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quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Pipocas e cannabis podem ajudar a combater o cancro






As pipocas e a cannabis podem ser as novas armas para combater o cancro. É pelo menos isso que mostram duas recentes investigações. Em Espanha, os cientistas mostraram que alguns componentes químicos presentes na cannabis, os cannabinóides, podem ajudar a combater o cancro da próstata. Testes realizados em ratos de laboratório mostraram que os referidos componentes químicos ajudaram a reduzir o tamanho dos tumores.


Não é a primeira vez que os cannabinóides são testados em tratamentos contra o cancro, mas nunca os resultados foram tão promissores como os da investigação agora realizada em Espanha. Ainda assim, cientistas do Reino Unido, citados pela SkyNews, são reservados na análise dos novos dados. «São resultados interessantes, que abrem novas vias para explorar os potências destas drogas. Mas estamos ainda num estágio muito inicial. Não se pode dizer que o Homem vá combater o cancro através do fumo de cannabis», alertou Lesley Walker, director do centro de informação do cancro do Reino Unido.


O benefício da pipoca


Um outro estudo, apresentado por cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, mostra que as pipocas e outros cereais que usualmente se comem ao pequeno-almoço contêm «quantidades surpreendentes» de substâncias antioxidantes que ajudam a diminuir o risco de cancro e de doenças cardíacas.


As qualidades destes alimentos, de acordo com a BBC, estão em substâncias chamadas polifenóis, também presentes em frutas, legumes, frutos secos, chás e azeitonas. Os cientistas provaram que a quantidades de antioxidantes presentes em cereais integrais é muito semelhantes à que se encontra em frutas e legumes. Estas substâncias ajudam a remover os radicais livres do corpo, responsáveis pelo envelhecimento e danificação das células.






quinta-feira, 28 de maio de 2009

Remédio contra cancro apaga impressões digitais


Um medicamento utilizado no tratamento do cancro apaga as impressões digitais dos pacientes e esse efeito transformou-se num problema para os serviços de imigração dos Estados Unidos da América (EUA), noticia a BBC.

Uma carta de um médico do Sri Lanka, publicada esta quarta-feira pela revista «Annals of Oncology» revela que um desses pacientes ficou retido num posto de imigração fronteiriça nos EUA porque não tinha impressões digitais. O homem tem metástase no pescoço e na cabeça, mas respondeu bem à quimioterapia, baseada num composto identificado como Capecitabine.

Eng-Huat Tan, do Departamento Nacional de Oncologia do Centro Nacional do Cancro, em Singapura, recomenda por isso a todos os pacientes medicados com Capecitabine que levem consigo uma carta do médico-assistente quando viajarem para os EUA.

O Capecitabine é um medicamento anti-metabólico usado para tratar vários tipos de cancro. Um dos efeitos é a inflamação crónica da planta dos pés e da palma das mãos. Essa inflamação traduz-se em descamação, sangramentos e formação de bolhas na pele. Esses efeitos podem levar à perda das impressões digitais, se repetidos por um longo período.

O oncologista contou que, em Dezembro de 2008, um dos seus pacientes, que estava a ser tratado com Capecitabine há três anos, chegou aos Estados Unidos para visitar parentes.

«Ficou detido durante quatro horas porque os agentes de imigração não podiam detectar-lhe as impressões digitais», afirmou.

Por fim, o homem de 62 anos, oriundo da Ásia, foi autorizado a entrar nos Estados Unidos quando os serviços de imigração verificaram que não constituía uma ameaça para a segurança do país.

Fonte: IOL Diário