quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sabe qual é a palavra mais falada no mundo?



Um livro do professor Allan Metcalf conta a história do «ok», a palavra mais falada no mundo. Usado pela primeira vez em 1839, o «ok» surgiu em Boston num jornal como uma brincadeira. Palavra tinha o mesmo significado de hoje, queria dizer que estava tudo bem.


Segundo Allan Metcalf, a palavra é a invenção mais sensacional da língua inglesa, sendo difícil explicar o porquê do seu sucesso.


«O.k. é muito incomum, e palavras incomuns dificilmente entram no vocabulário popular. Foi uma combinação muito estranha de coincidências que ajudou essa palavra, que surgiu como uma brincadeira, a se tornar tão importante», disse o autor do livro, em entrevista ao G1.


O autor explica que para ele a combinação do som das duas letras é muito importante, e mesmo o formato da palavra, com uma letra tão redonda e outra tão pontiaguda, ajudou a que ficasse no vocabulário.




Fonte: IOL

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Cientistas revertem envelhecimento



O trabalho, publicado na Nature, foi liderado por Ronald A. DePinho, professor de genética da instituição. Como na história de F. Scott Fitzgerald, o Curioso caso de Benjamim Button, ratos envelhecidos começaram a rejuvenescer – mas, ao contrário do conto da ficção levado aos cinemas com Brad Pitt no papel principal, o fenômeno contou com a ajuda da ciência.

O professor DePinho e sua equipe conseguiram o feito ao criar ratos com um gene especial que permitia controlar a enzima telomerase, responsável por manter as “capas” protetoras, chamadas telômeros, na ponta dos cromossomos.

Conforme envelhecemos, os níveis de telomerase caem. Há tempo pesquisadores sabem que essa queda está associada com a erosão progressiva dos telômeros, o que pode contribuir para a degeneração do tecido e declínio de funções.

Criando ratos com um “interruptor” de telomerase, os pesquisadores conseguiram envelhecer prematuramente alguns animais e, da mesma forma, reativar a enzima para testa se seria possível também rejuvenescer os animais. As condições observadas com o envelhecimento precoce forma testículos reduzidos, ausência de esperma, baço atrofiado, intestino danificado, encolhimento do cérebro e incapacidade de desenvolver novas células cerebrais.

gene da telomerase, chamado de TERT, foi modificado em alguns ratos para encodar uma proteína que somente era ativada com uma forma especial do hormônio estrógeno. Assim, a qualquer momento, os cientistas poderiam dar ao rato um medicamento para estimular os receptores e torná-los ativos.

Após quatro semanas, os ratos envelhecidos que tiveram a telomerase reativada apresentaram telômeros maiores e claros sinais de rejuvenescimento: as células voltaram a crescer regenerando tecidos e seus baços, testículos e cérebros aumentaram. Os testículos também produziram novos espermatozóides, e sua fertilidade aumentou: as fêmeas desses machos deram cria a ninhadas maiores. Os pesquisadores também testaram os animais em um percurso com diversos odores associados a perigo – como o cheiro de predadores ou de comida estragada. Quando foram “envelhecidos”, conforme suas células olfativas atrofiavam, eles perderem a capacidade de se localizar nesse caminho para evitar o perigo. Após o boost de produção de telomerase, no entanto, elas se regeneraram e o rato ganhou de volta seu olfato.


Outro ponto importante é que não houve sinais de câncer associados ao tratamento, o que era uma preocupação porque, com a idade, o encurtamento dos telômeros em tecido comum mostra uma queda constante – menos nos casos de câncer, no qual seu comprimento é mantido. Isso ocorre porque as células cancerígenas usam a telomerase para se tornarem quase “imortais”. O risco de câncer no tratamento foi reduzido “religando” nos ratos a telomerase por apenas alguns dias ou semanas.


A expectativa de vida dos animais também aumentou quando comparado a dos ratos envelhecidos não tratados. Porém, eles não viveram mais tempo do que os roedores normais.


Apesar dos bons resultados, os pesquisadores alertam que uso de alguma aplicação semelhante em humanos ainda é distante. Ainda é preciso descobrir, por exemplo, como isso teria um impacto no envelhecimento normal, não previamente acelerado. No entanto, está claro que a perda de telômeros está associada a problemas ligados à idade, e que sua restauração poderia aliviar tais problemas.


Autor: Vladimir Soster



Fonte: INFOciência



Cancro da próstata 'descoberto' através dos dedos



Investigação britânica mostra que homens com o indicador maior que o anelar têm menor probabilidade de vir a ter a doença. Médico diz que dados são apenas "correlação estatística"

Mostra-me os teus dedos e dir-te--ei que doenças podes vir a ter. O provérbio não é bem assim, mas os investigadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e do Instituto de Investigação do Cancro conseguiram provar que existe uma ligação entre o tamanho dos dedos e a probabilidade de os homens virem a desenvolver cancro da próstata.

Os homens que tiverem o indicador maior do que o anelar podem estar mais descansados, aponta o estudo publicado no British Journal of Cancer. Todos os anos são diagnosticados três a quatro mil novos casos de cancro da próstata, em Portugal.

E embora todas as descobertas sejam bem-vindas, para o presidente do Colégio de Oncologia da Ordem dos Médicos esta ligação significa apenas para já uma "correlação estatística" e não "um indicador de probabilidade clínica". Jorge Espírito Santo reconhece, ainda assim, que "muitos estudos que estabelecem estas correlações estatísticas acabam por ser muito úteis". Em Portugal, esta doença é a segunda causa de morte por cancro nos homens.

As reservas do médico também são partilhadas pelos autores do estudo, que comparou as mãos de 1500 doentes com cancro e 3000 homens saudáveis. A professora Ros Eeles admitiu, à BBC, que são necessários mais estudos. Ressalvando que se esta evidência se comprovar, a observação do tamanho dos dedos pode ser usada como um simples teste para determinar o risco do cancro da próstata, juntamente com outros factores como os antecedentes familiares ou os testes genéticos.

O responsável português admite, contudo, que "era excelente que houvesse um método validado tão simples como medir os dedos das mãos". Mas até lá "falta a validação dos dados", sublinha Jorge Espírito Santo.

No Reino Unido, a presidente da Prostate Action, associação de apoio aos doentes que financiou o estudo em colaboração com a Cancer Research UK, considerou que esta conclusão "é mais um passo em frente para ajudar a determinar os factores de risco para o cancro da próstata, que são provavelmente a questão mais importante quando se fala de prevenção e tratamento da doença". Emma Hals lembrou que "ainda assim, estamos longe de reduzir o número de homens que morrem todos os anos com cancro da próstata".

Já o responsável da Associação Portuguesa de Doentes da Próstata, Cruz Domingos, contactado pelo DN, disse desconhecer o estudo e não querer por isso pronunciar-se sobre ele.

O tamanho dos dedos é determinado pela exposição às hormonas durante a gravidez. Quem tem o anelar maior foi mais exposto à testosterona, enquanto que os homens com o indicador maior foram mais sujeitos ao estrogénio.

A conclusão deste estudo britânico aponta para já que uma menor exposição à testosterona pode proteger os homens do cancro da próstata. Mas este não deve ser um facto para descansar os homens que têm o indicador maior nem para preocupar demasiado os homens com o anelar maior, tal como refere Helen Rippon, chefe da investigação no The Prostate Cancer Charity.
Fonte: DN