domingo, 21 de outubro de 2007

O que é a Grafologia

O que é a Grafologia?



Ver foto de uma caligrafia



Grafologia - A Ciência da Escrita - Grafologia é um estudo que fascina pela lógica interpretativa, veracidade e capacidade de conduzir ao aprimoramento pessoal por meio do autoconhecimento que proporciona. A forma como, misteriosamente, um grafólogo vai descobrindo a êssencia mais íntima de uma pessoa faz que, na maioria das vezes, se imagine ser a grafologia algum tipo de oráculo ou elemento de estudos místicos ou esotéricos. Grafologia não é mais do que um estudo científico dos elementos da escrita nos quais estão reflectidos os estados emocionais da pessoa...

Qual o conceito de Grafologia?

O Grafoanalista ou Grafólogo pode diagnosticar mais de 300 características se assim a caligrafia o permitir. É um instrumento de avaliação projectivo confiável e é considerado uma ciência há muitos anos. Inclusive, em muitos países, dentro do curso de Psicologia os alunos têm no mínimo um ano lectivo de Grafologia e Grafopatologia, dependendo da faculdade obviamente. Na Argentina, por exemplo, são dois anos de curso. A Grafologia "descodifica" os símbolos gráficos psicológicos do avaliado. Assim, a análise à caligrafia revela, na maioria dos casos, exactidões espantosas sobre a personalidade da pessoa cuja escrita é analisada.


Alguns desses exemplos


A Grafologia oferece a análise de muitas competências (características de personalidade) que, às vezes, outros testes não fornecem. A Grafologia tem uma amplitude de informações. Posso citar muitas características como habilidades, interesses, talentos, temperamentos que as empresas mais procuram numa avaliação: inteligência (teórico, abstracto, emocional, comercial, dedutiva, memória, intuitiva, imaginação, criatividade, etc), proactividade, atitude sob pressão, comprometimento, dinamismo, capacidade de decisão, assertividade, relacionamento em equipa, ética, organização, sinergia, equilíbrio emocional, energia, planeamento, visão de conjunto, visão estratégica, resistência aos obstáculos que surgem, capacidade de análise de problemas e negócios, persistência, aceitação de regras e normas, persuasão, capacidade de análise e síntese, nível de autoridade ao meio, tipo de temperamento, capacidade de actuar com improvisações, se a pessoa é aberta às mudanças, automotivação etc.




Qual o principal objectivo dessa ciência?



O objectivo final da Grafologia não é reprovar ou aprovar uma pessoa mas sim fazer o levantamento do potencial do candidato e saber se o mesmo está alinhado às necessidades e objectivos da empresa como um todo. Normalmente, as empresas procuram profissionais de talento e que tenham disposição e vontade activa para persuadir autoconhecimento e crescimento profissional. As empresas procuram pessoas comprometidas com resultados, firmeza em suas decisões, proactividade, capacidade empreendedora, dinamismo e automotivação. E isso a Grafologia pode fornecer com segurança a todos e a qualquer um.


Em que situações de processos seletivos, a Grafologia pode ser utilizada?



Normalmente, dentro do processo selectivo ela é mais utilizada na área Administrativa em geral, Gerência, Supervisão, Coordenação e Directoria. Num processo selectivo por exemplo, ela auxilia a empresa a organizar um banco de dados de seus talentos, promoção interna, redirecionamento de carreira, orientação vocacional (profissional) e se for dado ao avaliado a oportunidade de obter o feedback, ele acaba estimulando não só o seu autodesenvolvimento como também traz uma forte componente de reciprocidade (ganha-ganha) na relação empregado-empresa.


Assinaturas de algumas individualidades conhecidas







Assinatura de Napoleão





Assinatura de Marilyn Monroe















Adolph Hitler's signature (authentic)


Assinatura de Adolfo Hitler



Na prática, como é aplicada a Grafologia ?



O processo é muito simples, prático e a empresa não gasta quase nada na aplicação. Pede-se para que o avaliado faça uma redacção com no mínimo de 20 linhas com caneta BIC azul ou preta em papel branco, preferívelmente sem linhas. A empresa pode fornecer o assunto ou deixar como tema livre, à escolha do avaliado. Entregam-lhe duas ou três folhas de sulfite e pedem-lhe para não escrever no verso da folha e se tiver necessidade, a pessoa deverá continuar em outra folha. É imprescindível a assinatura no final da redacção. A assinatura é o verdadeiro "eu" da pessoa, portanto extremamente importante para a avaliação. Agora, não se pode avaliar apenas a assinatura, ela deverá estar junto com a redacção em si. No entanto, nem sempre a redacção é para Análise Grafoanalítica. Muitas vezes, a empresa pede para ver a forma de raciocínio do avaliado, ortografia e como são suas idéias. (Devo dizer que muitas empresas nos países estrangeiros já estão utilizando este método, sobretudo nos países mais desenvolvidos, como nos Estados Unidos, Alemanha e França...)


Há algum tipo de desvantagem, na utilização desta análise?



Não há desvantagem. O que acontece é que a pessoa deve fornecer o seu nome completo (nem sempre a assinatura incluí o nome completo), idade, estado civil, grau de escolaridade e se está passando por algum tratamento médico ou psicoterapêutico e se a pessoa no momento da avaliação está tomando algum remédio (qualquer um), pois é bom saber uma vez que quem escreve não é a mão da pessoa mas sim o seu cérebro e alguns remédios interferem na capacidade motora do avaliado e outros não (é uma questão de precaução). Outra observação é que a Grafologia tem sua maior eficácia em Áreas Administrativas e não muito em áreas Operacionais. Vale a pena salientar que também para a Grafologia não importa muito se a pessoa é destra ou canhota, pois como já disse quem escreve é o seu cérebro.


A Grafologia deve ser utilizada como ferramenta complementar ou pode ser usada de forma isolada?



Ela pode ser usada em ambos os casos e até mesmo em simultâneo com outros testes psicológicos que sejam introduzidos na análise da pessoa em questão. Não há incompatibilidade se for usada com outros instrumentos. Em alguns momentos ela é um instrumento apenas complementar e em outros ela é o principal instrumento de avaliação. Isto dependerá da Filosofia de actuação de cada empresa. Por uma questão de ética o sujeito deve ser informado relativamente ao teste em questão. A Grafologia antes de mais nada auxilia na requalificação da mão-de-obra dos avaliados. É bom lembrarmos que essa ciência está aí para agregar valor à empresa e ao mesmo tempo é um diferencial, pois por meio dela qualquer organização (não importa o tamanho ou segmento) pode atrair, manter ou reter os seus talentos, pois sabemos que nesse mundo Globalizado é importante desenvolver pessoas, pois isso traz motivação e comprometimento.




Observação final









Modelos alternativos de avaliação já são incorporados pela área de recursos humanos há décadas, mas ainda há muita descrença relativamente à utilização do que se pode chamar de ciências metafísicas, que são, principalmente, a grafologia, numerologia e astrologia. No entanto, ainda há muitos gestores que se mostram cépticos. Mas uma coisa é certa, a grafologia apresenta resultados válidos que não podem de forma alguma ser ignorados pelo mundo da ciência e do conhecimento humano.

Existe na ilha Terceira uma Grafóloga (amadora desta arte) que, de certo, terá todo o prazer em fazer uma análise a qualquer escrita que lhe queiram enviar. Claro que estou a referir a minha colega, a Rosa Silva, residente em Angra do Heroísmo. Caso queiram descobrir algo mais sobre a grafologia entrem em contacto com ela:

O poder milagroso das Enzimas

O Poder Milagroso das Enzimas



As enzimas tém um papel fundamental na nossa alimentação e saúde. Venha descobrir a importância das enzimas.


Se queres ser saudável dos pés à cabeça

começa hoje mesmo por incluir uma peça de

fruta fresca a todas as tuas refeições.
(Frutas

enlatadas não fazem bem nenhum, porquê?

Porque grande parte das enzimas já não se

encontram lá.) É importante comer frutas

e vegetais crus com todas as refeições
.

Uma regra importante, nunca assar ou

cozer frutas porque isso mata as enzimas

que se encontram ali presentes. Tentar

reduzir o consumo de comidas enlatadas

é uma boa aposta para aqueles que

realmente desejam ter uma vida saudável

e livre de doenças. Sempre que cozinhar

vegetais lembre-se de o fazer com pouca

água para conservar o seu conteúdo vitamínico e enzimático.
Líquidos demasiado quentes podem matar as

enzimas, portanto nunca se deve beber líquidos

quentes às refeições.


O que são enzimas?







O termo é derivado de "en" = dentro e "zima" = levedura. As enzimas são moléculas de proteína bastante grandes e complexas que agem como catalisadoras em reacções bioquímicas.


Como as proteínas, elas consistem em longas cadeias de amino-ácidos unidas por ligações de peptídeos. Elas são formadas dentro das células de todos os seres vivos, plantas, fungos, bactérias, e organismos microscópicos unicelulares.

As enzimas são classificadas segundo os compostos nos quais elas agem:
- lipases actuam nas gorduras decompondo-as em glicerol e ácidos graxos;
- catalases decompõem a água oxigenada;
- amilases decompõem os amidos em açúcares mais simples;
- proteases decompõem as proteínas;
- celulases decompõem a celulose;
- pectinases decompõem a pectina;
- xilanases decompõem a xilana;
- isomerases catalizam a conversão da glicose em frutose;
- beta-glucanases decompõem a beta-glucana;
- outras.


As enzimas comumente encontradas no trato digestivo são a pepsina, a tripsina e peptidases (que decompõem as proteínas), lipases e amilases.

Como as enzimas agem ?

Elas controlam várias funções vitais incluindo os processos metabólicos que convertem nutrientes em energia e em novos materiais para as células, além de acelerar a reacção dos processos bioquímicos, tornando-os mais eficientes.

As enzimas conectam-se às substâncias reagentes e enfraquecem certas ligações químicas, de modo que menos energia (de activação) é necessária para que as reacções ocorram.

Se as enzimas estivessem ausentes, as reações químicas seriam lentas demais para dar suporte à vida.

As enzimas são bastante específicas, decompondo ou compondo apenas certas substâncias em certas condições de temperatura, pH e concentração do substrato (substância na qual a enzima actua). Algumas transformações envolvem várias enzimas como a da glicose em água e gás carbónico que leva 25 passos, cada passo com a participação de várias enzimas.

Quando as enzimas são aquecidas, elas aceleram ainda mais as reações, mas apenas até certo ponto a partir do qual elas se modificam e perdem suas propriedades catalizadoras. Quando a temperatura cai, as enzimas voltam ao seu estado anterior.

De onde as enzimas surgem ?




As células usam a informação dos nossos genes para fabricar proteínas, as quais são usadas para várias funções. A enzima é uma dessas proteínas. Também, as enzimas podem ser encontradas nos alimentos crus, como na fruta e nos vegetais. As células possuem de 2000 a 3000 enzimas diferentes em cada uma. Células diferentes possuem enzimas diferentes.

Como as enzimas actuam na boca ?

Quando o alimento é mastigado na boca, ele fica reduzido à pequenos fragmentos que se misturam com a saliva produzida pelos três pares de glândulas salivares (parótidas, submandibulares e sublinguais).

A saliva é um líquido neutro ou ligeiramente alcalino, que contém água, muco e enzimas (amilase salivar ou ptialina). As glândulas submandibulares e sublinguais segregam uma saliva mais grossa que contém a enzima mucina. A outra enzima da saliva é a ptialina, que digere parcialmente os amidos e converte-os em maltose (um tipo de açúcar).

A água umedece o alimento, o muco lubrifica-o e a amilase catalisa a hidrólise do amido (polissacarídeo) que o transforma em moléculas de açúcares mais simples (oligossacarídeos e monossacarídeos).

A saliva também dissolve algumas moléculas que são captadas pelos receptores de sabor nas papilas gustativas da língua (permitindo o reconhecimento dos sabores). O alimento mastigado e ensalivado fica reduzido à uma pasta mole: o bolo alimentar.

Como as enzimas actuam no estômago ?

O estômago recebe o bolo alimentar e o piloro é fechado para que o bolo alimentar não passe imediatamente para o duodeno. O estômago, por meio das glândulas gástricas, liberta o suco gástrico que é constituído por água, ácido clorídrico (a 0,5% de concentração), mucos, pelas enzimas pepsina (várias proteases) e, nos bebês, a renina. O estômago então se contrai
ritmicamente (movimentos peristálticos), o que permite a mistura do bolo alimentar com o suco gástrico.


A água permite que os alimentos se dissolvam ou fiquem em suspensão. O ácido clorídrico reage com o pepsinogénio parar gerar a pepsina, dá o grau de acidez ideal para a pepsina actuar e destrói muitas das bactérias ingeridas nos alimentos. O muco lubrifica o alimento e protege as paredes do estômago dos efeitos do ácido e das proteases. A pepsina permite a conversão das proteínas em polipeptídeos e aminoácidos e a renina coagula a proteína do
leite.


Quando a digestão estomacal é concluída, o piloro vai abrindo e libertando a pasta ácida semi-líquida (quimo) do estômago para o duodeno em pequenas quantidades.

Os líquidos demoram pouco a passar para o duodeno mas o estômago vai libertando seu conteúdo meia-hora após o início da refeição e só é esvaziado de 2 a 3 horas depois, dependendo do tipo do alimento.

Como as enzimas actuam no duodeno e no intestino delgado ?

O quimo recebido do estômago é misturado ao suco pancreático e intestinal (com enzimas proteolíticas) e à bílis, que são lançados no duodeno através de canais. O suco pancreático possui diversas enzimas, entre as quais a tripsina (transforma proteínas em amino-ácidos), a amilase (transforma amido e dextrina em maltose), a maltase (transforma maltose em glicose) e a lipase pancreática (transforma gordura em ácidos graxos e glicerina).

Algumas glândulas que revestem o intestino segregam as enzimas sacarase (transforma sucrose em glicose e frutose), maltase, lactase (transforma lactose em glicose e galactose), lipase, amilase e erepsina que em parte formam o suco intestinal.

A ausência ou baixa actividade da lactase pode causar vários graus de intolerância ao leite.

O fígado emite a bílis, que apesar de não provocar transformações alimentares, facilita a digestão diluindo o conteúdo intestinal, funcionando como antisséptico, reduzindo a tensão superficial das gotas ou glóbulos de gordura (o que facilita a digestão pela lipase do pâncreas e do intestino) e impedindo-as de se aglutinar graças aos sais biliares. A bílis é uma
substância alcalina de cor verde e amarga e neutraliza a acidez do quimo vindo do estômago.


Depois de concluída a digestão intestinal, a massa alimentar fica reduzida a uma pasta semi-líquida de aspecto leitoso (quilo) formada principalmente por água, sais minerais, glicose, glicerina, ácidos graxos e aminoácidos, todos prontos para serem absorvidos.

Como os nutrientes são absorvidos ?

Na membrana mucosa do intestino delgado ficam muitas reentrâncias e dobras chamadas villi que aumentam a superfície de absorção em mais de 600 vezes o que seria se o intestino fosse um simples cilindro.

Os produtos da digestão são absorvidos por pequeninas artérias imediatamente sob o epitélio nos villi.

Os amino-ácidos, sais minerais e vitaminas solúveis em água são transportados pela corrente sanguínea primeiro ao fígado e depois ao resto do corpo para reparar e construir os tecidos e o excesso é convertido em uréia pelo fígado para ser depois excretado pelos rins.

A glicerina e os ácidos graxos são captados nos vasos linfáticos e novamente reunidos em pequenos glóbulos de gordura. Esses glóbulos são depois transportados pela corrente sanguínea para os tecidos, onde são consumidos em reações de oxidação e/ou armazenados sob a forma de tecido adiposo.

Os açúcares (sob a forma de monossacarídeos) são temporariamente armazenados no fígado como glicogénio e libertados como glicose quando necessário.

Existe uma espécie de inteligência intestinal descrita por Hunt, que nada mais é do que a capacidade do delgado em absorver mais ou menos determinado grupo alimentar, de acordo com a necessidade do organismo naquele momento.

O que acontece com o que não é absorvido ?

Os alimentos levam cerca de 4 horas para atravessar o intestino delgado (quase 7 metros). Ao chegar ao intestino grosso (1,2 metros), bactérias presentes ainda segregam algumas enzimas que permitem que algumas substâncias resultantes da digestão ainda sejam absorvidas.

Vários tipos de bactérias habitam o intestino grosso e decompõem algumas fibras indigeríveis, fermentam açúcares e decompõem algumas proteínas. Certas bactérias podem sintetizar vitamina K e B. Ainda não está claro o quanto de vitamina B pode ser absorvido pelo intestino grosso, mas metade da quantidade necessária de vitamina K é de origem bacteriana.

Os alimentos levam de 12 a 18 horas para alcançar o reto. Durante esse tempo a água é absorvida e os dejetos são compactados gradualmente para serem expelidos. São da maior importância estas etapas da excreção ou eliminação porque no intestino grosso só restam substâncias tóxicas, como o escatol, que se reabsorvidos por um atraso ou retardo no trânsito, como ocorre na prisão de ventre, podem gerar aquilo que denominamos de
auto-endo-intoxicação, que é caracterizada por cansaço, desânimo, cefaléia, mau hálito, etc.


As enzimas actuam fora do organismo ?

Enzimas actuam na obtenção do álcool a partir dos açúcares (e dos açúcares a partir dos amidos), reduzem o nitrogénio e o fósforo dos dejetos orgânicos, actuam nos bolos (evitam que solem), aceleram a produção de cerveja, actuam na produção dos queijos e removem a lactose, funcionam em detergentes, actuam em amaciantes de roupa, actuam na produção de couros, actuam na produção de papel, actuam na produção de dextrose, frutose (usados em confeitos e refrigerantes), amaciam o algodão e clareiam o vinho e sucos.

As enzimas são consumidas nos processos ?

Depois de a reacção se completar, a enzima fica intacta e disponível para iniciar outra reacção. Algumas enzimas são capazes de participar de milhares de reacções em um único minuto. Em princípio, isso pode continuar indefinidamente, mas na prática a maioria das enzimas perde a estabilidade e capacidade de catalisar as reacções.

Há alguma demonstração prática da actuação de enzimas ?

Sim. Pegue um abacaxi fresco, e um recipiente com gelatina comum. Corte uma fatia do abacaxi e coloque-a em cima da gelatina. Observe o que acontece. Algumas embalagens de gelatina recomendam explicitamente não misturar com abacaxi. O abacaxi contém enzimas que decompõem as proteínas da gelatina.



Segredos de Fátima

Sobre os Segredos de Fátima




Primeiros 2 segredos:



Dois dos três segredos revelados pela irmã Lúcia em 1942 são:


1) "Vocês viram o inferno para onde vão as almas dos pobres pecadores. Para salvá-los, Deus deseja estabelecer no mundo devoção a meu Imaculado Coração".


2) "A Primeira Guerra mundial terminará logo. Entretanto, se a humanidade não deixar de ofender a Deus, outra guerra pior surgirá no Reino do Papa Pio XI. Quando vocês viram uma noite iluminada pela luz desconhecida, saibam que este é o grande sinal que Deus lhes dá, porque ele vai castigar o mundo por seus crimes através das guerras, a fome, a perseguição da Igreja e do Santo Padre. Para impedir isto, Eu virei a pedir a consagração da Rússia a meu Imaculado Coração e a comunhão de reparação dos Primeiros Sábados. Se minha petição é acatada, a Rússia se converterá, e haverá paz.


Se não, a Rússia transmitirá seus error através do mundo, promovendo guerras e a perseguição da Igreja; os bons serão martirizados, o Santo Padre terá que sofrer muito, várias nações serão aniquiladas; no final meu Imaculado Coração triunfará. O Santo Padre consagrará a Rússia a mim a qual se converterá, e algum tempo de paz será dado ao mundo".



Texto original do Terceiro Segredo de Fátima
e explicação do Cardeal Ratzinger





Terceira parte do segredo de Fátima, revelado no dia 13 de julho de 1917 aos três pastorzinhos na Cova de Iria-Fátima e transcrito pela Irmã Lúcia em 3 de janeiro de 1944. Tornou-se público pelo Secretário de Estado, Cardeal Ângelo Sodano, em 13 de maio de 2000.


"Escrevo em obediência a Vós, meu Deus, que o ordenais por meio de Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo de Leiria e da Santíssima Mãe vossa e minha.


"Depois das duas partes que já expus, vimos ao lado esquerdo de Nossa Senhora um pouco mais ao alto um Anjo com uma espada de fogo na mão esquerda; centelhando emitia chamas que parecia que iam incendiar o mundo; mas se apagavam a contato com o esplendor que Nossa Senhora irradiava com sua mão direita, disse com forte voz:


Penitência! Penitência! Penitência! E vimos em uma imensa luz que é Deus: 'algo semelhante a como as pessoas se vêem em um espelho quando passam diante dele' a um Bispo vestido de Branco 'tivemos o pressentimento de que fosse o Santo Padre' .


Também a outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subir uma montanha íngreme, cujo cume havia uma grande Cruz de madeiras toscas como se fosse de carvalho com a casca, o Santo Padre, antes de chegar a ela, atravessou uma grande cidade em meio a ruínas e meio tremulante com passo vacilante, pesaroso de dor e pena, rezando pelas almas dos cadáveres que encontrava pelo caminho; chegado em cima do monto, prostrado de joelhos aos pés da grande Cruz, foi morto por um grupo de soldados que dispararam vários tiros de arma de fogo e flechas; e do mesmo modo morreram uns após os outros os homens e mulheres de diversas classes e posições. Sob os dois braços da Cruz havia dois Anjos cada um deles com uma jarra de cristal na mão, nas quais recolhiam o sangue dos Mártires e regavam com ele as almas que se aproximavam de Deus".


Comentário Teológico do Cardeal Joseph Ratzinger


O comentário Teológico do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé está dividido em três partes: Revelação pública e revelações particulares, seu lugar teológico; A estrutura antropológica das revelações privadas; Uma tentativa de interpretação do segredo de Fátima.


1) "O termo 'revelação pública' designa a ação reveladora de Deus destinada a toda a humanidade, que encontrou sua expressão literária nas duas partes da Bíblia: o Antigo e o Novo Testamento. Chama-se 'revelação' porque nela Deus deu-se a conhecer progressivamente aos homens, até o ponto de tornar-se ele mesmo homem, para atrair para si e para reunir em si todo o mundo por meio de seu Filho encarnado, Jesus Cristo.
Em Cristo Deus disse tudo, quer dizer, manifestou-se a si mesmo e, portanto, a revelação concluiu com a realização do mistério de Cristo que encontrou sua expressão no Novo Testamento".


2) A "revelação particular" , ao contrário, "refere-se a todas as visões e revelações que tem lugar uma vez terminado o Novo Testamento; é esta categoria dentro da qual devemos colocar a mensagem de Fátima.


A autoridade das revelações particulares - prossegue o Cardeal Ratzinger - é essencialmente diversa da única revelação pública: esta exige nossa fé". A revelação particular, ao contrário, "é uma ajuda para a fé, e se manifesta como crível precisamente porque remeta à única revelação pública".


Citando o teólogo flamenco E. Dhanis, o prefeito para a Fé afirma que "a aprovação eclesiástica de uma revelação particular contém três elementos: mensagem em questão não contém nada que vá contra a fé e os bons costumes; é lícito torná-lo público e os fiéis estão autorizados a dar-lhe em forma prudente a sua adesão". "Uma mensagem assim pode ser uma ajuda válida para compreender e viver melhor o Evangelho no momento presente; por isto não se deve descartar. É uma ajuda que é oferecida, mas que não é obrigatório fazer uso da mesma".


O Cardeal Ratzinger sublinha também que "a profecia no sentido da Bíblia não quer dizer predizer o futuro, mas explicar a vontade de Deus para o presente o qual mostra o reto caminho para o futuro".


A parte mais importante do Comentário Teológico está dedicado a "uma tentativa de interpretação do segredo de Fátima". Do mesmo modo que a palavra chave da primeira e da Segunda parte do "segredo" é a de "salvar almas", a "palavra chave deste 'segredo' é o tríplice grito: 'Penitência! Penitência! Penitência!'. Vem a mente o começo do Evangelho: "paenitemini et credite evangelio" (Mc 1,15). Compreender os sinais dos tempos significa compreender a urgência da penitência, da conversão e da fé. Esta é a resposta adequada ao momento histórico, que caracterizava por grandes perigos e que serão descritos nas imagens sucessivas. Me permito inserir aqui uma lembrança pessoal: em uma conversa comigo, Irmã Lúcia me disse que lhe era cada vez mais claro que o objetivo de todas as aparições era o de fazer crescer sempre mais na fé, na esperança e na caridade. Todo o resto era somente para conduzir a isto".


3) Depois, o prefeito da Congregação para a Fé passa a vista às "imagens" do segredo. "O anjo com a espada de fogo à direita da Mãe de Deus lembra imagens análogas às do Apocalipse. Representa a ameaça do juízo que incumbe sobre o mundo. A perspectiva de que o mundo poderia ser reduzido a cinzas em um mar de chamas, hoje não é considerada absolutamente pura e fantasia: o próprio homem preparou com suas invenções a espada de fogo".


"A visão mostra depois a força que se opõe ao poder de destruição: o esplendor da Mãe de Deus, e proveniente sempre dele, a chamada à penitência. Deste modo é sublinhado a importância da liberdade do homem: o futuro não está determinado de um modo imutável, e a imagem que as crianças viram não é um filme antecipado do futuro, do qual nada poderia mudar. Em realidade, toda visão tem lugar somente para chamar a atenção sobre a liberdade e para dirigi-la em uma direção positiva. (...) Seu sentido é o de mobilizar as forças da mudança para o bem. Por isso estão totalmente fora de lugar as explicações fatalísticas do "segredo" que dizem que o atentador do 13 de maio de 1981 teria sido definitivamente um instrumento da Providência. (...) A visão fala mais dos perigos e do caminho para salvar-se dos mesmos".


Passando às seguintes imagens, "o lugar da ação - explica o cardeal Ratzinger - aparece descrito em três símbolos: uma montanha escarpada, uma grande cidade em meio a ruínas, e finalmente uma grande cruz de troncos rústicos. Montanha e cidade simbolizam o lugar da história humana: a história como custosa subida para o alto, a história como lugar da humana criatividade e da convivência, mas que ao mesmo tempo como lugar das destruições, nas quais o homem destrói a obra de seu próprio trabalho (...) Sobre a montanha está cruz, meta e ponto e orientação da história. Na cruz a destruição se transforma em salvação; levanta-se como sinal da miséria da história e como promessa para a mesma".


"Aparecem depois aqui pessoas humanas: o Bispo vestido de branco ('tivemos o pressentimento de que fosse o Santo Padre'), outros Bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas e, finalmente, homens e mulheres de todas as classes e estratos sociais. O Papa parece que precede aos outros, tremendo e sofrendo por todos os horrores que o redeiam. Não somente as casas da cidade estão em meio a ruínas, mas que seu caminho passa no meio dos corpos dos mortos. O caminho da Igreja se descreve assim como uma via crucis, como caminho em um tempo de violência, de destruições e de perseguições.


Nesta imagem, não se pode ver representada a história de todo um século. Do mesmo modo em que os lugares da terra estão sinteticamente representados nas duas imagens da montanha e da cidade, e estão orientados para a cruz, também os tempos são representados de forma compacta".


"Na visão podemos reconhecer o século passado como século dos mártires, como século dos sofrimentos e das perseguições contra a Igreja, como o século das guerras mundiais e de muitas guerras locais que encheram toda a sua Segunda metade e fizeram experimentar novas formas de crueldade. No 'espelho' desta visão vemos passas os testemunhas de fé de decênios".


O prefeito da Congregação da Doutrina da Fé afirma também que na via crucis deste século "a figura do Papa tem um papel especial. Em sua fadigosa subida à montanha podemos encontrar indicados com segurança juntos diversos Papas, que começando por Pio X até o Papa atual compartilharam os sofrimentos deste século e se esforçaram para avançar entre eles pelo caminho que leva à cruz. Na visão também o Papa é morto no caminho dos mártires. Não poderia o Santo Padre, quando depois do atentado de 13 de maio de 1981 fez-se levar o texto da terceira parte do 'segredo', reconhecer nele seu próprio destino? Teria estado muito próximo das portas da morte e ele mesmo explicou ter sido salvo com as seguintes palavras: 'foi uma mão materna a que guiou a trajetória da bala e o Papa agonizante deteve-se no umbral da morte' (13 de maio de 1994). Que 'uma mão materna' tenha desviado a bala mortal mostra mais uma vez que não existe um destino imutável, que a fé e a oração são poderosas, que podem influenciar na história e, que ao final, a oração é mais forte que as balas, a fé mais potente que as divisões".


A conclusão do segredo, prossegue o cardeal Ratzinger, "lembra imagens que Lúcia pode ter visto em livros piedosos, e cujo conteúdo deriva de antigas intuições de fé. É uma visão consoladora, que quer tornar maleável pelo poder salvador de Deus uma história de sangue e lágrimas. Os anjos recolhem sob os braços da cruz o sangue dos mártires e regam com ela as almas que se aproximam de Deus. O sangue de Cristo e o sangue dos mártires estão aqui considerados juntamente: o sangue dos mártires flui dos braços da cruz. Seu martírio se realiza de maneira solidária com a paixão de Cristo e se converte em uma só coisa com ele".


"A visão da terceira parte do segredo tão angustiosa em seu início, conclui com uma imagem de esperança: nenhum sofrimento é vão e, precisamente uma Igreja sofredora, uma Igreja de mártires, converte-se em sinal orientador para a busca de Deus por parte do homem (...) do sofrimento dos testemunhas deriva uma força de purificação e de renovação, porque é atualização do próprio sofrimento de Cristo e transmite no presente sua eficácia salvífica".


O que significa em seu conjunto (em suas três partes), o "segredo" de Fátima?, foi perguntado por último ao Cardeal Ratzinger. "Antes de tudo devemos afirmar como o cardeal Sodano: 'os acontecimentos aos que se refere a terceira parte do 'segredo' de Fátima parecem pertencer já ao passado'.


Na medida em que se refere a acontecimentos concretos já pertencem ao passado. Quem tinha esperado impressionantes revelações apocalípticas sobre o fim do mundo ou sobre o curso futuro da história ficará desiludido. Fátima não nos oferece este tipo de satisfação de nossa curiosidade, o mesmo que a fé cristã não quer e não pode ser um mero alimento para nossa curiosidade. O que fica de válido já vimos de imediato ao início de nossas reflexões sobre o texto do 'segredo': a exortação à oração como caminho para a 'salvação das almas' e, no mesmo sentido, a chamada à penitência e à conversão".


"Gostaria ao final de voltar ainda sobre outra palavra chave do 'segredo', que com razão fez-se famosa: "meu Coração Imaculado triunfará", o que quer dizer isto? Que o coração aberto a Deus, purificado pela contemplação de Deus, é mais forte que os fuzis e que qualquer outro tipo de arma. O fiat de Maria, a palavra de seu coração, mudou a história do mundo porque ela introduziu no mundo o Salvador, porque graças a este 'sim' Deus pode se tornar homem em nosso mundo e assim permanece agora e para sempre. O maligno tem poder neste mundo, o vemos e o experimentamos continuamente; ele tem poder porque nossa liberdade se deixa afastar continuamente de Deus".


"Mas desde que o próprio Deus tem coração humano e desse modo dirigiu a liberdade do homem para o bem, para Deus, a liberdade para o mal já não tem a última palavra. Desde aquele momento cobram todo seu valor as palavras de Jesus: "padecereis tribulações no mundo, mas tende ânimo, eu venci ao mundo" (Jo, 16,33). A mensagem de Fátima nos convida a confiar nesta promessa".








Observação final




De notar que o Papa, João Paulo II, equacionou o atentado na Praça de São Pedro em 1981 ao Terceiro Segredo de Fátima e a intervenção à Senhora de Fátima pelo facto de ter sobrevivido ao mesmo atentado. Uma coisa é certa e, vale a pena sublinhar que o Vaticano não se pronunciou públicamente durante a Segunda Guerra Mundial, ou seja, não fez quaisquer denúncias públicas ao movimento político fáscista de Benito Mussolini nem quaisquer referências às ideologias atterroradoras do ditador Adolfo Hitler por ester querer conquistar o mundo. Caso se tivesse pronunciado talvez o "outcome" da Segunda Guerra Mundial tivesse sido bem diferente.


Vale a pena salientar também que muitos peritos ligados a Fátima são da opinião de que o terceiro segredo de Fátima não foi revelado ainda na sua totalidade. Alegam que os conservadores do Vaticano (inclusive o actual Papa Bento XVI) foram da opinião de o não revelar para não criar sensacionalismos e pânico na sociedade...