terra e criou numerosos novos nichos ecológicos. Estes abrira caminho para a pluralidade de espécies: na nova situação, os organismos vivos foram obrigados a adaptar-se às condições em mutação. Os que não conseguiam, morriam.
É lógico pressupor que a chuva de bolas de fogo foi uma consequência do embate, a grande velocidade, de dois grandes corpos espaciais, comparáveis, pela sua massa total, à Lua. O mais provável é que isso ocoreu entre as órbitas de Marte e Júpiter, onde se movimenta uma massa de grandes objetos. Em teoria, se um corpo do par que choca é maior, eles desfazem-se quase todos em pedaços. Devido à energia do choque, o corpo mais pequeno evapora-se, deixando apenas alguns pedaços. Durante milhões de anos, o pó, as pedras e fragmentos maiores chegaram à órbita da Terra e começaram a cair no nosso planeta.
A ciência sabe que, na natureza, não se encontra asteroides com uma constituição completamente igual. A semelhança dos meteoritos antes encontrados na pedreira apontou para que esses fragmentos pertenciam a um corpo celeste. Mas como provar que o cataclismo interplanetário aconteceu (nele baseia-se a hipótese da explosão evolucionista), se não há fragmentos do segundo corpo do par?
Parece que a atual descoberta é, por enquanto, o seu único fragmento que se encontra nas mãos dos cientistas. Coincidiu a ideia e o tempo da queda livre no Espaço, mas a constituição química é outra. Por isso, houve choque.
Significa que é alta a probabilidade de a explosão de espécies ter sido provocada por asteroides? Alexandre Markov, professor de biologia, duvida:
"Claro que não se pode excluir isso, mas são necessários argumentos de peso. Parece-me que os argumentos existentes são insuficientes para afirmar que a queda dos asteroides foi a principal causa da “Ordovician radiation”. Talvez tivessem influído outras causas internas, biológicas”.
O problema é que, afirma Alexander Markov, há outras explicações para a explosão evolutiva. Elas estão ligadas à atividade vulcânica, à alteração da concentração de dióxido de carbono na atmosfera e a outros fatores.
Saltos evolucionistas tão sérios foram sempre provocados por todo um conjunto de causas, contnua o cientista:
“Não se pode reduzir acontecimentos evolucionistas a apenas quaisquer ações externas. Porque é que apareceu o homem? Porque começou o período glaciar. Porque é que morreram os dinossauros? Porque caiu um asteroide. Porque é que ocorreu a explosão de uma variedade de espécies? Porque durante dez milhões de anos caíram asteroides... Isso é uma abordagem simplista”.
O enviado pré-histórico já provocou discussões no mundo científico. Os cientistas querem verificar nos rastros de meteoritos camadas dessa época de outras regiões do planeta. Semelhantes tipos há na China, Rússia, Escócia e América do Sul. O estudo deve esclarecer não só a catástrofe planetária, talvez a maior não só no último bilião de anos, mas também em toda a história do Sistema Solar.