sexta-feira, 8 de abril de 2011

‘Quinta Sinfonia’ de Beethoven destrói células cancerígenas


A ‘Quinta Sinfonia’ de Beethoven é uma das mais famosas composições da música clássica e, segundo um novo estudo brasileiro, pode ajudar a curar o cancro.



A pesquisa, levada a cabo pelo Programa de Oncobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, analisou células MCF-7, ligadas ao cancro da mama. Ao expor as referidas células ao famoso tema, uma em cada cinco acabou por morrer, o que entusiasmou os envolvidos.


O estudo, que teve início em Maio de 2010, está a permitir que se desenvolvam novas perspectivas de cura de tumores malignos, recorrendo a timbres e frequências, esclarece o jornal ‘O Globo’.


Já na página oficial da unidade de Oncobiologia da referida univesidade, a responsável do estudo, Márcia Capella, esclarece que já se usaram outras composições musicais, masnem sempre com os mesmos resultados.


“Iniciámos o nosso trabalho usando três composições: a ‘Sonata para 2 Pianos em Ré Maior’, de Mozart [conhecida por causar o ‘efeito Mozart’, um aumento temporário do raciocínio espaço-temporal de um indivíduo], a ‘Quinta Sinfonia’ de Beethoven e ‘Atmosphères’ [do húngaro György Ligeti], uma composição contemporânea, que se caracteriza principalmente pela ausência de uma linha melódica que traduza o tema”, afirma.


Segundo a especialista, a composição de Mozart não provocou nenhuma alteração nas células, mas as de Beethoven e Ligeti causaram a morte de em média 20% delas, além da “diminuição de tamanho e granulosidade”.


O facto de Mozart não ter provocado nenhuma reacção está a espantar os responsáveis, já que suas composições estão entre as mais utilizadas na musicoterapia.


“Ainda precisamos estudar melhor os mecanismos destes efeitos, ou seja: porque apenas alguns tipos de células são sensíveis a estas músicas? E por que apenas alguns tipos específicos de músicas provocam efeitos? Fizemos testes também com a MDCK, uma célula não-tumorigénica, e com linfócitos, e elas não responderam a estes estímulos sonoros”, reconhece Márcia Capella.


O objectivo é conseguir usar as frequências sonoras como processo de cura, em vez de outros mais violentos como radioterapia.



Fonte: Correio da Manhã

Britânico de 85 anos atravessa Atlântico de jangada


Numa autentica aventura, um britânico de 85 anos atravessou o Oceano Atlântico com três pessoas a bordo de uma jangada construída com tubos de plástico.

Foram precisos 66 dias para que Anthony Smith, um ex-apresentador da BBC, completasse o percurso de 4596 quilómetros. A viagem tinha por objectivo angariar um total de 50 mil libras (57 mil dólares) para a ONG WaterAid, uma instituição que se dedica a ajudar pessoas a escapar à pobreza e a doenças ligadas ao facto de viverem sem água. É precisamente para este último facto que Smith pretende chamar à atenção: mil milhões de pessoas no mundo vivem sem água potável.

A equipa de Smith partiu das Ilhas Canárias e alcançou as Caraíbas na quarta-feira. Segundo a BBC, o britânico recrutou o que chamou de um grupo de ''cavalheiros intrépidos e maduros'', com idades entre 56 e 61 anos, ao colocar um anúncio no jornal ‘Daily Telegraph'. O texto dizia: "Quer atravessar o Atlântico de jangada? Viajante famoso busca equipa de três. Devem ser pessoas de idade avançada. Somente aventureiros sérios''. O octogenário foi jornalista de ciência da BBC e apresentador do programa Tomorrow's World, também da BBC, que foi cancelado em 2003, após 40 anos no ar.

O veículo dos tripulantes de meia-idade, baptizado de An-Tiki, tinha 12 metros de comprimento e foi feito com tubos de plástico. Era impulsionado por uma vela de 37 metros quadrados e conduzido com remos e lemes duplos, sendo capaz de viajar a uma velocidade média de quatro nós. A equipe queria terminar a viagem nas Bahamas, mas os fortes ventos e as correntes forçaram-nos a atracar na ilha holandesa de St. Maarten, nas Caraíbas.

Fonte: Correio da Manhã

Encontrado esqueleto de homossexual pré-histórico


Um esqueleto com cerca de cinco mil anos foi recentemente encontrado em Praga, por uma equipa de investigadores da República Checa. Os restos mortais pertencem a um ser humano do sexo masculino mas, devido ao modo como foi sepultado, os arqueólogos julgam que possa ser homossexual ou transexual.


Segundo o jornal online brasileiro ‘Último Segundo’, a arqueóloga Katerina Semradova afirma que "trabalhamos com duas hipóteses: a de que o indivíduo poderia ter sido um xamã ou alguém do ‘terceiro sexo’ (homo ou transexual). "Como o conjunto de objectos encontrados em redor do esqueleto não corroboravam a hipótese de que fosse um xamã, é mais provável que a segunda explicação seja a correcta”, sustentou.

As escavações foram abertas ao público nesta quinta-feira.

Os restos são de um membro da cultura da cerâmica cordada, que viveu no norte da Europa na Idade da Pedra, entre 2.500 a.C. e 2.900 a.C..

Neste tipo de cultura, os homens costumam ser enterrados sobre o seu lado direito, com a cabeça virada para o oeste, juntamente com ferramentas, armas, comida e bebidas, enquanto que as mulheres ficam viradas sobre o lado direito, com a cabeça para leste e rodeadas por jóias e objectos domésticos.

O esqueleto encontrado apresentava o corpo apoiado sobre o lado esquerdo, mas com a cabeça virada para oeste. Estava também rodeado por objectos domésticos, como vasos.

Há que ter em conta que, de acordo com a investigadora Kamila Remisova Vesinova, os rituais funerários eram muito importantes naquela altura, por isso dificilmente seria cometido um erro deste género.


"É mais provável que ele tenha tido uma orientação sexual diferente, provavelmente homossexual ou transexual."

Fonte: Correio da Manhã