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quarta-feira, 18 de março de 2009

Homem de pedra


Uma estranha doença genética sem cura levou a que um chileno de 44 anos visse os seus tecidos musculares transformados progressivamente em ossos, refere a Lusa.

Carlos Olea, conhecido pelos seus vizinhos como o «homem de pedra», padece desde que nasceu de fibrodisplasia ossificante progressiva, uma rara doença que destruiu os seus músculos e articulações e o impede quase de se movimentar.

«Sinto qualquer coisa, qualquer coisa por dentro, como se os nervos estivessem duros», descreveu, com dificuldade, Carlos Olea, que vive com os pais numa casa de campo, em Tunca de Arriba, na região de OHiggins.

Diariamente, os pais de Carlos atam, com uma larga correia de couro, o filho junto à porta de casa para que possa ver o campo enquanto come com o auxílio de varetas.

São também as varetas que lhe permitem gozar o seu único prazer: fumar.
Carlos, que só consegue pestanejar e mexer alguns dedos dos seus pés e mãos, consegue fumar quando é colocado um cigarro na ponta de uma vareta com uma abertura numa das extremidades.

De acordo com a chefe da Unidade de Genética do Hospital Clínico da Universidade do Chile, Silvia Castillo, o gene que causa a doença de Olea, que não sabe ler nem escrever e é filho de pais sãos, encontra-se no cromossoma 2 e foi descoberto há três anos.


sexta-feira, 13 de março de 2009

Antropólogo descobre cadáver de vampira


O antropólogo forense Matteo Borrini encontrou numa vala comum de 1576, em Veneza, Itália, o cadáver de uma mulher que se pensa ter sido vampira, por ter um pedaço de ladrilho dentro da boca.

De acordo com o italiano Borrini, em 2006 ele descobriu uma vala comum na ilha de Lazareto Nuevo, em que encontrou um corpo com um ladrilho na boca, que servia para impedir que a vampira atacasse os outros mesmo estando sepultada.

Veneza foi devastada por várias pragas na Idade Média, pelo que era frequente as pessoas serem enterradas em valas comuns.

O antropólogo afirma que, quando o povo de Veneza escavou algumas dessas valas, encontrou uma mulher com o ventre inchado e outras características que os levaram a crer que se tratava de uma vampira.

De acordo com a investigação, na época pensava-se que os vampiros, figuras a que as lendas ancestrais atribuíam a culpa pelas pestes, se alimentavam das «mortalhas dos mortos».

Por isso, acreditava-se também que era preciso pôr uma pedra na boca do vampiro para que este deixasse de se alimentar dos outros mortos e morresse definitivamente.