domingo, 22 de dezembro de 2013

Jesus não faz anos no dia 25 de Dezembro

O Evangelho ainda não está todo escrito. Está a acontecer.


1. Não há ano zero. Sabemos que, sob o Império Romano, o tempo era contado a partir da fundação de Roma. Quando, no séc. VI d.C., a Igreja romana decidiu contar os anos a partir do nascimento de Jesus Cristo, deparou com um problema. A festa já era celebrada no dia 25 de Dezembro. Ficou determinado que o ano I começaria no 1º de Janeiro seguinte, que corresponderia ao ano 754 da fundação de Roma. O ano anterior (753) foi designado o ano I a.C.. Resultado: passamos do – 1 para o +1.

Os cristãos começaram a celebrar a Páscoa muito cedo, mas só encontramos referências ao Natal a partir do ano 354. Ao escolher celebrar a festa do Natal a 25 de Dezembro estava-se, de facto, a cristianizar a festa pagã do Sol invictus, que marca o renascer do sol, depois do solstício de Inverno. Bela inculturação.

Para Jesus, como para qualquer ser humano da Antiguidade, excepto príncipes e alta linhagem, é ignorada a data exacta do nascimento. Há uma hipótese em 365 de que tenha sido a 25. Quanto ao ano, estamos um pouco melhor, pois sabemos que Jesus nasceu nos últimos tempos de Herodes, o Grande (1), que morreu em 750 da fundação de Roma, o que corresponde a menos 4 do calendário actual. No séc. VI, um monge, um certo Dionísio, o Pequeno, ao fazer o cálculo enganou-se em cerca de quatro anos, mas as contas não foram alteradas. Daí que o nascimento de Jesus, calculado segundo a numeração actual, deve ser situado aproximadamente, cinco ou seis anos antes. Não há qualquer indicação acerca do mês.

Valerá a pena toda essa contabilidade? Serve, pelo menos, para não deixar que a figura de Jesus resvale para o puro mito, como diziam alguns autores dos séculos XVIII e XIX. É imensa a literatura em torno da problemática do Cristo da fé e do Jesus da história. Jesus não deixou nada escrito e não sabemos o que os seus discípulos contaram.

2. Deixando de lado todo o conjunto de textos apócrifos, temos quatro narrativas do Evangelho consagradas no cânone: Marcos, Mateus, Lucas e João, com muito em comum, mas também com diferenças. Marcos pretende mostrar que Jesus é Filho de Deus. A preocupação de Mateus é situar Jesus Cristo na linha dos descendentes de David, como membro da casa de Abraão, numa perspectiva de cumprimento da esperança messiânica de Israel. Lucas, como ele próprio diz, conhece os trabalhos realizados por outros narradores, mas a sua intenção é de ir mais ao fundo. Sente necessidade de tudo investigar desde a origem para garantir ao amigo Teófilo a certeza da sua fé. Para a narrativa de João, escrita 40 a 50 anos depois da de Marcos, a partir de uma comunidade composta de cristãos vindos do judaísmo e do paganismo, Jesus é a luz do mundo.

Há quem diga que, de Jesus, só temos interpretações. É claro que os evangelistas não procuraram fazer a sua biografia, segundo os critérios actuais da elaboração histórica. Interessava-lhes a significação da presença de Jesus Ressuscitado nas comunidades, mediante a criatividade do seu espírito que procura fazer novas todas as coisas. Não podem, no entanto, apagar alguns dados históricos. Jesus nasceu por volta do ano 4 a.C.. Viveu, em Nazaré, a sua vida de infância e de adulto, mais ou menos, até aos 27 anos. Durante algum tempo foi discípulo de João Baptista. A partir de determinada altura, seguiu o seu próprio caminho, de taumaturgo e pregador peripatético, à maneira de alguns filósofos. As suas posições nem sempre coincidiam com as dos fariseus, saduceus, essénios, baptistas, herodianos e zelotas. Com a pregação do Reino de Deus desencadeou um movimento popular político-religioso que cedo chegou aos ouvidos dos sacerdotes e saduceus, levantando suspeitas e interrogações no Sinédrio.

Jesus ter-se-á rodeado de 12 homens – número simbólico - que se tornaram seus discípulos e admiradores, só que nem sempre o compreendiam. Por volta dos 30 anos fez uma viagem a Jerusalém para celebrar a Páscoa. A sua pregação e acção profética no Templo suscitam complicações religiosas e políticas. Celebra uma ceia pascal de despedida com os discípulos. É preso e julgado pelo Sinédrio como blasfemo, com sentença de pena de morte. Entregue ao governador romano da Judeia, Pôncio Pilatos, é condenado à morte por crucifixão. O papel das mulheres discípulas tem de ter sido muito relevante, pois as narrativas masculinas não as conseguiram ocultar.

3. Segundo os textos do Novo Testamento, houve muita competição entre os discípulos e interpretações diversas do papel de Jesus, na história humana. Provocou cristologias muito arriscadas, segundo os contextos religiosos e culturais. Ninguém se apresentou como seu concorrente ou para o substituir. Tudo o que ficou escrito é sempre a respeito de Jesus, o Cristo, que será nosso contemporâneo até ao fim dos tempos. Cada pessoa e cada geração poderão perguntar-se: que tem ele a ver comigo, que tenho eu a ver com ele? O Evangelho ainda não está todo escrito. Está a acontecer. O encontro marcado com o Senhor da história depende do encontro com as vítimas da história. Ele não vive só no céu e no sacrário. É o clandestino que vive em todos os que aceitam a sua companhia.

1) Mt 2, 1; Lc 1, 5




Fonte: PUBLICO

sábado, 21 de dezembro de 2013

Capacete lê a mente dos cães e traduz para linguagem humana

Uma equipa nórdica criou um sistema que traduz para linguagem humana os latidos dos cães. O "No More Woof" utiliza sensores que captam as ondas cerebrais dos cães e verbaliza o que vai na mente dos animais.

O capacete, criado pela Nordic Society for Invention and Discovery, mede as ondas cerebrais através de um eletroencefalograma. Na prática, o sistema converte os estados mentais dos cães para linguagem humana. Até agora, foram detetadas as expressões mais comuns, como "tenho fome" e "estou cansado".

Para transmitir os pensamentos caninos aos humanos, o "No More Woof", que se pode traduzir como "Nem mais um latido", conta com o sistema "Raspberry Pi", instalado no aparelho, que emite a mensagem traduzida por um altifalante.
Segundo a página do projeto, a versão mais simples do dispositivo, que custará cerca de 47 euros, é capaz de identificar apenas alguns padrões simples como o cansaço, a fome e a curiosidade.
O aparelho mais caro, que ronda os 219 euros, promete uma precisão muito melhor, interpretando quatro ou mais sensações.

O projeto ainda está numa fase inicial de desenvolvimento e encontra-se em fase de angariação de fundos no "Indiegogo". No entanto, os criadores do "No More Woof", preveem resultados dentro de aproximadamente um ano.


Fonte: JN

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Um medicamento caseiro para combater o Cancro (Câncer)

Limão Congelado Finalmente uma notícia positiva em 2013!


 Uma amiga minha da Universidade de Kirche tem um tumor no pulmão e na anca. A irmã dela, que é enfermeira, enviou-lhe um e-mail sobre o limão. Ela passou a beber limonada já desde há algum tempo, e os seus tumores ficaram menores. O seu oncologista disse-lhe para continuar. Penso que esta espantosa descoberta é muito proveitosa para a nossa saúde. Tudo o que nós precisamos, é...de um LIMÃO CONGELADO.


 Muitos profissionais da restauração, já utilizam o limão inteiro, nada é deitado fora. Como podemos usar o limão inteiro sem nada desperdiçar? Simples... coloque um limão bem lavado no congelador do frigorífico. Quando este estiver congelado, utilize o ralador de cozinha e rale o limão inteiro (sem necessidade de descascá-lo), e polvilhe os seus alimentos com este preparado. Polvilhe as suas bebidas, gelados, sopas, cereais, massas, molhos, arroz, sushi, peixe, whisky... a lista é interminável. 


Todos os alimentos terão inesperadamente um sabor maravilhoso, algo que talvez não tenha conhecido antes. Provavelmente, até agora, você achava que só o sumo do limão tinha Vitamina C. O limão completo introduz um novo sabor na comida. As cascas do limão que até agora eram deitadas fora, contêm cinco a dez vezes mais vitaminas do que o sumo. Mas, a partir de agora, ao polvilhar o limão congelado (ralado) em cima dos seus alimentos, pode obter ainda mais saúde. As cascas do limão são saudáveis na medida em que destroem os elementos tóxicos do corpo.


 Congele um limão bem lavado e rale-o todos os dias por cima das suas refeições e bebidas. Esta é a chave mágica para tornar os seus alimentos mais saborosos e você será mais saudável e viverá mais tempo. Este é o segredo do limão que agora acaba de ser revelado. É melhor conhecê-lo tarde do que nunca. Os benefícios do limão: O limão (citros) é um fruto milagroso para matar as células cancerígenas. É 10 000 vezes mais forte do que a quimioterapia. Porque é que não sabíamos nada disto? Porque existem laboratórios interessados em fazer uma versão sintética, que lhes dará enormes lucros. Você pode ajudar um amigo ao informá-lo que o sumo de limão é vantajoso no tratamento do cancro. O seu sabor é agradável e não provoca os efeitos secundários da quimioterapia. Quantas pessoas morrem, enquanto este segredo é mantido para não pôr em perigo os interesses milionários da indústria farmacêutica? Como sabemos, o limoeiro é conhecido pela sua variedade de limões e limas. Você pode comer as frutas de diferentes maneiras: a polpa, o sumo, preparação de bebidas, sorvetes, bolos, etc...


 Apesar de um leque variado de benefícios do consumo do limão, o mais interessante é o efeito que produz sobre os quistos e tumores. O limão é uma solução comprovada para todas as variantes do cancro. Ele é considerado também um espectro antimicrobiano contra infecções bacterianas e fungos. É eficaz contra parasitas internos e vermes, regula a pressão sanguínea quando é muito alta, é um antidepressivo e combate o stress e os distúrbios nervosos. Uma informação de um dos maiores fabricantes de medicamentos do mundo, diz que após mais de 20 testes desde 1970, os resultados revelaram que destrói as células malignas de 12 tipos de cancro, incluindo o do cólon, da mama, da próstata, pulmão e pâncreas... 


Os constituintes deste fruto são 10.000 vezes melhores do que o produto Adriamycin, um medicamento utilizado no mundo inteiro como quimioterapêutico para reduzir a velocidade do crescimento das células cancerígenas. E o mais surpreendente é: este tipo de terapia com o extrato do limão, apenas destrói células cancerígenas malignas e não afeta as células saudáveis. Então, lave um limão, congele-o e rale a totalidade da fruta sobre os seus alimentos, gelados e bebidas O seu corpo agradecerá.



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domingo, 8 de dezembro de 2013

Estudante faz fortuna a vender latas de ar fresco

Um estudante francês inventou um negócio milionário: vender latas de ar fresco. Antoine Deblay decidiu comercializar latas de 250ml com ar da sua terra natal, Montcuq, no sudoeste da França.

O jovem de 22 anos divulgou a ideia, pela primeira vez, num site de "crowdfunding", o KissKissBankBank, e surpreendentemente recebeu mais de 800 euros em investimento em poucas semanas.

Depois de criar um website e colocar à venda o produto "100% biológico" a um custo de 5 euros a lata mais outro tanto em portes de envio, as encomendas começaram a chegar e em apenas três semanas teve que despachar cerca de mil latas.

Para os não falantes do francês torna-se difícil perceber a razão humorística pela qual o produto se tornou tão popular. É que em francês, Montcuq é facilmente confundível com a pronúncia de "mon cul", que poderá ser traduzido por "o meu traseiro".

Logo, o produto ar de Montcuq está simultaneamente a ser vendido "o ar do meu traseiro". Antoine Deblay compromete-se a vender apenas 10 litros de ar por semana, o que faz com que futuras encomendas possam estar sujeitas a lista de espera.


Fonte: JN

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Amazon vai usar drones para entregar encomendas em apenas meia hora

Gigante do comércio online está a preparar novo sistema de entregas com recurso a veículos aéreos não tripulados.



A Amazon está a preparar um sistema de entregas com recurso a drones(veículos aéreos não tripulados) e que demorará apenas meia hora a chegar ao cliente após a encomenda online. Jezz Bezos, o fundador e presidente executivo do gigante norte-americano, mostrou os protótipos, ontem, no programa 60 Minutos da CBS, e acredita que dentro de quatro ou cinco já será possível entregar encomendas de pequenas dimensões através deste sistema.

O “Amazon Prime Air” tem um alcance de 16 quilómetros de distância a partir dos centros de distribuição que a empresa detém nos Estados Unidos. O drones, chamados de “octocopters”, voam directamente a casa do cliente.

“São efectivamente drones mas não há qualquer razão para que não sejam usados como veículos de distribuição”, disse, durante a entrevista à CBS. “Parece ficção científica, mas não é”, afirmou, sublinhando que “ainda é cedo” para avançar com o projecto no terreno.

Os “octocopters”, com motor eléctrico, conseguem transportar objectos até dois quilos, peso que representa cerca de 86% das encomendas entregues actualmente pela Amazon. Estes drones deslocam-se através de coordenadas GPS e não são telecomandados.

“O maior desafio é conseguir colocar [nos veículos] toda a segurança e sistemas que precisamos para dizer: ‘Isto não pode aterrar na cabeça de alguém que está a passear na rua’”, disse Jeff Bezos.

Não é um projecto imediato e não estará disponível antes de 2015 até porque a Amazon precisa de autorização da FAA, a administração federal de avião, entidade responsável pelos regulamentos da aviação civil nos Estados Unidos.

“Se pode ser daqui a quatro ou cinco anos? Penso que sim. Vai funcionar e vai acontecer. E vai ser muito divertido”, garante Bezos.

A Amazon tem a visão de vender tudo a todos e já começou a fazer entregas de produtos frescos e de mercearia em duas cidades dos EUA (Seattle e Los Angeles). Com 225 milhões de clientes em todo o mundo, faz chegar as encomendas através de 96 centros de distribuição a nível global. O primeiro livro encomendado online foi enviado em 1995.

A ideia de utilizar drones para fins não militares não é nova. Em Junho, um franchisado da Domino’s no Reino Unido divulgou um vídeo onde se vê o “DomiCopter” a entregar uma pizza. Contudo, não passa de um conceito a estudar.

A tecnologia está também a ser testada no Peru na agricultura e arqueologia. Pode ajudar a avaliar o crescimento das culturas ou fazer uma análise cartográfica em poucos minutos.




Fonte: PUBLICO

sábado, 30 de novembro de 2013

Conheça a primeira floresta vertical do mundo e veja como ela pode ajudar o meio ambiente

Localizado em Milão, na Itália, o projeto ocuparia um espaço correspondente ao de um estádio de futebol, uma boa solução para cidades que já não têm verde algum


Você já ouviu falar em floresta vertical? Sim, ela existe. A primeira do mundo está localizada em Milão, na Itália. O prédio até recebeu nome homónimo “Bosco Verticale”. Duas torres residenciais de 110 e 70 metros cada têm suas fachadas repletas de árvores e outras plantas. Tudo para amenizar os impactos de uma das cidades mais poluídas do mundo.
Resgatar o verde das grandes metrópoles é um desafio e tanto. O arquiteto Stefano Boeri projetou esta invenção com o objetivo de trazer os benefícios da floresta para o meio ambiente da cidade: a construção produz oxigénio, absorve gás carbónico e protege os moradores dos efeitos da radiação solar. Ótimo, né? Sem contar na qualidade de vida e na sensação de bem-estar que são proporcionados por um ambiente mais natural, no meio de uma camada cinza de poluição.
Construir prédios verdes já se tornou uma tendência em cidades de concreto. É o resgate da natureza em locais que ela não existe mais, devido à presença maciça de megaempreendimentos e shopping centers.
No formato vertical, ocupa menos espaço e cumpre a mesma função que se estivesse em terra firma. As 900 árvores somadas às diversas plantas do Bosco Verticale ocupariam uma área de 10 mil metros quadrados, mais ou menos o tamanho de um campo de futebol.

Fonte: pensamentoverde.com.br

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Menino de sete anos ferido na cabeça por fragmentos de meteorito

Um menino de sete anos da Florida sofreu ferimentos ligeiros na cabeça provocados por fragmentos de um meteorito.


Steven Lippard, de Loxahatchee, na Florida, sofreu um pequeno ferimento na cabeça.

De início, o pai de Steven pensou que o filho tinha sido atingido por uma bola de golfe ou por um pássaro, até que encontrou os pequenos pedaços de rocha provenientes do meteorito.
Fonte: http://diariodigital.sapo.pt

terça-feira, 26 de novembro de 2013

70 livros de metal encontrados em caverna na Jordânia pode mudar a nossa visão da história bíblica e do Apocalipse

Poderia ser este o maior achado, depois dos Manuscritos do Mar Morto? Setenta livros metal encontrados em caverna na Jordânia pode mudar a nossa visão da história bíblica.

Para os estudiosos da fé e da história, é um tesouro precioso demais. Esta antiga coleção de 70 livros pequenos, com páginas de chumbo amarrados com arame, pode desvendar alguns dos segredos dos primórdios do cristianismo. Os académicos estão divididos quanto à sua autenticidade, mas dizem que se verificou serem tão fundamentais quanto a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em 1947.


Linhas de investigação: As tabuletas de metal podem mudar nossa compreensão da Bíblia 

Nas páginas não muito maiores que um cartão de crédito, tem imagens, símbolos e palavras que parecem se referir ao Messias e, possivelmente, até mesmo, a crucificação e ressurreição.

Somando-se a intriga, muitos dos livros estão selados, levando a alguns acadêmicos a especular se eles não são a coleção perdida de códices, mencionados no livro bíblico de Apocalipse.

Os livros foram descobertos há cinco anos em uma caverna em uma parte remota do Jordão, para uma região conhecida como o lugar que os cristão se refugiaram após a queda de Jerusalém em 70 D.C. Documentos importantes do mesmo período já foram encontrados lá.






Testes iniciais de metalúrgia, indicam que alguns desses livros poderiam datar do primeiro século D.C.



Significado oculto: listas, tabuletas e outros artefatos, incluindo um vaso de incenso, também foram encontradas no mesmo local.


Uma pintura do século 16 descrevendo a morte de Jesus. Os livros de metal contêm páginas com imagens, símbolos e palavras que parecem se referir ao Messias e, possivelmente, até mesmo, à crucificação. 


X marca o lugar: A caverna na Jordânia, onde os artefatos foram descobertos 


Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Estudo Velho Testamento, confirmou que um livro selado é mencionada na Bíblia.

“Assim que eu vi isso, fiquei estarrecida”, disse ela. “Isso me pareceu tão obviamente uma imagem cristã. Há uma cruz em primeiro plano, e por trás dela, parece ser o túmulo (de Jesus), um pequeno edifício com uma abertura, e por trás que as paredes da cidade.

“Há paredes retratada em outras páginas desses livros também e eles certamente se referem a Jerusalém. É uma crucificação cristã que têm lugar fora dos muros da cidade. A equipe inglesa lidera o trabalho sobre a descoberta de que os medos ‘guardião’ de Israel atual, pode ser olhando para vender alguns dos livros no mercado negro, ou pior – destruí-los.Mas o homem que detém os livros nega a acusação e alega ter sido em sua família há 100 anos. Dra. Margaret Barker, ex-presidente da Sociedade de Antigo Testamento do estudo, disse: “O livro do Apocalipse fala de um livro selado que se abria somente pelo Messias.

“Outros textos da época falam de livros selados de sabedoria e de uma tradição secreta transmitida por Jesus aos seus discípulos mais próximos. Esse é o contexto para essa descoberta. ”

Esta estimativa é baseada na forma de corrosão que tem acontecido, o que especialistas acreditam ser impossível conseguir artificialmente. Se datação for confirmada, o livro estaria entre os primeiros documentos cristãos, antecedendo aos escritos de São Paulo.

A perspectiva de que eles possam conter relatos contemporâneos dos últimos anos da vida de Jesus tem animado os estudiosos – apesar de seu entusiasmo é temperado pelo facto de os peritos já foram enganados por falsos sofisticados.

David Elkington, um estudioso britânico da história religiosa antiga e arqueologia, e um dos poucos a ter examinado os livros, disse que eles poderiam ser “a grande descoberta da história cristã.

“É um pensamento de tirar o fôlego, que esses objetos poderiam ter sido guardados pelos santos nos primórdios da Igreja”, disse ele.

Mas os mistérios sobre as suas páginas antigas não são o único enigma dos livros. Hoje, o paradeiro deles também são um mistério. Após a sua descoberta por um beduíno da Jordânia, o tesouro foi posteriormente adquirido por um beduíno israelense, que as diz ter contrabandeadas ilegalmente através da fronteira com Israel, onde permanecem.

No entanto, o governo jordaniano está agora trabalhando para repatriá-los e garantir sua volta. Philip Davies, professor emérito de estudos bíblicos da Universidade de Sheffield, disse que há fortes evidências de que os livros têm sua origem cristã, já que em suas placas tem um modelo de um mapa da imagem da cidade santa de Jerusalém.

Professor Davies disse: “A possibilidade de origem hebraica-cristã é certamente sugerida pela imagem e, em caso afirmativo, esses códices são susceptíveis de trazer luz nova e dramática para a nossa compreensão de um período muito significativo, mas até agora pouco conhecida da história.”

David. Elkington, que está liderando os esforços britânicos para ter os livros voltaram para a Jordânia, disse: “É vital que a coleção pode ser recuperada intacta e segura, nas melhores condições possíveis, tanto para o benefício dos seus proprietários como para uma potencial audiência internacional. ”

* Os cientistas britânicos descobriram até oito milhões de cães mumificados, que teriam sido sacrificado para Anubis, o deus dos mortos, há 2.500 anos atrás, depois de escavar os túneis da antiga cidade Egípcia de Saqqara.

DESCOBERTA DO PASTOR QUE DESENTERRARAM UM TESOURO

Achado inovador: uma seção de Manuscritos do Mar Morto, que foram desenterrados em 1947

Os Manuscritos do Mar Morto, estão entre os achados arqueológicos mais importantes da era moderna, e foram descobertos em uma caverna (foto) por um pastor beduíno, na Cisjordânia.


Os pergaminhos são compostos de 30.000 fragmentos separados, tornando-se 900 manuscritos de textos bíblicos e escritos religiosos da época de Jesus.

O pergaminho frágeis e fragmentos de papiro que tenham sido objecto de intenso estudo por mais de meio século por uma equipe internacional de estudiosos que ainda estão tentando compreender o significado de cerca de 30 por cento dos textos que não são incluídos na Bíblia ou em qualquer outros escritos religiosos anteriormente.

Os pergaminhos incluem a cópia mais antiga conhecida dos Dez Mandamentos, um livro quase completo de Isaías e muitos dos Salmos.

Alguns dos textos foram danificadas pelas bem-intencionadas tentativas de restauração, feitas desde os anos 1950, que incluiu o uso de fita crepe, papel de arroz e cola de acrílico.

TRADUÇÃO AUTOMÁTICA PELO GOOGLE E SEM REVISÃO ABAIXO:

arqueólogos britânicos estão tentando autenticar o que poderia ser uma descoberta marcante na documentação do início do cristianismo: um tesouro de 70 códices de chumbo que parece datar do primeiro século dC, que podem incluir pistas chave para os últimos dias de “vida de Jesus. Como repórter britânico Daily Mail Fiona Macrae escreve, alguns pesquisadores estão sugerindo que este poderia ser o mais importante encontrar em arqueologia cristã desde o Mar Morto, em 1947.

Os códices apareceu há cinco anos em uma caverna remota no leste da Jordânia, uma região onde cedo cristãos podem ter fugido após a destruição do Templo de Jerusalém em 70 dC. Os códices são compostos de wirebound páginas individuais, cada uma do tamanho aproximado de um cartão de crédito. Eles contêm uma série de imagens e alusões textuais para o Messias, bem como algumas possíveis referências à crucificação e ressurreição. Alguns dos códices foram fechados, provocando ainda mais fôlego a especulação de que poderia incluir o livro selado, mostrado apenas para o Messias, mencionado no livro do Apocalipse.Uma das poucas frases traduzidas, até agora, a partir dos textos, de acordo com a BBC , diz: “Vou andar em retidão” – uma frase que também aparece no Apocalipse. “Embora pudesse ser simplesmente um sentimento comum no judaísmo”, o escritor BBC Robert Pigott notas “, que poderia aqui ser concebido para se referir à ressurreição.”

Mas o campo da arqueologia bíblica é também vítima de muitas fraudes e fraudadores empreendedor, para que os investigadores estão a proceder com cautela devido empírica.pesquisa metalúrgica iniciais indicam que os códices são cerca de 2.000 anos – “. especialistas acreditam que seria impossível atingir artificialmente”, baseado na forma de corrosão a que foram submetidos, que, como escreve Macrae,


Além do namoro testes iniciais, no entanto, pouco se confirmou sobre os códices ou o que eles contêm. E a saga de sua descoberta já desencadeou uma batalha sobre os direitos de propriedade entre Israel e Jordânia.Como BBC Pigott a recontagem , o cache surgiu quando um beduíno jordaniano viu um menorá, o religioso judaico-candleabra expostos na sequência de uma inundação. Mas os códices de alguma forma passaram para a posse de um beduíno israelense chamado Hassam Saeda , que afirma que eles foram em família para a sua posse nos últimos 100 anos. O governo jordaniano se comprometeu a “exercer todos os esforços em todos os níveis” para obter o preço relíquias potencialmente devolvidos, relatórios Pigott.

Enquanto isso, os estudiosos bíblicos que examinaram os códices apontam evidências textuais significativas, sugerindo sua origem cristã. Philip Davies, professor emérito de Estudos do Antigo Testamento da Universidade de Sheffield, disse Pigott ele estava “mudo” ao ver as placas que representa um mapa de imagem da Jerusalém antiga. “Há uma cruz em primeiro plano, e por trás dele é o que tem de ser o túmulo [de Jesus], um pequeno edifício com uma abertura, e por trás que as paredes da cidade”, explicou Davies.“Há paredes retratada em outras páginas desses livros, também, e eles certamente se referem a Jerusalém.”

David Elkington, um estudioso da religião antiga que lidera a equipe de pesquisa britânica que investiga o achado, foi igualmente pronunciado esta nada menos que “a grande descoberta da história cristã.” Elkington disse ao Daily Mail que “é um pensamento de tirar o fôlego que temos mantido esses objetos que poderiam ter sido realizadas pelos santos nos primórdios da Igreja.”

Ainda assim, outros estudantes de história cristã está pedindo cautela, citando precedentes, tais como a descoberta desmascarado de um ossário que se diz conter os ossos de Jesus.Estudioso do Novo Testamento Larry Hurtado observa que, uma vez que estes códices são miniaturas, eram provavelmente destinados a particulares, ao invés de usar, litúrgica. Este seria provavelmente o local de sua data de origem mais próximo do terceiro século EC. Mas só mais investigação e tradução integral dos códices pode confirmam plenamente a natureza da descoberta. A maior lição aqui é provável que de Eclesiastes 3:01, ser paciente, uma vez que “para tudo há uma estação.”

(Elkington David Recursos / Rex Rex EUA /)

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Nham: Simulador permite saborear o que se vê na Internet

Investigadores desenvolveram um simulador que supostamente permite saborear o que se está a ver na Internet. Uma equipa de cientistas da Universidade de Singapura criou o que baptizaram de Digital Taste Interface.

Segundo Nimesha Ranasinghe, o dispositivo também pode ser utilizado com videojogos e permitir que pessoas partilhem o que estão a sentir quando estão a comer uma refeição.

A equipa está actualmente a trabalhar num outro projecto, o chupa-chupa virtual, que permite aos utilizadores saborear açúcar sem estar, no entanto, a consumi-lo.

Ranasinghe acrescentou que «ao manipular a magnitude de correntes, frequência e temperatura, já conseguiram criar sensações salgadas, azedas e agridoces».

No entanto, está ainda por ser desenvolvido um simulador capaz de imitar o quinto sabor, o umami, que é habitualmente atingido ao comer cogumelos, couves e tomates.






Fonte: Diário Digital

domingo, 24 de novembro de 2013

Ossos de São Pedro mostrados pela primeira vez pelo papa Francisco

Os ossos que a igreja diz serem de São Pedro, um dos pais fundadores da igreja católica, foram este domingo, mostrados pela primeira vez, na cerimónia de encerramento do "Ano da Fé", conduzida pelo papa Francisco.

Centenas de milhares de peregrinos juntaram-se para verem os oito fragmentos de ossos com entre dois a três centímetros de comprimento, exibidos numa cama de marfim dentro de um baú de bronze, que estava exposto num pedestal na Praça de São Pedro, na Cidade do Vaticano.

O baú, dado ao papa Paulo VI em 1971 e normalmente guardado na capela dos apartamentos papais, foi decorado com uma escultura de Pedro, que foi pescador antes de se tornar o primeiro papa da igreja católica.

No início da cerimónia solene, o papa Francisco rezou diante do baú, ladeado de rosas brandas e amarelos, e depois abençoou os ossos com incenso.

Os ossos têm estado no centro de uma controvérsia entre historiadores e arqueólogos: foram descobertos numa escavação em 1940 perto do monumento de homenagem a São Pedro, mas acabaram por ficar numa caixa.

Quando a arqueóloga Margherita Guarducci descobriu uma inscrição perto da zona escavada em que se lia "Petros eni" (Pedro está aqui), pediu que os fragmentos encontrados fossem testados.

Guarducci descobriu que os ossos pertenciam a um homem robusto que tinha morrido entre os 60 e os 70 anos e que tinha sido enterrado embrulhado num pano roxo e dourado, o suficiente para Paulo VI afirmar, em 1968, que os ossos de Pedro tinham sido identificados "de uma forma convincente".

Sem testes de ADN que comprovem a conclusão, o debate sobre se os ossos pertencem mesmo a um dos apóstolos de Jesus Cristo deverá continuar, mas o Vaticano já disse que "não tem intenção de abrir nenhuma discussão".

Fonte: JN

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Adega gigante com 3700 anos descoberta em Israel

Encontradas 40 vasilhas numa adega de uma antiga cidade cananeia. Análises mostram que vinho tinha ainda mel, menta, paus de canela, bagas de zimbro e resinas.

Uma enorme adega com 33,75 metros quadrados foi descoberta no local de Tel Kabri, uma ruína arqueológica com 30 hectares pertencente a uma antiga cidade cananeia, no Norte de Israel. Os arqueólogos desenterraram 40 vasilhas, cada uma com uma capacidade de 50 litros, de 1700 anos antes de Cristo. O achado é anunciado nesta sexta-feira, na reunião anual da organização American Schools of Oriental Research, em Baltimore, nos Estados Unidos.

“Isto é uma descoberta significativa de enorme dimensão – é uma adega que, tanto quanto sabemos, é largamente inigualável em dimensão e em idade”, defende Eric Cline, co-director da escavação, da Universidade de George Washington, nos Estados Unidos.

Os investigadores estavam a escavar numa residência palaciana numa antiga cidade cananeia, cujos vestígios arqueológicos se situam hoje perto da cidade israelita de Nahariya. Esta região foi colonizada pela primeira vez há 16.000 anos. A cidade cananeia – uma denominação mais geográfica do que étnica associada às cidades existentes na região que hoje abrange Israel, o Líbano e partes da Jordânia e da Síria – é da Idade do Bronze, e esteve activa entre os anos 2000 a.C. e 1550 a.C.

A equipa de arqueólogos começou por desenterrar uma vasilha, a que acabou por chamar Bessie. “Escavámos, escavámos e, de repente, começaram a aparecer as amigas da Bessie – cinco, dez, 15... No final, eram 40 vasilhas acumuladas numa adega com uma área de 4,5 por 7,5 metros”, diz Eric Cline. Segundo as contas dos investigadores, o volume total de vinho guardado nestas vasilhas seria de 2000 litros, o equivalente a 3000 garrafas de vinho.

“A adega estava localizada perto de um salão onde se realizavam banquetes, um local onde a elite de Tel Kabri e, possivelmente, convidados estrangeiros consumiam carne de cabra e vinho”, diz, por sua vez, Assaf Yasur-Landau, o outro director da escavação, da Universidade de Haifa, em Israel. “A adega e o salão foram destruídos todos ao mesmo tempo, durante o mesmo fenómeno, talvez um sismo, que cobriu as salas com tijolos de barro e gesso.”

Os investigadores fizeram uma análise à composição do líquido guardado nas vasilhas. Além de ácido tartárico e ácido siríngico, dois componentes importantes do vinho, os investigadores encontraram vestígios de ingredientes que eram populares nos vinhos daquela altura: mel, menta, pau de canela, bagas de zimbro e resina. Os investigadores querem analisar melhor a composição deste vinho para tentar reproduzi-lo.


Fonte: PUBLICO.pt

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Busca implacável

Pesquisadores e colecionadores caçam fragmentos de meteorito raro que caiu em Angra dos Reis (RJ) no século 19. Conheça a incrível história da pedra roxa que testemunhou a formação do Sistema Solar e é avaliada em milhares de dólares.


O que estariam fazendo mais de 60 cientistas, entre geólogos, arqueólogos e astrônomos, vestidos em roupa de praia e equipados com instrumentos de mergulho? A reunião inusual aconteceu no último final de semana na baía de Angra dos Reis, no litoral sul do estado do Rio de Janeiro, e teve como propósito buscar fragmentos de um dos meteoritos mais raros do mundo, que caiu na região há 150 anos.
A pedra, conhecida como Angra dos Reis, inaugurou a classe inteira de meteoritos chamada de angrito, em referência à cidade. Até 1986, ela era a única representante do grupo, que hoje conta com pouco mais de 20 meteoritos reconhecidos. Por sua raridade, o grama do meteorito está avaliado hoje em 10 mil dólares no mercado de colecionadores.
Por sua raridade, o grama do meteorito está avaliado hoje em 10 mil dólares no mercado de colecionadores
Segundo relatos históricos, o Angra dos Reis caiu no mar a apenas dois metros de profundidade em frente à Igreja do Bonfim em 1869. Dr. Joaquim Travassos, um médico que passava pelo local, viu a queda e mandou que seus escravos mergulhassem para pegar o projétil. Dois pedaços da pedra, de cor arroxeada, foram recuperados e, pelo encaixe, especulou-se que existiria ainda uma terceira parte no fundo da baía.
Um dos pedaços está hoje sob a guarda do Museu Nacional/ UFRJ, de onde já chegou a ser roubado em 1997 pelos norte-americanos Ronald Edward Farrelle e Frederick Marselli. Os pesquisadores levaram sua coleção de meteoritos ao museu com a desculpa de propor trocas entre os acervos, uma prática comum na área. Mas, enquanto olhavam a coleção brasileira, sorrateiramente pegaram o Angra dos Reis e colocaram uma réplica no seu lugar.
Os larápios já estavam prontos para deixar o país quando a troca foi percebida pela astrônoma do museu Elizabeth Zucolotto, que coordenou a recente expedição à Angra e, na época, chegou a dar carona para os visitantes até o aeroporto.
“Quando vi o que eles tinham feito, voltei para o aeroporto e, com muita dificuldade, convenci os policiais federais a procurar por eles”, conta a pesquisadora, que hoje é responsável pela guarda do meteorito. “Depois de horas, a polícia encontrou o Angra dos Reis com a numeração raspada dentro de uma caixinha, dentro de uma meia, dentro de um sapato na mala de um deles.”

O segundo pedaço do meteorito retirado da baía se perdeu. Depois de resgatado, Travassos o deu a seu sogro e a pedra foi sendo passada de geração a geração da família. A historiadora Regina Dantas, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), chegou a fazer, sem sucesso, uma pesquisa em busca do paradeiro do meteorito.
“Viajamos, falamos com pessoas da família e, por fim, descobrimos que um parente do Travassos que poderia saber da pedra era, na verdade, pesquisador do Museu Nacional!”, conta. “Mas quando fomos atrás dele, ele tinha acabado de falecer. Reviramos caixas e mais caixas de papéis do seu escritório e, infelizmente, não achamos nada que pudesse nos dizer onde o meteorito estava. Essa pedra pode estar em qualquer lugar.”
Para deixar a história ainda mais sinuosa, Dantas descobriu que, em 1888, o Papa León 13 recebeu de presente um meteorito chamado Angra dos Reis. Entretanto, a pesquisadora garante que a pedra, em exposição no Vaticano, não é o tão raro angrito, mas um condrito, tipo mais comum de asteroide.

Testemunha do início

Além da raridade quantitativa, o Angra Reis tem grande importância científica. Quando datado, na década de 1970, soube-se que o meteorito tem cerca de 4,56 bilhões de anos e teria se formado alguns milhões de anos depois da formação da nuvem protosolar, conjunto de gás e poeira que deram origem ao nosso sistema solar.
“É uma rocha muito antiga e incrível que nos conta como se deu o rápido processo de aquecimento e esfriamento nesse período”, comenta Klaus Keil, geólogo da Universidade do Havaí (EUA) e um dos primeiros cientistas a estudar o meteorito à luz das técnicas contemporâneas da ciência no grupo de pesquisa jocosamente batizado de The ADORables (os adoráveis, em inglês), em referência à sigla de Angra dos Reis (ADOR).

Desde então, o Angra dos Reis já foi estudado por muitos grupos de pesquisa internacionais, o que lhe custou algumas gramas a menos para cada amostra retirada. Dos 400g que a pedra tinha quando foi encontrada, restaram cerca de 70 gramas no Museu Nacional.
“Se encontrássemos mais fragmentos, não teríamos que economizar tanto e poderíamos inclusive refazer a datação por métodos mais precisos, o que não podemos fazer hoje com a quantidade de material que temos”, explica Zucolotto.
Dos 400g que a pedra tinha quando foi encontrada, restaram cerca de 70 gramas no Museu Nacional
Sem pistas sobre o segundo pedaço do meteorito perdido na família Travassos, resta aos pesquisadores buscar pelo suposto terceiro fragmento que estaria na baía de Angra. Mas a tarefa é hercúlea: encontrar uma pedrinha escura de cerca de meio quilo e 8 cm de diâmetro no fundo de uma baía.
“É como achar uma agulha no palheiro, um sonho que só pode se realizar com ajuda divina”, apela a astrônoma. “Se o meteorito fosse metálico, poderíamos usar um detector de metais para encontrá-lo, mas ele é uma pedra no meio de tantas outras centenas de milhares que estão lá.”
Não é de se admirar que a busca do final de semana tenha se revelado infrutífera. Mas Zucolotto, que já tinha mergulhado em busca da pedra outras vezes, não desanima e insiste na procura. “Em buscas anteriores, encontramos pedaços de louça da época, o que mostra que não houve movimento significativo das águas e areias em cem anos”, explica. “Tenho certeza de que, continuando esse trabalho, vamos encontrar o meteorito.”
Tesouro oficial
Deve ter passado na cabeça do leitor mais desconfiado a dúvida: se alguém encontrasse o meteorito, por que não guardaria segredo e tentaria obter lucro com a pedra para si? Acontece que, para ter valor legal e ser oficialmente reconhecido como meteorito, o fragmento precisa ser submetido à análise de um laboratório autenticado cujo laudo deve ser aprovado por um comitê daMeteoritical Society e publicado no Meteoritical Bulletin. Além disso, é necessário que uma amostra de pelo menos 20 gramas (ou 20% do meteorito) fique sob a tutela de um museu credenciado, como o Museu Nacional.

Sofia Moutinho
Fonte: Ciência Hoje On-line

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Meteorito que caiu na Rússia com força de várias bombas atómicas

O meteorito que caiu em fevereiro nos Montes Urais, na Rússia, causando mais de 1.200 feridos, tinha 19 metros de diâmetro e energia equivalente a várias bombas atómicas, segundo um estudo agora divulgado.


De acordo com a revista Nature, cientistas da República Checa e do Canadá analisaram imagens, sons e fragmentos do meteorito, que caiu a 15 de fevereiro passado na cidade russa de Chelyabinsk, e calcularam que, na entrada na atmosfera, o asteróide pesava 12.000 toneladas.

O meteorito, que se fragmentou a 45 quilómetros de distância da Terra, teria ainda uma massa com energia equivalente a 500.000 toneladas de TNT, ou seja entre 27 a 41 vezes mais o explosivo contido na bomba atómica de Hiroshima, detonada em 1945.

O impacto e a onda de choque dos fragmentos de meteorito causaram mais de 1.200 feridos e danos em edifícios em cinco regiões da Rússia.


Fonte: JN

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Menino chinês consegue ver no escuro

Chamam-se a criança com "olhos de gato", mas continua a ser um mistério para a comunidade médica e científica.


Nong Shihua é um menino chinês que tem estado a despertar a curiosidade de muitos. Em bebé, o pai percebeu que algo de estranho se passava com os olhos do filho, já que a íris de Nong apresentava um brilho colorido entre o verde e o azul.
Depois de ter levado o filho ao hospital, os médicos concluíram que o menino apresentava uma maior sensibilidade à luz. Fora isso, nada de estranho, disseram.
Os anos passaram, mas o brilho colorido não desapareceu. Até que, recentemente, o pai de Nong Shihua decidiu procurar especialistas e pedir ajuda, porque o filho garantia ver perfeitamente no escuro. Concluiu-se então que o pequeno jovem é capaz de ler e escrever na escuridão total.
Chamam-lhe "olhos de gato". Estudado por cientistas, biólogos e genéticos, os investigadores ainda esperam descobrir porque é que este pequeno jovem consegue ver perfeitamente no escuro.
Veja o vídeo com uma reportagem (em inglês, sem legendagem) sobre Nong Shihua.

Fonte: CM

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Detectado primeiro planeta fora do Sistema Solar semelhante à Terra

Uma equipa internacional de investigadores, incluindo o português Pedro Figueira, detectou o primeiro planeta fora do Sistema Solar com uma constituição semelhante à da Terra, a partir dos cálculos da sua massa e do seu diâmetro.

"Pela primeira vez, conseguimos medir num planeta tanto o diâmetro como a massa, calcular a densidade e verificar que é muito próxima da do nosso planeta", assinalou à agência Lusa Pedro Figueira, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto.

O investigador, o único português que participou no estudo, adiantou que, "muito provavelmente", uma grande parte do Kepler-78b é, tal como a Terra, "composta por rocha", contrariamente a outros exoplanetas (planetas que orbitam uma estrela sem ser o Sol), que são formados, sobretudo, por gás.
Contudo, ao contrário da Terra, o Kepler-78b "está muito mais próximo da sua estrela" e "é demasiado quente para albergar vida como a que nós a conhecemos", ressalvou Pedro Figueira.

Os resultados da investigação são publicados hoje na revista Nature.

O Kepler-78b orbita a estrela Kepler-78, localizada a 400 anos-luz da Terra e com cerca de 74 por cento do diâmetro do Sol. O planeta tem uma temperatura à superfície entre os 1.800ºC e os 3.300ºC.
Com dados combinados do espectrógrafo (aparelho que regista o espectro luminoso) de alta resolução HARPS-N e do telescópio espacial Kepler, os cientistas conseguiram determinar que o exoplaneta tem 1,16 vezes o diâmetro e 1,86 vezes a massa da Terra.

"É uma descoberta muito interessante, não só a nível do interesse científico da semelhança das propriedades do planeta [com as da Terra], mas também como etapa, no sentido em que nos aproximamos cada vez mais de um planeta com as mesmas propriedades do nosso", frisou Pedro Figueira.

Segundo o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, eventualmente o Kepler-78b "será destruído pela força gravítica, que tem vindo a reduzir o tamanho da sua órbita".

A partir de 2016, o espectrógrafo Expresso, em cuja construção Portugal participa, será usado para procurar planetas fora do Sistema Solar com massa semelhante à da Terra, em zona habitável de uma estrela, com água em estado líquido à superfície.

Fonte: Lusa/SOL

Jesus e Maria vistos no Google Earth na Suíça

O Google Earth parece ter ‘apanhado’ uma imagem de Jesus e Maria, na Suíça.

Segundo o jornal inglês ‘The Mirror’, este programa que capta imagens tridimensionais do planeta ‘mostra’ duas figuras no céu. A primeira, à esquerda, parece ser a imagem de Jesus, com uma veste comprida e escura, e a segunda parece ser uma mulher, semelhante à imagem da Virgem Maria, com uma roupa em tons de branco e cor-de-rosa e que parece estar com a cabeça baixa e com as mãos juntas como se estivesse a rezar.

Esta imagem foi captada numa auto-estrada perto de Walenseem, na Suíça e está longe de ser a única imagem ‘estranha’ que aparece no Google Earth.






Fonte: SOL

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Estudante vai perder virgindade em público

O estudante britânico Clayton Pettet quer perder a virgindade em frente a uma multidão, em nome da arte. A ideia do projeto, intitulado "Art School Stole My Virginity", é que seja um ato que "desafie a ideia de sexualidade".

O estudante de arte, de 19 anos, planeou o evento para o dia 25 de janeiro do próximo ano, numa galeria de arte em Londres.

Espera-se que entre 50 e 100 pessoas assistam ao ato sexual que Clayton irá realizar com um colega. Os dois vão envolver-se e, no final, questionar a audiência sobre a performance: "Quero que o público veja se algo mudou entre mim e meu parceiro", conta Clayton.

Clayton Pettet, que tem sido acusado de banalizar o sexo e a arte, diz que protegeu a sua virgindade por 19 anos e que não vai perde-la de ânimo leve."Uma vez que culturalmente damos bastante valor à ideia de virgindade, decidi usar a minha e a perda dela para criar uma peça que acho que vai estimular um debate interessante e perguntas sobre o assunto".

Os ativistas gays criticaram a decisão, enquanto o Movimento Cristão de Gays e Lésbicas disse que "o projeto não é arte. A minha opinião é que nós acreditamos que toda a sexualidade é um dom de Deus. É uma expressão do nosso amor a Deus ... Onde é que, num projeto de arte em frente a uma plateia, está o amor, respeito e reciprocidade?", questionou o movimento.


fonte: JN

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Descoberta a galáxia mais distante no universo

Astrónomos norte-americanos descobriram a galáxia mais distante, até agora conhecida, cuja luz foi emitida quando o Universo apenas tinha cinco por cento da sua idade actual, 13.800 milhões de anos, divulgou hoje a revista Nature.

A distância da galáxia, baptizada como z8-GND-5296, foi confirmada, de forma inédita, por um espectrógrafo, aparelho que faz o registo fotográfico de um espectro luminoso.

A galáxia (conjunto de estrelas) foi detectada entre 43 candidatas, através de imagens infravermelhas captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, com a sua distância a ser confirmada pelas observações realizadas com o espectrógrafo MOSFIRE do Telescópio Keck, no Havai.

A equipa de astrónomos liderada por Steven Finkelstein, da Universidade do Texas, e Dominik Riechers, da Universidade de Cornell, em Nova Iorque, observou também que a galáxia tem uma taxa de formação de estrelas "surpreendentemente alta", 300 vezes por ano a massa do Sol, comparativamente com a da Via Láctea, que forma anualmente entre duas a três estrelas.

Para Steven Finkelstein, "estas descobertas dão pistas sobre o nascimento do Universo e sugerem que este pode ter zonas com uma formação de estrelas mais intensa do que se pensava".



Fonte: Lusa/SOL