segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Saiba qual é o seu número entre a população


Milhares de milhões de pessoas viveram antes de nós, mas saber a que “número” corresponde o nosso nascimento – tal como hoje se prevê que nasça o bebé 7000 milhões – não é assim tão distante quanto se possa imaginar. As Nações Unidas desenvolveram uma plataforma onde é possível descobrir esse número.

Para isso, basta fornecer algumas referências pessoais básicas – como a data de nascimento – para o programa indicar quantas pessoas (e em que continentes) nasceram antes de nós desde o primeiro homo sapiens. Também é possível saber quantas pessoas estavam vivas no dia em que nascemos - ou seja, qual é o nosso "número" individual. Todos os dados sobre a população mundial a partir de 1950 utilizados no site baseiam-se em informação da ONU de 2010. Os dados anteriores a 1950 referem-se a informações actualizadas em 2002, esclarecem as Nações Unidas.

Clique aqui para abrir o programa: http://www.7billionandme.org/about-you.php


Fonte: Publico.pt

População mundial chega aos sete mil milhões


As Nações Unidas garantem que o bebé número sete mil milhões do mundo nasce esta segunda-feira, dia 31 de outubro de 2011. Apesar de ser impossível prever onde nascerá, a Organização aposta que será em Uttar Pradesh, o Estado mais populoso da Índia, onde nascem 11 crianças por minuto.


É hoje que a população mundial chega aos sete mil milhões. E com 200 mil pessoas a nascer por dia os especialistas preveem que, até ao final do século, se ultrapassem os dez mil milhões de pessoas na Terra. Cerca de metade da população mundial atual nasceu nos últimos 40 anos.

"Atualmente, a população mundial está a crescer ao ritmo mais rápido da história", diz Carl Haub, demógrafo do Population Reference Bureau. "Em 1900, estávamos em 1,6 mil milhões. Em 99 anos, capotámos o número para 6,1 mil milhões", acrescenta.

A contagem decrescente começou há dez meses, no 19.º andar de um arranha-céus de Manhattan, onde uma equipa de cinco demógrafos de várias nacionalidades, cada um encarregue de estudar 40 países, territórios e áreas, começou a recolher e trabalhar dados.

Veja, em tempo real, a velocidade a que, em média, cresce a população mundial.

No momento em que este artigo foi publicado faltavam, estatisticamente, sete horas e 18 minutos para nascer o bebé que assinalará o marco dos sete mil milhões de pessoas no mundo. Mas as previsões demográficas têm sempre um grau de incerteza e, apesar de a ONU apostar que nascerá um rapaz em Uttar Pradesh, o Estado mais populoso da Índia, onde nascem 11 crianças por minuto, não deverá fazer o mesmo que em 1999, quando o então secretário-geral Kofi Annan pegou ao colo no bebé seis mil milhões, na Bósnia-Herzegovina. As Nações Unidas apontaram a presença de Annan em Sarajevo, naquele ano, como uma coincidência feliz, mas a situação foi conectada com conteúdo político, após uma década de guerra na ex-Jugoslávia.

Margem de erro
"Mesmo o melhor dos censos tem uma margem de erro de três por cento", afirma Álvaro Serrano, coordenador da campanha "Sete Mil Milhões de Ações", lançada pelo Fundo das Nações Unidas para a População. Mesmo com apenas um por cento de margem de erro, admitindo que as previsões da ONU são certeiras, isto significa que o bebé sete mil milhões tanto pode nascer hoje como pode ter nascido há seis meses, ou vir a nascer até abril de 2012. Ainda assim, a ONU decidiu assinalar o dia simbolicamente e transmitirá uma conferência de imprensa com o secretário-geral Ban Ki-moon esta tarde, em Nova Iorque.

As Nações Unidas afirmam ser agora necessário que os líderes mundiais se reúnam com vista a descobrirem soluções para resolver os problemas causados ​​por uma população em tão próspero crescimento, incluindo o aumento da pressão sobre os meios de subsistência naturais básicos, como os alimentos, a água e o combustível.

De facto, este marco histórico reacendeu velhos debates sobre o controlo da natalidade, a proteção dos recursos naturais e a redução do consumo.

Somos mais, mas estamos mais velhos
Muito do aumento da população ocorre no Continente Africano, o mais jovem do mundo e com maior taxa de natalidade. Segundo os estudos demográficos, a China - que deverá ser ultrapassada pela Índia como o país mais populoso do mundo nos próximos 50 anos -, o Brasil e a generalidade dos países da Europa deverão começar a diminuir o crescimento da sua população pelo envelhecimento contínuo.

Isto porque o crescimento é maior nos países mais pobres, onde os avanços na saúde mantêm as pessoas vivas por mais tempo, enquanto as taxas de natalidade ainda são relativamente altas. O resultado é uma diferença etária enorme entre os países mais desenvolvidos e os que estão em desenvolvimento: a parcela da população acima de 65 anos é de 21 por cento na Alemanha e de 23 por cento no Japão, enquanto que em países como a Gâmbia e o Senegal é de apenas dois por cento.

O envelhecimento da raça humana tem sido mais rápido do que qualquer um poderia ter imaginado há algumas décadas atrás. As taxas de fertilidade caíram globalmente e, simultaneamente, a esperança média de vida aumentou. Mas a transição demográfica abrupta criou uma forte turbulência económica. O envelhecimento da sociedade transformou-se numa crise internacional de grandes proporções. De repente as economias mais desenvolvidas estão desesperadas por bebés, porque precisam de mais trabalhadores para fornecer bens e serviços a um cada vez maior número de reformados e pensionistas. Com efeito, a transição demográfica tem sido um fator significativo na crise financeira na Europa, com o número de trabalhadores a diminuir drasticamente e de forma constante em relação aos aposentados.

A taxa de fecundidade em Portugal, na Alemanha, na Itália, em Espanha e na Grécia é inferior a 1,5 filhos por mulher, drasticamente menor do que o valor considerado ideal para a "substituição" da geração anterior, de 2,1 filhos por casal (a taxa de 0,1 é a acrescentada para contar com as crianças que não atingem a idade adulta).

Segundo o portal Pordata, no momento da publicação deste artigo Portugal teria uma população de 10.568.253 e hoje terão nascido 115 bebés.


Fonte: Publico.pt

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Aspirina pode reduzir alguns casos de cancros hereditários para metade


A aspirina, um dos medicamentos mais conhecidos e consumidos em todo o mundo, voltou a alargar os seus potenciais benefícios: o fármaco foi utilizado num estudo que seguiu cerca de 1000 doentes ao longo de dez anos e mostrou-se eficaz a reduzir o risco de incidência de cancros hereditários – sobretudo o cancro colo-rectal e o cancro do colo do útero.

A investigação, que é hoje publicada na revista científica Lancet, coordenada pela Universidade de Newcastle e financiada pelo instituto Cancer Research do Reino Unido, revelou que a toma regular de aspirina (cuja substância activa é o ácido acetilsalicílico) pode reduzir a incidência e a progressão de alguns cancros de base hereditária.
O estudo decorreu ao longo de uma década, contou com 1000 doentes e envolveu cientistas e médicos de 43 instituições de 16 países. As conclusões agora publicadas mostram que, na amostra incluída no estudo, a incidência de cancro hereditário nos doentes que tomavam aspirina regularmente foi 50% inferior à dos que não a tomavam.
A investigação centrou-se nas pessoas com síndrome de Lynch, uma doença genética que é conotada com uma maior propensão para desenvolver alguns tipos de cancro, sobretudo do cólon e recto. Esta patologia afecta os genes responsáveis por detectarem e repararem danos no ADN. Quase 50% das pessoas com síndrome de Lynch desenvolvem um tipo de cancro, sobretudo colo-rectal e do colo do útero, mas também do estômago, pâncreas, vias biliares, ovários, intestino delgado, etc.. O estudo olhou para qualquer tipo de cancro relacionado com esta patologia e descobriu que pelo menos 30% dos doentes que não tomavam aspirina desenvolveram um cancro, em comparação com os 15% que tomavam o fármaco.
Os investigadores esclarecem, contudo, que mesmo os indivíduos que tomavam aspirina desenvolveram pólipos no intestino – formações apontadas como precursoras de cancro colo-rectal – mas não chegaram a desenvolver mesmo a doença. Um sinal de que a aspirina pode ajudar o corpo humano a destruir as células antes de se tornaram malignas.

Benefícios só com toma prolongada... mas há riscos

Patrick Morrison, da Queen's University, em Belfast, e um dos investigadores do estudo, explica que durante os primeiros anos do trabalho os dados não eram consistentes, “mas nos doentes que tomaram aspirina entre cinco a dez anos os resultados foram muito claros”. O cientista considera, por isso, que o estudo representa um marco no campo da prevenção de patologias oncológicas: “Não só mostra que podemos reduzir a taxa de incidência de cancro e as consecutivas mortes, como abre portas a outras investigações no campo da prevenção”.
Patrick Morrison alerta, contudo, que falta agora apurar qual a dose ideal deste medicamento centenário e os efeitos na população em geral e não apenas nos portadores de síndrome de Lynch. Recomenda também que nenhum doente decida começar este tipo de tratamento sem falar com o médico, já que a aspirina pode ter efeitos secundários nefastos no estômago e pode potenciar hemorragias internas. Há um ano um estudo da London School of Hygiene & Tropical Medicine publicado na mesma revista tinha indicado que uma dose diária de 75 miligramas de aspirina poderia reduzir em 20 a 30% a possibilidade de morte por vários tipos de cancro.
Contactado pelo PÚBLICO, o presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos, Jorge Espírito Santo, diz que os resultados “não são surpreendentes” e estão em linha com o que já se sabia. O especialista explica que mesmo em Portugal, na prática clínica, já se utilizaram estas substâncias na prevenção dos casos de cancro colo-rectal, “mas devido à toxicidade e à falta de evidência científica sobre as doses ideais” acabou por se abandonar esta abordagem.

O médico alerta, ainda, que a aspirina não é um medicamento inócuo “e que há vários riscos associados à sua toma, em especial em tratamentos prolongados, como é o caso das hemorragias digestivas”. Ainda assim, considera que o estudo, se avançar para uma clarificação das doses necessárias, pode abrir efectivamente portas na prevenção destes cancros de uma forma mais generalizada e económica. Questionado sobre a forma de actuação da aspirina para permitir este tipo de resultados, Jorge Espírito Santo concretiza que, em linhas gerais, o ácido acetilsalicílico inibe uma enzima relacionada com as inflamações, dificultando o processo carcinogénico.Estima-se que pelo menos 10% dos cancros colo-rectais sejam hereditários. Este tipo de cancro é o segundo mais comum na Europa Ocidental. Em Portugal, é a doença oncológica de maior incidência, quase 7000 novos casos todos os anos e responsável por dez mortes por dia, já que o diagnóstico é muitas vezes tardio e apenas é feito quando já existem metástases. Sangue nas fezes, dores abdominais, alterações dos hábitos intestinais, emagrecimento e cansaço sem justificação são alguns dos possíveis sinais, sendo que a partir dos 50 anos é recomendável uma colonoscopia de rotina mesmo a quem não tenha historial familiar da doença.

Fonte: Publico.pt

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

O telemóvel do futuro é de enrolar e muda de tamanho





A próximas novidades tecnológicas já estão a chegar e vão, mais uma vez, revolucionar a forma como comunicamos nas diversas plataformas móveis. Com o novo material denominado grafeno vai ser possível ter um telemóvel que é, ao mesmo tempo, computador e relógio. O novo dispositivo pode ainda ser enrolado e colocado no bolso ou mudar de tamanho e transformar-se num ecrã de computador.

O grafeno é um material 200 vezes mais resistente do que o aço, mas flexível e com uma alta condutividade.

«O grafeno será como o plástico. Estará em toda a parte, porque a amplitude dos seus usos é enorme, vai muito mais além do âmbito electrónico», refere Francisco Guinea, Prémio Nacional de Investigação espanhol, pelos trabalhos que fez sobre este material.

Este material inovador é uma nova forma de carbono puro que consiste numa rede de hexágonos cujos vértices são ocupados por átomos de carbono. É uma folha de espessura atómica, de um único átomo de carbono.

As companhias tecnológicas são as grandes interessadas nas possibilidades do grafeno.

Um dos principais fabricantes de telemóveis desenvolveu um protótipo de um telemóvel que será o primeiro dispositivo que pode ser enrolado e colocado no bolso. O lançamento está já previsto para 2012, noticia o «El Mundo».

Em 2010, o Prémio Nobel da Física foi entregue a dois jovens investigadores russos, pela obtenção de grafeno a partir da ponta de um lápis.

Fonte: TVI24